Coleção pessoal de LeoniceSantos

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●⁠Tem gente que é anoitecer.
●Outras são meia noite.
●Algumas são madrugada.
●Mas tem aquelas pessoas raras que são alvorada.
●Essas tem luz no olhar e palavras acesas, capaz de transformar toda a nossa dúvida em certeza iluminada.

⁠Poesia é ave que alça voo no céu infindo entre o dia e a noite e insaciável vem visitar a superfície marítima, mesmo sem poder pousar, só pra ter a sensação de que é capaz.

⁠Noite rotineira das lembranças e utopias
Zombas da minha face rútila, opaca e fria
Lágrima que cai é fulgor na noite, promoção
Estrela que pisca reflete neste sal, imensidão

⁠Dos laços que me abarcar a vida o que mais me prende é a última parte dessa doce pronúncia: "LAR".

⁠PRIMAVERA se despede deixando suas lágrimas coloridas em flor e esta tendência pretende ser moda também VERÃO af(l)ora.

⁠Numa noite chuvosa meu coração saltava entre um pingo e outro.
Nem preso nem solto, em penhascos e vales até que escapou.
Chuva apressada foi para os mares.

⁠Aprendi a dizer não sem palavras e dizer sim com um sorriso.
Mas o choro... Seja de dor ou de alegria é abundante como as quedas d'água do iguaçu.

⁠Nenhum dia chuvoso intimida, quando a gente está com vestes de sol, calçados de paz e envolvido numa fragrância de vencedor.

⁠Coração perceptível e dócil, adormeça!
__Pois se dar lá fora a primeira estréia desta estação.
Chuva fina em delongas se faz cantiga, para que teu sonho aconteça.

⁠Na essência da liberdade, nem pavor nem escuridão.
Faço das árvores muralhas...
O céu é meu teto, a lua meu lustre,
Estrelas arandelas.

⁠Silêncio noturno carrega bagagem de peso duplo.
Pesa os olhos para dormi os sonhos sonhados.
E pesa a esperança de um amanhã melhor que ontem.

O tempo está morto nas mesmices do cotidiano, mas quando encantadoras engrenagens de afetos são acionadas, o tempo vive.

__⁠A soma das desilusões de cada dia, aferventa as horas que nos escapam...
__A calmaria chega gratuita para o descanso e nos presenteia sonhos que nos acodem.

⁠O relógio, o tempo e o céu
Infinito, inesgotável e real.
Pertencemos a este mistério fiel
Como a onda e o areal.

⁠Minha oração é simples de fazer.

Uma noite tranquila, embalada pelo canto dos grilos e piscada por vaga-lume nas matas.
Em tinta nova um céu cintilante, dono de uma madame lua e de estrelas em glamour de prata.
Uma janela perto da cama, pra ver nuvens desfilar, no céu azul sem camarim.
Em serenidade e fé sonhar, numa visão, num ápice de Glória para a vida não ter fim.

⁠Não se aflija... A vida é uma ciranda de muitos começos.
Por isso...Deixe entrar o novo e se equilibre numa canção.

●⁠Teu sol se alastra primeiramente em falésias de mim, pouco frequentadas, montanhas difíceis de serem escaladas.
●Vales coloridos e íngremes no meu camarim, habitados e habituados a dores, recebem também Teus raios por fim.

⁠A data de cada dia que se encerra, nunca deixa-nos a idéia de reiventá-la ou revivê-la no amanhã.
Porém desperta em nós uma vontade indelével de viver o novo dia numa nova e diferente versão.

Quando não mais tiver livros, lerei as estrelas, os desenhos das flores, o areal⁠ banhado.
Na frequência das batidas do coração, guardarei cada palavra adocicada, cada refrão esvoaçante em rimas que se eternizam.

⁠Lapsos na memória se fez, na dor extrema daquele vôo sem volta. Todavia o coração capturou a ventania daquele amor na câmera vasta sem leis, sem escolhas.
Evaporado naquele vendaval...
Suspiros coloridos, ficaram.