Coleção pessoal de micheleCanario

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Resposta do ser amado"


Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.


Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.


Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.


Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.


Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.


Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.


Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.


Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.

Primeiro eu acordei, depois de sonhar com você, no eco do sonho que te vestia de luz.
O mundo era silêncio, só o teu nome ecoava,
um sussurro que me atravessava a alma.

Depois, descrevi o sonho, como quem pinta o céu, teu corpo era mapa, teu beijo, bússola.
Tua voz cantava uma melodia que me embalava, e eu, perdida em teus abraços, esquecia o tempo.

Voltei a dormir, mas o teu cheiro persistia,
como um fantasma de ternura, suave e quente.
Ao despertar, a saudade já habitava meu peito,
um vazio que só tu poderias preencher.

Passei a manhã suspirando seu nome, vendo teu rosto em cada canto, tua boca, um doce enigma que me consome.
Teu olhar, um farol que me guia na escuridão,
teu calor, um fogo que me aquece por dentro.

Lembrei de tua respiração, ritmo de vida e paixão, da expressão que te invade quando me entrego a você.
Cada suspiro teu era um verso, cada gesto, poesia, e eu, apenas uma refém do teu infinito.

Agora passo as horas querendo saber de você onde estás, como estás, se ainda me lembras.
A saudade é um rio que corre dentro de mim,
e eu, à margem, espero que tu voltes a sorrir para mim.

Meu querido diário,

Hoje, mais um dia perdido em um mês qualquer, acordei com o ouvido desafinado e o rosto pesado demais para inventar qualquer texto motivacional, inflado de alegrias forçadas. Não tenho vontade de encher linhas de metáforas só para que entendam um cheiro, uma cor ou a tristeza de alguém que tenta disfarçar.

Estou exausta dessa estrada que eu mesma construí, dessa obrigação de dar sentido ao cotidiano. Cansada das declarações vazias nas redes sociais, onde o amor não é vivido, apenas encenado para virar assunto.

Estou tão sem forças que quase recorro a uma frase de Vinícius de Moraes só para dar um ar de profundidade. Mas também estou cansada da ideia de que um texto possa ser confundido com uma dose de álcool, que seja visto como revelação, que cada palavra precise soar como epifania, quando na verdade, as mágoas já aprenderam a nadar sozinhas.

Cansada de agradar a todos em troca de algo que nem sei nomear e que, de qualquer forma, não paga sequer o meu desodorante.

Meu celular parece feito de criptonita, minha capa vermelha anda desbotada, e já não tenho forças para sobrevoar o céu cor-de-rosa em busca de alguém para salvar.

Apesar do cansaço e da descrença nas pessoas, sigo preferindo a companhia dos animais, pois acredito no amor puro que eles oferecem. Mas também acredito em Vinícius, Clarice, Machado, Jorge Amado, Florbela, Shakespeare... talvez porque a literatura seja o último abrigo que resta quando o mundo insiste em me esgotar. Talvez seja apenas uma maneira mais bela e possível de viajar, exercitar a imaginação e alimentar meus sonhos.

16/08/2016

Às vezes me pergunto: o que poderia fazer para lhe dizer, sem precisar pronunciar palavras, sem quebrar o silêncio nem alterar a beleza do tempo nublado de seus pensamentos?
Gostaria de encontrar um gesto,
uma ação simples, uma atitude delicada
que mostrasse que estou ali, ao seu lado.
Muitas vezes quis que ele pudesse ler meus pensamentos,
ver através da luz dos meus olhos
e saber tudo o que sinto,
que compreendo a solidão que grita dentro do seu silêncio.
Talvez, assim, sentisse menos peso no peito.


Eu também me perco em pensamentos,
em buscas, em tentativas de resolver as equações da vida.
Sinto-me só quase o tempo todo,
mesmo cercada de vozes que falam
mas não escutam de verdade.
E isso dói.


Só queria dizer, sem promessas:
eu estou aqui.


Estou aqui quando o espelho te mostra um estranho.
Estou aqui quando o passado pesa mais do que deveria.
Estou aqui quando o barulho do mundo tenta calar tua essência.
E estou aqui mesmo quando quer apenas silêncio...
Consigo ser presença sem invadir,
distância sem me ausentar.
Só quero que saiba: eu estou aqui.


