Coleção pessoal de luizfelipelimasilva3
O NASCER DA POESIA
Muitas pessoas já se perguntaram para si mesma e para quem é poeta, como nasce a poesia? A poesia nasce não só de um pensamento, ela nasce da forma que você ver o mundo, da forma que você romantiza o que vê pela frente. A natureza sempre foi o alvo dos poetas que a admiram, sempre esteve caminhando junto com os versos e as pinturas artísticas.
O saber intelectual gera poemas, enquanto o saber do dia a dia pode gerar poesia na forma de falar e de se expressar. A poesia não está em simples palavras, ela pode estar presente em uma obra de arte, numa música ou as vezes até nos elementos sem palavras como o sol, a lua e as estrelas.
Eu tenho maior cuidado ao escrever poesias, faço o possível para não dar migalhas ao papel nem às obras de arte do scripts que eu posto. Sempre gostei de sinceridade, realidade e romance com intensidade na forma de se expressar. Poesia não é só amar, nem emprestar palavras à alguém. Poesia é o retrato da alma, não tem cegueira, fala o que o interior e o consciente pensam com profundidade.
PRIMEIRA PESSOA (EU)
EU tenho tanto amor para doar
Que até quem não for recíproco
EU dou o dobro contínuo
Pois meu amor não vai faltar.
Um pouco, um monte
É de DEUS a minha fonte,
Onde de ninguém EU preciso emprestar
Quem aprende a se amar,
Amor doado nenhum será em vão.
Luiz Felipe Amil
DOMINGO DE PROVA
Eu saí de casa tão cedo e apressado, vendo e revendo cada bolso da mochila e da calça jeans se eu não estava esquecendo de nada. Pobre de mim se houvesse esquecido algo importante para entrar no local de prova. As canetas pretas eram quatro, que formavam um batalhão de lanças transparentes, como diziam meus avós, estude porque a caneta é mais leve que a pá. Eu como sempre escrevia forte no papel, as canetas pareciam falar comigo o tempo todo em que eu abria a minha mochila para ver elas.
Cheguei muito cedo no local de prova que resolvi ir me sentar na cadeira dentro de um barzinho, lanchar um pastel de carne moída com o meu suco de acerola, o preferido no estabelecimento, propriedade de um casal de idosos que havia na frente da universidade. Coloquei duas barras de chocolate na mochila para prova. Resolvi então estudar com os livros na mesa onde a sombra de um jambeiro me cobria por cima. Havia ali um rádio, onde a música de fundo do local era os bons tempos da Jovem Guarda na rádio Guarani FM, melhor coisa que já pude ouvir num domingo de manhã cedo e após ter descido de um ônibus tumultuado. Aquilo parecia tão calmo e tranquilo, mergulhar no fundo dos anos 1960, que meu nervosismo e ansiedade foi embora me dando calma para estudar. Me embalei tão freneticamente naquele ritmo, que a vontade era sair dançado pelas ruas, no meio da fumaça sorrateira e voraz que encobria as ruas de Santarém.
Dentro daquele rádio, vinha uma bruma, talvez um nevoeiro repleto do que eu estava estudando para fazer a prova de linguagens, vinha funções emotivas causadas pelo eu-lírico de homens extremamente apaixonados e cheios de subjetividade, que se atirariam no rio, para ter o amor da sua amada e desejada mulher, funções fáticas repletas de arrependimento de mocinhas rebeldes pedindo para o juiz parar o casamento. O amor realmente para quem ama de verdade é uma síndrome conotativa repleta da hipérbole mais linda que se chama exagero.
ŘØMĀŊŤİŠMØ
Quem não ama, morre,
Quem não sabe o que é
O amar, deve-se ficar porre
O amor, vida saudável é.
Quem não ama o amar
Nem a si ou alguém
Para terra da solidão
Cedo, mui breve irá voltar.
FELICIDADE CONTENTA
A felicidade com certeza não está onde nós procuramos, no dinheiro ou na busca dela com desespero.
