Coleção pessoal de MiriamLeal
A maturidade espiritual não é aceitar tudo sem discernimento, nem rejeitar toda autoridade; é aprender a avaliar tudo à luz da Palavra de Deus.
Toda autoridade que teme a Deus se submete à Palavra. Toda autoridade que se coloca acima da Palavra corre o risco de perder de vista o próprio Cristo.
O Evangelho não foi entregue para controlar pessoas, mas para libertá-las. Não foi anunciado para levantar muros, mas para reconciliar o pecador com Deus.
Que Deus cure o orgulho antes que ele endureça o coração. Que restaure a humildade antes que a voz humana tente ocupar o lugar da voz do Espírito.
Se a verdade que pregamos não nos leva primeiro ao arrependimento, talvez estejamos apenas usando versículos, e não vivendo a Palavra.
A Igreja continuará sendo de Cristo. A Palavra continuará sendo de Deus. E, no fim, todos nós seremos chamados a prestar contas não das nossas conveniências, mas da nossa fidelidade ao Senhor.
A Bíblia continue sendo o nosso espelho, antes de ser o nosso argumento. Porque quando Cristo está no centro, a verdade confronta, mas também restaura; corrige, mas também cura.
Quando a Bíblia é usada para alimentar orgulho, controlar pessoas ou justificar decisões humanas, ela deixa de ser anunciada como caminho de vida e passa a ser tratada como ferramenta de interesses.
Jesus nunca teve problema com pessoas quebrantadas, com pecadores arrependidos ou com aqueles que buscavam restauração. Seus maiores confrontos foram com aqueles que tinham conhecimento da Palavra, mas haviam perdido a misericórdia, a justiça e o amor.
O problema nunca foi a Igreja de Cristo. O problema é quando a Palavra deixa de ser espelho para quem a prega e passa a ser usada apenas como instrumento para julgar, excluir ou favorecer conveniências humanas.
A verdadeira religião, segundo
Tiago 1:27, não se mede pelo controle que alguém exerce sobre pessoas, mas pelo amor que demonstra, pela misericórdia que pratica e pela santidade que busca viver.
A Palavra de Deus não foi dada para ferir quem já está quebrado, nem para alimentar o orgulho de quem a anuncia. Ela foi dada para revelar a verdade, conduzir ao arrependimento, restaurar vidas e aproximar as pessoas de Cristo.
Quando Cristo ocupa o centro, o poder dá lugar ao serviço, o julgamento dá lugar à misericórdia, e a manipulação dá lugar ao amor. É assim que a Igreja reflete a glória do Seu Senhor.
A verdade confronta, mas o amor de Cristo cura. A correção de Deus não tem como objetivo destruir, mas recuperar.
Ele não veio para afastar os feridos, mas para buscar os que estavam perdidos. Não veio para levantar muros entre pessoas e Deus, mas para abrir o caminho da reconciliação.
Não ignore a Palavra de Deus quando ela confronta aquilo que sentimos. A mesma Escritura que corrige também cura; a mesma Palavra que revela o pecado também aponta o caminho da restauração.
Não viva um evangelho vingativo.
Não deixe Deus do lado de fora das suas decisões. Quando colocamos nossas feridas, nosso orgulho ou nossa vontade acima da Palavra, corremos o risco de falar sobre Cristo, mas agir longe do coração dEle.
O Evangelho de Cristo não nasceu para alimentar ressentimentos, cobrar dívidas emocionais ou desejar a queda de quem errou. O Evangelho nasceu para revelar a graça, chamar ao arrependimento e transformar vidas.
Que o nosso coração não seja um lugar onde a vingança reina, mas onde a graça governa. Porque quem realmente conhece Cristo não usa a cruz para ferir pessoas; usa a cruz como caminho de perdão, transformação e reconciliação.
O fariseu da parábola de Jesus confiava na sua própria justiça, mas o publicano reconheceu sua necessidade e clamou: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18:13). E Jesus ensinou que aquele que se humilhou saiu justificado.