Não sou resposta, nem cura.
Quero apenas ser presença, abrigo, carinho.


Sou simples, mas as vezes confusa, até um pouco estranha,
neste tempo que exige tanto.
Muitas vezes me reconheço nas personagens camponesas dos romances de Jane Austen,
como se minha alma tivesse ficado ancorada em outra época.


E se o preço do brilho for a solidão,
então quero ser a luz
pequena, suave, constante
que te lembre sempre:
você não está sozinho.


Às vezes me calo na tua presença,
não por silêncio, mas para não invadir,
para não pesar no ar que respiras,
para que teu mundo permaneça leve, suave, teu.


Sou a mesma de 2016,
a de 2025,
e aquela de outras épocas que me encontram em sonhos,
em flashes de lembranças que dançam como vento nas folhas.


Ofereço carinho onde cabe,
como luz que se derrama sem pressa,
como brisa que toca sem dominar,
como abraço que acolhe sem prender.


Sou amor, entrega e lealdade,
sigo inteira, atravessando o tempo, atravessando nós,
presente em cada silêncio,
presente em cada gesto que fala sem palavras.

O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.


O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.


Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.


O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.


Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.


Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.

E eu seria o vento que te envolve,
a sombra que te segue descalça,
o nome que te escapa dos lábios,
quando a noite se faz mais densa.


E eu sou o rio que não se cansa,
a margem que te espera quieta,
o segredo que guardas no peito,
mas que nunca confessas.


E eu seria o aroma da terra,
após a chuva que te refresca,
o brilho que se perde no espelho,
quando te olhas e não te enxergas.


E eu não sou a luz nem a escuridão,
só o crepúsculo que te confunde,
"Você sente o que eu não digo?"
Mesmo quando te calas.


E eu seria o eco da tua voz,
a falta que não se explica,
o abraço que nunca se desfaz,
mesmo quando te afastas.


E eu não sou o sonho nem o despertar,
só o instante que te suspende:
"Você lembra do que fomos?"
Mesmo quando não respondes.

Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.


Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.


Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.


Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.


Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Passaria a eternidade na dança das nossas palavras, meu amor.
Tua poesia é sopro, um verso solto no vento,
um ritmo que meu peito aprendeu de cor.
Nossos silêncios são estrofes inteiras,
escritas na pele, em tinta de calor.


Os dedos traçam mapas de desejo,
cada toque, um nome novo pra paixão.
O tempo desfia-se em nosso abraço,
e o relógio vira pó, só resta o chão.


Dançamos em línguas desconhecidas,
o corpo inventa gramáticas de luz.
O espaço entre nós é um rio sem margens,
onde bebo teu nome e mergulho após.


A alquimia que acontece quando nossos
corpos se encontram, não tem verbo que explica, transforma o instante em eterno,
o ferro em flor.
Nossas bocas fundem metais raros,
cunhando moedas de grande valor.


Se o mundo acabar, ficará nossa fala,
o eco dos gestos, o sal do suor.
Passaria a eternidade nesse diálogo.
Quero te amar sempre e pra sempre,
e todos os dias.

Como Dizer "Te Amo" Sem Dizer "Te Amo"

Meus olhos buscam os teus no silêncio,
e o mundo se dissolve em respiros.
Te olho, te admiro e nada falo,
mas o ar carrega o peso do que não consigo nomear.

Teu nome é um rio em minha boca,
corre sem pressa, invade meus versos.
Minhas mãos tremem ao tecer lembranças,
e a tela se molha de tanto sentimento.

O vento traz teu cheiro,
me enlaça, me faz pequena e inteira.
Se fecho os olhos, sinto teu abraço
forte como raiz, quente como o sol.

A lua sabe, as estrelas contam,
o mar repete em ondas sussurradas.
Até o tempo para quando te vejo,
e o relógio vira pó entre meus dedos.

Se eu pudesse, guardaria cada instante
em caixas de luz, em frascos de lembranças.
Mas como aprisionar o que é infinito?
Como calar o que grita em meu peito?

