Coleção pessoal de LEandRO_ALissON

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Se o homem, de uma maneira geral, tem vocação para a escravidão, o jovem tem uma vocação ainda maior. O jovem, justamente por ser mais agressivo e ter uma potencialidade mais generosa, é muito suscetível ao totalitarismo. A vocação do jovem para o totalitarismo, para a intolerância é enorme. Eu recomendo aos jovens: envelheçam depressa, deixem de ser jovens o mais depressa possível, isto é um azar, uma infelicidade.

Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça.

Quem aos vinte anos não é comunista, não tem coração. E quem assim permanece aos quarenta anos, não tem inteligência.

"Todavia, coisa diversa prezo para mim, porque prefiro conhecer todas as coisas e, ao mesmo tempo, não ser por ninguém conhecido, do que o inverso, a saber, conhecer nada de nada, mas ser conhecido por todos!"

Não é o ódio em si que é errado, mas sim odiar a coisa errada. Não é errado ter raiva, mas estar com raiva da coisa errada. Dize-me qual é teu inimigo, e te direi quem és. Dize-me qual é o teu ódio, e te direi teu caráter. Odeias a religião? Então tua consciência te incomoda. Odeias os ricos? Então és avaro e queres ser rico. Odeias o pecado? Então amas a Deus. Odeias teu próprio ódio, teu egoísmo, teu temperamento irascível, tua maldade? Então tens uma boa alma, pois ‘Se alguém vem a mim... e não odeia sua própria vida, não pode ser meu discípulo.’

"A decepção é proporcional à expectativa."

Excesso de expectativa é o caminho mais curto para a frustração.

"Se você se identifica com a esquerda, já deve ter conhecido a técnica centenária de culpar os outros pelos problemas do mundo. Culpam os ricos por toda a opressão existente no universo, responsabilizam a igreja pelo embargo dos supostos avanços culturais, incriminam o conservadorismo por tudo que não presta etc. Como o sonho socialista quase sempre precisa matar gente de fome ou de fuzil, esperamos que eles um dia admitam o erro, mas não: o discurso vira "eles deturparam Marx". A cegueira é sempre no olho dos outros. A culpa é dos outros.
O Evangelho diz que a culpa é nossa (preciso ler muito ainda, mas ainda não vi essa apropriação da culpa na esquerda, e parece que esse senso penitencial é coisa de cristão mesmo). Quanto mais eu me percebo culpado, mais entendo o que Jesus fez por mim e mais desejo uma mudança significativa em mim mesmo, bem antes de querer mudar os outros. Antes de irem inventar soluções para o mundo, discípulos são chamados à autocrítica. A gente tem falhado nisso, mas precisamos lembrar de Jesus: quem pode tirar o cisco do olho alheio sem ter tirado a trave do próprio olho?"

"Os seres humanos sentem-se felizes com valores mais sólidos — amizade, verdade, justiça. E quando lhes sai a lotaria ficam eufóricos durante um curto período, mas depois voltam ao que eram: se eram pessoas deprimidas, voltam a ficar deprimidas, se eram felizes, voltam à felicidade anterior. [...]

Nada é mais racional do que uma emoção apropriada, e nada mais irracional do que a falta dela: alguém que não fique horrorizado com o sofrimento alheio é adequadamente descrito como desumano. E a razão é também a faculdade mais emocional dos seres humanos: mal conduzida por emoções erradas, é possível produzir as piores ideias e argumentos [...] sem ver que são péssimas, só porque massajam as nossas emoções mais tontas. O ser humano equilibrado e feliz cultiva as emoções apropriadas, que respondem à razão, e trabalha para impedir que as piores emoções lhe toldem a razão."

Foi preciso esperar até o começo do século XX para se presenciar um espectáculo incrível: o da peculiarísssima brutalidade e agressiva estupidez com que se comporta um homem quando sabe muito de uma coisa e ignora todas as demais.

O mais importante de tudo é continuarem a mostrar um profundo amor uns pelos outros, pois o amor compensa muitas das faltas de vocês. E todos vocês sirvam uns aos outros com um espírito humilde, pois Deus concede bênçãos especiais àqueles que são humildes, mas se opõe àqueles que são orgulhosos.

A pior forma de ódio é o desprezo ou a indiferença.

O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença.

"Uma das explicações simplórias que se dá à infidelidade é a falta de amor. Entretanto, não há nenhuma pesquisa que demonstre que tal premissa seja sempre correta. Conforme conta o psicólogo Martín Camacho em seu livro sobre a infidelidade, todas as seguintes opções são possíveis: casais que se amam e não se traem; casais que se amam e se traem; casais que não se amam e se traem; e casais que não se amam e não se traem.
O sofrimento dá boas lições a quem sabe prestar atenção. Nesse caso, uma delas é perceber que o ego precisa aterrissar das alturas. Precaver-se da necessidade de eliminar o pensamento isso-nunca-me-acontecerá.
Se conseguimos baixar o ego lá de cima sem nos machucar demais, nos tornamos mais humildes; mais sábios. E isso ajuda a confrontar não só a infidelidade, mas também futuros golpes, tanto do mundo conjugal como de outros âmbitos."

Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente! Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-as. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!

Sinto saudades de quem não me despedi direito, das coisas que deixei passar, de quem não tive, mas quis muito ter.

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá.

A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.

Somente aquele que foi o mais sensível pode tornar-se o mais frio e o mais duro, para se defender do mais pequeno golpe - e esta própria couraça lhe pesa muitas vezes.

Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.