Coleção pessoal de matheus_molinari

Encontrados 3 pensamentos na coleção de matheus_molinari

O que é o poeta?
Seria a poesia?
Qual o caminho?
Será em direção aos espinhos?


O que é a vitória?
Passar por cima de quem sonhou?
O que é a derrota?
Ser esmagado por quem ganhou?


Quem ganha perde por dentro,
Se quando quem perdeu ganhou sua flor?
E quando o vento espartilha tua alma no chão?
Isso faz você chorar ou te faz um sonhador?


E se no ponto de interrogação,
Morasse a resposta e a paixão?


E se na dúvida,
Surgisse sua maior criação?


E se na morte,
A vida valesse a pena?


E se na vida,
O poeta rasga a pena?


E se?


Não sei lhe responder,
Tentei viver, tentei morrer.
Em quantas perguntas meu eu se corromperá?
Por quantas luas terei que aguentar?

Faust


Gato aquele que fazia meu dia,
Cada fantasia contada com alegria,
Cada miado pedindo por mais–
Por mais ração, por mais diversão, por mais vida.


Qual bela poesia poderá te salvar?
Do vazio que carregava nas ruasm
Caminho em meio à multidão,
Como se fôssemos iguais.


Hoje, no silêncio que habita na calada da noite,
A cada sentença, uma antiga memória perturba.
Parece até que foi hoje,
Que acariciei tua barriga fofa.


Parece até que foi hoje,
Que derramei meu ser em ti.
Me pergunto se você sentiu dor...
Você sentiu dor?


A morte é algo que toma tudo de ti,
Toma tudo que tu sente.
E quando me vi diante de você,
Me senti tão indiferente.


Gato aquele que descartei,
Como cadáver,
Na mata da alma.
E, na ausência de empatia, me pergunto:


Qual o problema comigo?
O que tem de errado em mim?


Eu nem chorei quando te vi ali no chão–
Seu sangue ainda fresco, mas meio seco.
Seu cheiro indicava que foi recente.
A morte te faz pensar.


Pensar...
Que não quer morrer.

Simetria


Na mais bela simetria do universo,
Na mais bela face em minha frente,
Corrompida pela egoísmo,
Quebrada em milhares de pedaços.


Fragmentos do tempo que orbitam o espaço,
Memórias que tingem o presente de preto,
Na mais perpétua escuridão,
Surgiu a consciência.


Ó demônio que deu sentido a existência,
Que desbravou a infinitude dos momentos,
Sobreviveu até ao horizonte de eventos,
Por que se faz tão cético?


Na visão necessária para se portar,
Viu o mundo como bastardo,
Odiado por todos,
E jogado nas ruínas do espaço.


A mais perfeita estrutura,
Só poderia ter sido criada por Deus,
E seus olhos que vêem além,
Além do infinito.


Por que então me diz chorando,
Que o sentido foi tu?


Que a lua tão bela,
É mais cruel que a humanidade.


A perfeição deve ruir,
Para existir algo para se olhar,
O pensamento deu a razão,
Para humanos poderem amar.


Quando o sangue quente que desce,
Congelar cada artéria do seu ser,
Respire lentamente,
Pois nem o infenro impediu você de ficar em pé.


Caminhe então até a função imortal,
Abra completamente esse portão trancado,
Sinta a brisa do céu e o canto dos pássaros,
Pois até mesmo demônios podem amar.