Então deixo que o silêncio fale,
que o toque traduza o que as palavras negam.
Meu amor é mapa, é porto, é chuva
e você, o único lugar onde me perco

Mais que beijos, a poesia mistura as almas,
tece fios de luz entre nossos silêncios.
Nosso amor é um rio que não conhece margens, corre livre, levando nossos nomes.


Amar você é respirar dentro do seu abraço,
onde o tempo desiste de marcar as horas.
Meu corpo se dissolve em seu calor,
e o mundo se faz pequeno, apenas nosso.


Quando me vejo em seus olhos, sou completa, um reflexo que o universo aprovou.
Não há espelho que mostre tanta verdade,
nem noite que apague esse brilho.


Sinto um amor antigo, de outras vidas,
como se fôssemos estrelas reconhecidas.
Nosso encontro é um verso já escrito,
um destino que a alma nunca esqueceu.


Somos dois rios que se encontram no mar,
duas vozes que se fundem em canção.
Não há distância que nos separe,
nem tempo que apague nossa essência.


E se um dia a memória nos faltar,
o coração saberá repetir nossa história.
Pois mais que beijos, mais que versos,
somos almas que se reconhecem.

Àquele que ainda habita em mim


Meu amado,


Esta manhã despertei com a alma tomada por tua ausência. O sol atravessava a janela em finos véus dourados, mas nada em mim se iluminava, pois a claridade não encontrou teu rosto ao meu lado. Acordei com a saudade aninhada em meu peito, como se ela tivesse se deitado comigo na noite anterior e decidido permanecer até o nascer do dia.


Te busquei em cada sombra do quarto, no silêncio da manhã, no perfume que a brisa trouxe. Mas tudo me respondeu com vazio. Como é cruel o despertar quando não se encontra o coração amado para repousar o olhar.


Ainda sinto tua presença, teu cheiro permanece em mim como sinal que não se apaga. A saudade dói como ferida aberta, mas também me recorda da intensidade com que amei e ainda amo. És a prova de que meu coração mesmo com medo, foi capaz de se entregar inteiro, sem reservas, como quem oferece um jardim ao vento, mesmo sem saber se o vento o acariciará ou o dispersará.


Se o destino for generoso, talvez ainda una novamente nossas estradas. Se não for, ainda assim guardarei tua lembrança como relíquia sagrada, porque amar-te foi conhecer a eternidade em um instante.


Hoje, ao abrir os olhos e não te encontrar, compreendi uma vez mais, que és e sempre serás meu abrigo, mesmo na distância.
E enquanto existir saudade, existirá amor e em meu peito, e meu amor é sinônimo do teu nome.


Com devoção e ternura,
tua Sam

Meu amor,


Eu disse adeus querendo ficar.
Dentro de mim, tudo implorava para que você me pedisse para não partir.
Meus passos foram pesados, cada um deles arrancando um pedaço da minha alma.
Fui embora ainda apaixonada, com sede dos teus beijos, com o desejo de sentir teu abraço me envolvendo,
com a esperança ingênua de que teu coração ainda pudesse ouvir o meu.


Escrevi tantos versos tentando te alcançar, depois apaguei... Achei que minhas poesias já não encontrava abrigo em ti.
E quando percebi que minhas palavras se perdiam sem resposta, fechei os olhos, não quis ver a frieza dos teus sentimentos
e a distância que, aos poucos, foi crescendo entre nós.


Eu quis tanto ficar, amor...
Quis acreditar que o amor bastava,
que a minha entrega seria suficiente para dois.
Mas descobri, com dor, que não posso carregar o amor sozinha,
o peso de um amor que pede reciprocidade.
Meu coração ardia em fogo,
enquanto o teu se tornava gelo em minhas mãos.


Agora, a saudade é a minha companhia.
Ela me rasga por dentro, me acompanha nas madrugadas silenciosas, na sua playlist a ti dedicada, me lembra a cada instante de tudo o que eu perdi.
É fria, é dura, mas é o que restou de nós dois.


Quero que saiba, com toda delicadeza que ainda guardo,
que eu te amei como uma mulher só sabe amar:
com entrega, com ternura,
com o cuidado dos detalhes que talvez tenham passado despercebidos.
Te amei no riso e no silêncio,
na presença e até na ausência.
Te amei por inteiro.


