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Coleção pessoal de lucianoaraujo1612_1118911

21 - 40 do total de 164 pensamentos na coleção de lucianoaraujo1612_1118911

Entre amores e heróis


Aquele que salva não dói

Dias vêm e vão.

Alguns são românticos, outros não.

Em seu tempo
A águia de ROMA dominou o mundo


E hoje


É o AMOR quem domina tudo

A vida é o maior barato do mundo


Mas não é um saco sem fundo

A grande sacada da vida


É que o saco da vida não tem bolas

A lonjura seria loucura se não fosse o que resta entre eu e você

coração que pensa não bate


Como seria o olhar do mundo


Se todo coração pensasse

O impossível passou do meu lado
Estava chovendo
E eu com o possível abraçado
Não me molhei
E ele saiu correndo coitado

Quando sentir que tem algo a dizer, diga...


"Eu amo você"

O que passou passou sozinho
Nós estamos passando juntinhos

Eu deixei de ser importante
Quando comecei a pensar
que eu era muito importante

Piter só queria Piter ser


E sem saber já Piter cia

Antes...
De falar do Igo
Passe um tempo com Igo

Antes...
De falar mal do Migo
Passe um tempo Comigo

Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.

O avião sobrevoava a fazenda a alguns dias fazendo os marcos das divisas, espanhol agrimessor também era o piloto daquele pequeno monomotor Piper fazia o mapeamento e levantamento fotográfico de toda aquela área que ainda era nativa e precisava ser derrubada para o plantio de café.
Foi ao sul próximo a um grande rio que espanhol pensou ter visto umas casinhas construidas com materiais naturais, eram poucas, talvez umas sete casinhas feitas uma de frente com a outra de forma que lembrava uma ferradura. Espanhol ficou intrigado e voltou a sobrevoar as margens do rio mandu para conferir se eram habitadas aquelas casinhas e tirou várias fotos do local. Passaram alguns dias até que as fotos fossem reveladas e ele não descobriu apenas que era uma região habitada, mas viu nas margens do rio um grupo de crianças que pareciam estarem tendo uma aula de artezanato, pois a professora estava com as mãos cheias de barro e ainda assim era a figura mais intrigante e atraente que espanhol ja havia visto em uma fotografia suas formas reveladas pareciam que dançavam na beira daquele rio e giravam ao vento seus longos e lisos cabelos pretos, e ainda que fosse pouca a imagem que ele via ele se apaixonou pela expressão do seu rosto alegre que sorria. E tudo isso o deixou curioso, senão fascinado. Por aquela desconhecida que o seu pequeno avião havia fotografado.

Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.

E o Espírito da Sabedoria Sagrada vendo que a cinsciência humana expandida produzia bons frutos nesse planeta, se alegrou. Pois, finalmente depois de eras de tempos os animais pensantes da espécie humana estavam conseguindo olhar e ver as maravilhas de Deus.
Agora esses animais intelectuais sabiam da existência desse poder superior a eles e muito mais forte e poderoso que eles e que era responsável pela vida no planeta, eles animais humanos podiam tirar a liberdade, obrigar a trabalhar sem nada receber, tirar a vida só para castigar ou mostrar poder, mas perceberam que não podiam fazer nada nascer, não conheciam a origem da vida, a semente do poder.
Passaram então a estudar e procurar por todos os cantos do planeta por esse ser tão inteligente e por mais que conquistavam novas terras e povos e deuses eles nunca o encontravam e perceberam que jamais o poderiam vencer. Então por todos os cantos do mundo conhecido passaram a prestar homenagens e sacrífios ao Deus Desconhecido.
Isso foi bom porque a espécie dos animais humanos agora cientes dessa força sobrenatural, desse poder que eles sabiam que existia mas não conseguiam ver, mas que era o poder da vida, da primeira semente que deveria priduzir, multiplicar e ser protegida, passaram a respeitar um pouquinho mais a vida dos outros seres, inclusive das aves, dos peixes grandes e pequenos e de todos os outros animais que andavam ou rastejavam sobre a terra, inclusive as cobras.

mudanças não são dolorosas
você só precisa perceber
o passo a passo que a vida se desenrola
e deixar as coisas acontecer

eu vi uma fogueira na chuva
e uma minhoca se aquecer
e tinha um boneco de neve
assustado para valer

mudanças não são dolorosas
e tudo que se deve fazer
e perceber a vida miraculosa
e deixar as coisas acontecer

O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.