Coleção pessoal de MiriamLeal

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⁠"Se a soberba ainda dita suas decisões, se a altivez governa suas reações e o orgulho é quem assina suas respostas... então Deus ainda não é o Rei do seu coração. Porque onde o Espírito governa, o ego se cala, o 'eu' morre, e Cristo reina. O trono do seu interior tem um único lugar: ou está ocupado por você… ou por Deus. Quem está sentado aí?"

> “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
(Tiago 4:6)

⁠Cuidado com o coração que se exalta,
Com a voz que acusa e nunca falta.
Com a alma que mede os outros com régua dura,
E esquece que a igreja é lugar de cura.

Não se assente no trono que não é seu,
Não roube a glória que pertence a Deus.
Antes, ame, sirva, perdoe e restaure.

⁠O Senhor chama: “Vem, toma tua cruz!”
Mas o coração vacila e recusa a luz.
Quer a bênção, mas não quer a entrega,
Quer a coroa, mas não quer a entrega que rega.

⁠Tua santidade é um espelho,
Que mostra o que eles não querem ver.
Preferem que fiques igual a eles,
Pra não sentirem que precisam ceder.

Eles te chamam de exagerada,
Mas é porque tua fé é viva e ousada.
Não se dobra aos costumes da maioria,
Nem troca unção por companhia fria.

⁠Eles dizem: “Deus está comigo também!”
Mas vivem afogados na lama de cada dia.
Chamam graça o que é apenas rebeldia,
E zombam da cruz com sua teologia vazia.

⁠Mas o Céu não se move por currículo,
Move-se por arrependimento legítimo!
Jesus não exaltou a soberba polida,
Mas justificou a alma ferida.
Não foi a eloquência que tocou o trono,
Mas o coração rendido, sem dono.

⁠Pois se o Céu celebra o arrependido,
Quem é você pra ficar ofendido?
Há um espírito sutil e perigoso,
Com aparência de santo e piedoso,
Mas por dentro é trono falso, é vaidade:
Rejeita o caído, nega a verdade.
Se esquece do Filho Pródigo voltando,
Enquanto o irmão mais velho vai murmurando.
Reclama da festa, recusa o perdão,
Mas o Pai diz: “Esse é meu filho do coração.”

⁠A Igreja tem dono, e não és tu!
Foi comprada com sangue, pelo Filho de Deus, Jesus.
Quem exclui o que Deus restaurou,
Está contra o Rei que o céu coroou.

⁠Ele é o Juiz, o Santo Salvador,
Nós somos servos, vasos do Amor.
Não ouse sentar no trono da justiça,
Enquanto o Mestre lava pés com doçura e carícia.

⁠Aos que se exaltam, Ele abate,
Aos humilhados, Ele dá destaque.
Não queira ser juiz do arrependido,
Pois o mesmo sangue te tem redimido!

⁠Fui até ti, como quem ama,
não com espada, mas com choro e palma.
Te vi distante, fria, ausente...
mas quis-te perto, ainda que indiferente.

⁠Abri as asas, te dei abrigo,
preparei mesa, te chamei de filho.
Mas tu fugiste como quem não crê,
e rejeitaste aquele que por ti morreu.

⁠Jerusalém, espelho do mundo,
coração duro, olhar sem fundo.
Mas ainda chamo, mesmo negado,
sou Deus de braços... não de fardo.

⁠Quantas vezes te chamei com doçura,
com voz de amor e ternura sem fim...
Como galinha que chama os pintinhos,
quis esconder-te do dia ruim.

⁠Te vi correr em outras direções,
te vi ferido pelas tuas escolhas,
e mesmo assim, com compaixão nos olhos,
abri as asas, te esperei, te encobrir, escondi.

⁠Mas rejeitaste o meu abraço quente,
o meu cuidado, o meu abrigo fiel.
Trocaste a graça por tua própria força,
trocaste a rocha por castelos de papel.

⁠Mesmo assim... eu continuo chamando.
Meu amor não cansa, minha voz não some.
Sou o Deus que acolhe os rejeitados,
sou o Pai que conhece o teu nome.

⁠Jesus chorou sobre a cidade dura,
Que rejeitou a visita da cura.
Disse: “Quantas vezes quis te ajuntar…”
Mas o coração do homem quis se afastar.

⁠Jesus veio com os pés no pó,
Com o coração cheio de céu,
Com palavras que curam,
E um toque mais doce que o mel.

Ele amou os que o desprezavam,
Perdoou os que o feriram,
Lavou os pés dos que o negariam,
E abraçou os que o traíram.

⁠Mas o Senhor observa com olhos de amor,
E diz: “Eu vejo cada julgador.
Mas também vejo os que Me buscam com dor,
E a esses, Eu dou Meu favor.”