E por mais que doa, aprendi que amar também é saber partir,
quando o coração já não encontra repouso.
Por isso, mesmo em lágrimas,
preciso me acostumar a viver sem você.


Mas se um dia a vida nos unir novamente,
quero que seja leve
sem dor, sem feridas,
apenas com a lembrança doce do que fomos.


Adeus, meu amor.

Caí tantas vezes, errei sem medida,
fui a lugares que me machucaram,
busquei mãos que só me feriram,
mas hoje vejo além da mentira vestida.


Máscaras de maldade, falsos sorrisos,
hipocrisia tentou me engolir,
mas resisti, Senhor, e aprendi
a ouvir Tua voz nos meus abismos.


Chorei calada, sem eco ou luz,
mas um anjo sussurrou em mim,
e mesmo quando o mundo caiu,
Tua presença me fez crescer na cruz.


Se a vida grita que é o fim,
lembro do sangue que escorreu,
e mesmo cansada, eu sigo em Ti,
porque em Tua força eu renasci.


A chama da fé não se apagou,
Jesus me abraça, sinto o calor,
lembro os momentos que me ergueu,
e hoje sei: quem crê não caiu.


Minha esperança não acabou,
em Tuas mãos eu vou vencer,
mesmo que o vento sopre dor,
quem está em Ti permanece de pé.

Hoje meu coração quis falar em versos, do amor que sinto por você minha menina, minha Manuella. Não apenas com palavras, mas com todo o amor que vive em mim desde o instante em que te vi pela primeira vez. Tu chegaste como um sopro de luz em minha vida, como uma flor que desabrocha no jardim do tempo, e desde então, meu mundo nunca mais foi o mesmo.


O teu sorriso é o meu amanhecer. Ele ilumina até os dias mais nublados e me faz lembrar que, mesmo nas tempestades, existe sol esperando para brilhar. Em ti, encontro a delicadeza das pétalas, o perfume suave da manhã, e a ternura que faz da vida algo mais bonito e leve.


Cada gesto teu é uma poesia escrita no vento, e tua face, ah, tua face é como pintura divina, moldada com o toque da própria criação de Deus. Cada traço teu é uma canção que embala meu coração, e cada olhar teu, um verso de amor que o universo escreveu só pra mim.


Teus olhos, minha menina, são lagos encantados, onde a verdade dança e o brilho da tua alma reflete tudo o que há de mais puro. Mesmo quando o mundo parece escuro, é esse brilho que me guia, que me ensina o caminho de volta para o amor.


Em mim há tanto amor, tanto encanto, que às vezes transborda. Guardo-o inteiro para ti para proteger teus passos, para enfeitar o caminho que escolheres seguir. Quero que saibas que não importa onde a vida te leve, sempre haverá em mim um abrigo, um colo, um lar.


Tu és meu milagre, minha estrela, minha flor. És a razão mais doce da minha existência. E enquanto houver vida em mim, haverá amor um amor eterno, profundo e silencioso, que te acompanhará mesmo quando meus braços não puderem mais te alcançar.


Com todo o amor que cabe em um coração de mãe,
Tua mãe, que te ama infinitamente. 🌷

Querido Diário


Achei que poderia apagar o sol,
vestir as noites como um véu,
sorrir sem que doesse o olhar,
mas o recente passado é um eco eterno.


Planejei ser água, leve e nova,
sem marcas, sem cicatrizes,
mas a dor é tinta que não seca,
mancha até o que não se vê.


Tentei correr, esquecer deixar tudo pra trás,
como folhas ao vento de outono,
mas as sombras são fiéis companheiras,
sussurram seu nome no escuro.


Não há portas que fechem o meu medo,
nem chaves que tranquem a saudade,
o mal é sombra que se alonga,
mesmo quando a luz parece voltar.


Mas espero, quieta,
no meio da minha tempestade calma,
aprendendo a ser terra fértil,
porque o bem, quando vier,
precisará de raízes fortes.


E eu preciso dele como o ar,
como o rio precisa do mar,
como a noite precisa do amanhecer
preciso ir ao seu encontro
mesmo sem saber se vou chegar.

Em vez de fugir, mergulho fundo,
nas águas turvas da memória,
onde os fantasmas dançam em silêncio,
e o tempo dissolve sua história.