A felicidade realmente é aquela onde somos felizes pelo que temos, felizes por nossas escolhas, forma de viver e onde você está sem se surpreender com a conquista dos outros. É está focado na sua que é mais equivalente e valiosa do que uma caravana de camelos.
A sua felicidade nasceu pra ser dividida com quem está sempre do seu lado, quem te compreende e te interpreta lhe ajudando nas horas mais difíceis da sua vida.
Devemos analisar e observar com quem realmente devemos dividir esse mérito, se você não tem pessoas motivacionais nem positivas por perto, comemore sozinho, pois não há momentos alegres melhor com você mesmo feliz por si saltando de alegria.
ALBATROZ
Morava no Porto de Santa Catarina
De manhã costumava tomar café e comer pão com margarina,
Logo depois entrava dentro dele,
Me vestia com casacos quentes contra o frio.
Retirava a âncora da costa e tocava a sineta
Com meu leme rumo à Antártica
Fazendo da minha vida um passe de mágica.
O meu companheiro de longas viagens pelos mares quentes e gelados, o Albatroz.
Partia para um lugar onde era território dos albatrozes, um lugar sem presidente, nem bandeira.
Só habitado por seres fantásticos
Principalmente a baleia da Antártica.
A noite, eu estava na proa do Albatroz.
Olhando aqueles fenômenos bonitos no céu
Que só há no céu da Antártica.
Era acostumado a girar o leme desviando o navio de enormes icebergs na frente tão alvoscomo ursos polares.
Mas tudo aquilo, era só um passaporte de magia,
Tudo construído na minha mente infantil imaginária,
Um dia construí o Albatroz na minha mente de criança inocente
Para poder realizar meus sonhos fantásticos e até mesmo impossíveis.
Ferrada de vespa
Abelha, caba, ou vespa, seja lá oque for, ferrou a minha mão, como se fosse uma pontada de triturador no coração.
Picou uma criança na mão
-Ah que dor
-Minha mão inchou, com uma ferrada, no meu dedo indicador
Cuidado tagarela,
Ela pode te ferrar na língua, como ferrou Narizinho no inesquecível Sítio do Picapau Amarelo.
Não mexam curiosos meninos, no ninho que está quieto, elas não são malvadas, apenas produzem o mel em sua casa.
ALMA VIVENTE
Meiga, alma gêmea, minha cara-metade
Vives em mim firme de dentro para fora
Co'os lábios cor de vinho como aurora
Não morrerei de amor, és tu fidelidade.
És tu crucial para o meu afago do agora
Espelho da vida itinerária, preciosidade
Do semblante reencarnado da Antiguidade
Onde viveste a filosofia clássica sem hora.
Alma que pesa em si raios de anos-luz
Primazia feita de grinalda, tulipa e lírios,
Margaridas e flores de laranjeira, reluz
Um trajeto de pétalas, desvio de delírios,
Incredulidade com sermão que conduz
A multidão confiante nos grandes círios.
O amor cura feridas, evita guerras trágicas
Desbarata mágoas e ilusões mágicas,
Haverá menos perseguição e traição
Se todos viverem em união e comunhão.
FLORES DO SERTÃO
Quantas belas mulheres fortes
Brotaram da terra vermelha,
Dos espinhos do cacto mandacaru
Trazendo vida, alegria e flores
Esperança, que no lajedo habitas,
E um sorriso cativo perseverante,
Que a seca faz da fé abundante
Tornar-se a fonte de seus cuidados.
Singeleza, como era muito linda
A beleza pálida da bisa Maria
Mulher submissa porém cálida
No amor, no aconchego e no zelo
E que seus olhos viram Maria Bonita,
Flor zelosa como uma mãe cabrita.
Mulher que não saía do fogão
Vinha comida à lenha e à carvão.
A flor do sertão nunca envelhece
És a rosa do deserto que não morre
A água em ti demora, mas escorre
Do céu onde a esperança rejuvenesce.
Mulheres sofridas, mas amorosas
Não tem frescura co'as mãos nas roças.
Sem temerem a escaveirada morte
É de Deus o sopro da vida e da sorte.
