Coleção pessoal de levi_rodrigues

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Eu acho que gosto de escrever, porque não será possível, apenas eu enxergar, o quanto a ideia de um deus benevolente, é perigosa em um mundo visivelmente injusto.

Eu não consigo ter paz, enquanto fazem passeatas pra políticos, e matam em nome de deus, buscando a justiça que ele ficou de trazer.

Eu queria ter esse luxo de conseguir acreditar que há mil virgens me esperando no céu, ou até mesmo ao fogo do inferno.

⁠Nenhuma religião foi — ou é — capaz de produzir provas claras e convincentes de sua instituição divina. O que elas apresentam como provas? Prodígios, milagres e a ideia de revelação. Ora, esses elementos estão presentes em todas as religiões. Se uma delas é falsa, todas o serão também, na medida em que todas, sendo diferentes e exclusivas, reivindicam o mesmo tipo de fundamento. Assim, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó não é mais verdadeiro do que os deuses dos gregos e romanos.

⁠Deve ser triste saber que o deus em que você acreditou a vida inteira faz parte de um grande jogo de manipulação. Mas, pelo menos, você descobriu a farsa antes. E os que morrerão acreditando cegamente em céu e inferno?

⁠Seus pais só te colocaram no mundo. Nem eles, nem ninguém tem o direito de te bater, e a obrigação deles é te mostrar o que é fato no mundo — não um monte de baboseira religiosa.

⁠Eu nasci no campo de batalha sem ao menos saber o que estava acontecendo.
Mas, com o tempo, percebi que essa guerra é silenciosa.
Ela é travada nas mentes das pessoas —
é uma luta de ideologias, entre a consciência e a ignorância,
o misticismo e a realidade,e a arma mais poderosa é o conhecimento.

⁠As pessoas falam de deus, mas não sabem quem foram os templários.
Leem a bíblia, mas não sabem o que foi o concílio de niceia. Repetem que jesus é amor, mas não sabem o que foi a Inquisição. Seguem à risca a Palavra, mas não conhecem a reforma protestante.
Ignorância não é falta de estudo, é enxergar o mundo com os olhos dos outros.

⁠A única coisa, neste mundo, que consegue me colocar de joelhos é a magnitude da vida e a inocência de uma criança.

⁠Pra entender sistemas, temos que nos tornar máquinas.

⁠As pessoas trocaram a consciência por almas; o medo do desconhecido, por divindades.

⁠Eu não tenho raiva de quem é temente a Deus; sinto pena. Com a mente fechada e o progresso limitado, são como cavalos que só enxergam o que está à frente. Quando falarmos em implantar chips para facilitar a vida, vão dizer que é coisa do anticristo. Só vão acordar quando a verdade estiver escancarada e uma catástrofe atingir o planeta — enquanto religião e políticos se refugiam em bunkers, perpetuando o mal na Terra.

⁠As pessoas julgam mal o que não entendem. Eu sou mais humilde que qualquer cristão. O que me define é o que faço quando não tem ninguém olhando. Eu não consigo ser falso. Eu não tenho interesse material. Eu me sacrifico se for uma causa nobre. E mesmo assim eu tenho que me esconder, porque vi a fábrica de monstros que a religião e o Estado criaram.

⁠Antes de abrir meu coração, vou entender o que está me modificando; e, se os fatos forem conclusivos, aceitarei de boa fé.

⁠As divindades são construídas para colocar mundos injustos para dormir. Mas sempre haverá aqueles que buscam justiça em nome de Deus — tá aí a fábrica dos monstros.

⁠Eu vim pra esse mundo sozinho, com um único objetivo: compartilhar minhas descobertas, para que outros não comecem do zero. Cheguei a um ponto em que consigo tocar os planos das mãos invisíveis que regem a humanidade — mãos que anestesiam as pessoas, para que elas se confortem com a morte, enquanto a busca deles pelo elixir da vida não para, com uma legião de escravos sendo usada para que cheguem ao mesmo.

⁠⁠Depois que virei ateu, tudo ficou divino.

⁠Ser livre é você chegar a deduções baseando-se apenas no que os olhos veem. Se tubarões vivem 300 anos e existem lulas imortais, é questão de tempo para virarmos deuses.

⁠Morrer na ignorância, vivendo em um purgatório, sem a oportunidade de brincar de Deus; eu prefiro a morte.

Com toda a miséria do Estado, a opressão causada pela carência de educação dos pais — sustentada por uma sociedade capitalista — torna-se necessário um ser superior para equilibrar a balança. Deus, então, surge como a arma perfeita no coração da injustiça. O Estado vem com a desigualdade; Deus, com a justificativa do mal,e eu com a fúria do criador.