Não há bússola neste abismo,
apenas o eco do que fui,
mas sigo, devagar, sem pressa,
colhendo os cacos de mim.


A dor é um peixe prateado,
que brilha e some na corrente,
e eu, aprendiz de navegante,
aprendo a ser paciente.


Mergulho e saio com algas nos cabelos,
e o sal queimando na pele,
mas trago nos olhos um brilho novo,
e nas mãos, um pouco mais de fé.


As ondas me cospem na areia,
mas já não sou o mesma mulher,
o mar me devolveu em fragmentos,
e eu os guardo como um poema.


Agora respiro, agora existo,
com menos medo e mais verdade,
pois quem mergulha nas sombras,
encontra também a claridade.

⁠⁠Você é contra indicado!
Seu olhar tem lindos tons de poesia,
A cor de um profundo e perverso mistério,
Dois brilhantes lagos, que fujo mergulhar.
Não sei nadar.
🍷
Sua Boca, tem sabores mais quentes, ardentes,
Vem adoçado em caldas de tentação,
Que instiga em puros desejos,
Faz acelerar meu coração em frenesi
E viciar em seus Beijos.
🍷
Suas mãos têm o toque mais suave,
Forte e seguro, fonte de um delicioso calor febril,
Perdição em temores, que faz despir meus Pudores.
🍷
Quando te vejo, ouço cores, sinto sabores,
Esqueço o tempo e a voz da razão se cala,
Vem a vontade e a maldade e se instala,
Fico loucamente extasiada de paixão,
Vou me entregar a Você.

Estranha Dança


Eu sou estranha, e o meu espelho sabe disso,
meus passos desenham labirintos
do meu modo de ser,
enquanto o mundo corre em fila indiana.
Minha música é feita de compassos
dos meus pedaços quebrados.


Carrego constelações desalinhadas,
tempestades que brilham, silêncios que ardem.
Meu caos é morada, não ferida
um fogo que aquece quando o chão some.


Eles dizem "seja reta", eu rio e giro,
minha dança é um mapa de cicatrizes vivas.
Ser diferente é como ter asas invisíveis
que voam mesmo quando o céu pesa.


Não me moldo, me reinvento,
sou feita de recomeços e perguntas.
Minha estranheza é minha armadura,
minha língua fala em raios, marés,
e idiomas que transformo em poemas.


Num mundo de cópias, ser original dói,
mas quebrei o molde antes de nascer.
Minha verdade é um animal selvagem,
não se domestica, só se entende.


Sou estranha, sim, e abraço esse abismo,
nesse meu lugar torto onde a luz é mais viva.
Aqui, onde os espelhos me reconhecem,
minha alma dança e nunca se despede...

Não Me Conformo

Deve ser por isso que escrevo tanto.
Sou um ser que não se conforma,
mar que se agita e que descansa,
buscando coragem nas frestas do vento
para seguir navegando onde a alma pede.

O oceano sou eu, às vezes fúria, às vezes silêncio, ondas que guardam forças,
máscaras que caem como folhas cansadas,
revelando rostos frágeis no chão.

Fecho os olhos e tento não encarar a malícia
em sorrisos frios,
em olhares que ferem sem som,
o mundo parece um palco de teatro com sombras antigas, e eu, pequena, tento compreender devagar.

Até onde amar? Onde cabe o meu grito?
Sem exagero, sem falta , só o suficiente,
pra não passaar do ponto.
A vida é um roteiro marcado,
e sigo lendo suas linhas com cuidado.

Os monstros… são humanos escondidos,
amigos às vezes, outras vezes espelhos partidos.
Aperto minha intensidade com ternura,
e choro quando o peito precisa aliviar.

Mas tomo meu gole de coragem diária,
mesmo quando a armadura pesa demais pra usar,
mesmo quando machuca o que já estava sensível.
Ainda assim caminho, esperando gestos simples, pequenas delicadezas que o mundo deixa cair pelo caminho, como migalhas de pães.

Só tento continuar sem perder a esperança.
O simples me resgata a cada novo dia, o espontâneo me abraça forte, e a verdade da natureza sempre me deixa emocionada.
Sempre.