Coleção pessoal de Layyy

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Se eu fosse flor…

Te disfarço de comum
Mas não es
“Codinome Beija-flor”
Positivo viés

Creio que engana
Ninguém desconfia que te amo
Mas creio que engana
Desconfio, confio, reclamo

Disfarce fajuto
Quero dizer teu nome
Não quero enganar

Quero dar-te o mundo
Quero teu sobrenome
Quero muito te beijar

Ahh, se eu fosse flor…

De longe, talvez. Um pouco mais perto…

Quero que saibas de sua beleza.
Tuas sobrancelhas curtas e teus olhos profundos
Expostos assim,
presentes que o mundo
Não deu pra mim
Por pura mesquinhez, avareza.

Quero que saibas de tua beleza.
Teu leve sorriso e teu incontrolável choro de rizo
Me prendem, hipnose.
Tua voz… Teu corpo… Ti!
Saudose,
Tu sabes, não estranhe minha proeza.

Quero que saibas que
Mesmo não sendo eu o escolhido para te ter
Continuarei a te querer,
de longe, talvez. Um pouco mais perto…
Se não entende palavras, gestos te dirão..
Que flerto com o improvável.
Deuses não se apaixonam por nenhum toleirão.

Desprevenido

Dramas inacabados
“Negativizando” todo o quarto
Dramas inventados
O desespero de um não vivido ser. Desprevenido.

Choros forçados
Lágrimas de crocodilo no travesseiro
Choros necessários
Pro desespero de um não vivido ser. Desprevenido.

Pedidos, pedidos, pedidos
Uma prece ao universo pra ter o tão querido.
Uma prece ao universo pra pegar menos leve.
Uma prece ao universo pra ser um ser vivido.

Drama, choro e pedido breves
Causam danos longevos
Hematomas, insonias e vis esperanças.
Sobre meu ser desprevenido, escrevo.

Eu não sou masoquista

Eu não sou masoquista
Eu sou apaixonada
Sou uma viciada
Pela ideia de um amor ufanista

Eu não sou masoquista
Não amo esta dor
Mas eu amo o amor
E faço de tudo por ele. Alienista

Quem sabe me internem
E me forcem a esquecer de ti
Mas amor assim eu nunca senti
E sentirei até que me alienem

Me prenderão numa camisa de força
Me doparão e me isolarão
Ledo engano teu, toleirão
Amor não se prende, não se dopa, não se isola
Amor se sente, e só se se quiser, vai embora

Pra eu poder te querer à vontade

Só quero estar em teus braços
Se quiser me ter neles
Só quero você por perto
Se quiser estar aqui

Mas ainda assim…
Quero que me queira em teus braços
E quero que me queira perto de ti
Só pra eu poder te querer à vontade.

Ah! Que saudades de um certo soneto
O qual ontem deixou-me posto em lágrimas
O soneto que com suas últimas rimas
Fez-me querer ter sido mais inquieto

“Por timidez, oque sofrer não pude”
Gasto de toda minha coragem agora
Se não quero que meu amor vá-se embora
Devo fazê-lo ficar, amiúde.

Não desperdiçarei minha juventude
Não sentirei remorso em minha velhice
Mártir do sofrimento e solitude

Mesmo que não o beije por tolice
Mesmo que eu não sofra se tu me iludes
Não vou sofrer pelo que nunca disse.

Oque é ser poeta?
Escrever poesia?
Pois eu escrevo
E não me sinto poeta

Poemas atrás se poemas
Diria que tenho inspiração
Mas poeta não sou
Não sou poeta não.

Lua de papel

Em olhos marejados a lua é uma rosa branca imensa no céu
Rosa branca que acalma e conforta os perdidos na noite
Seu clarão afasta as sombras, seu formato, origami de papel
Ilude as lágrimas que vão embora.

Pandemônio Emocional

Covardia invejosa
Medo incessante
Felicidade ambiciosa
Coragem distante

Há muita coisa em mim!
Filo fobia insistente
Sei amar alguém
Não sei amar muita gente…
Sinto meu peito muito cheio
Não me sinto consciente.

Amor

Amor é maldição
Fúria e sutileza
Não o cobiço e não o cobiçarei
Embora vil seja minha convicção…

Pudor ao teu notar-me
Esquivo dessa desgraça
Amor é adereço
E não quero isso em mãos!

Uma mentira, uma verdade e um talvez…

“Nada poderá nos separar”
Que Mentira!
O NADA poderá nos separar

Vazio será meu lar
E é verdade!
O VAZIO será meu lar

Partir disso me fará chorar
Talvez…
O PARTIR disso me fará chorar

Não se vá se pretende um dia voltar

Minha maldição

Dois de cada coisa

Dois amores não correspondidos
Dois anos de sofrimento
Dois melhores amigos perdidos
Aposto que mais dois anos remoendo

Já morei em duas casas e um apartamento
Será que mudarei por causa desta maldição?
Dois minutos de paz neste momento
Enquanto escrevo uma poesia que nunca virará canção.

Duas horas chorando
Dois dias segurando o choro
Duas ideias ruins, eu fico pensando
Se vivo de dores ou se morro.

Poetas da torre de marfim
O por quê de tanta seriedade
não me vem uma resposta em verdade,
Não vos vinham amores aos teus confins?

São acanhados, medrosos ou não?
Temem amar ou odeiam o amor?
Podem elucidar-me por favor?
Por quê emoções vos causam tanta aflição?!

Pois sinto minha alma parnasiana
Certeza de que vos posso culpar
Trabalho, teimo, limo, sofro, e não é minha!

Não quero ser convosco leviana
Mas sequer consigo vos desculpar
Os puno pois não amei a quem me vinha…

Você é minha sinestesia
Sinto o cheiro do teu gosto bonito
Sinto no peito o atrito
De um coração em heresia.

Me recuso a não sentir isto
Mas, também, prefiro que não saibas…
De meu eu em brasas
À procura de êxito explícito.

Um belo poema te dedico
Te entrego todo meu amor
Em troca de seu lúdico

Um belo poema te declaro
Peço-te que não me envergonhe…
Minha sinestesia de olhos castanho-claro.

É a segunda vez que tento
Sair voando do casulo
De novo não tenho assas
De novo não pude sentir o vento

Quero extrovertir meus versos
Cansei de ser larva
Sofro por minha reserva
Livro-me desses sentimentos imersos

MINTO, MINTO, MINTO!
Odeio as cores destas asas
E o vento é muito forte
Não gosto do que sinto

Quero desmetamorfar
Quero me casular de novo
Se sempre desaprovarei meu voo
Prefiro não mais tentar…

Um dia tu me sonha?
Quero habitar seu pensamento
Quando ele estiver distante

Um dia tu me sonha?
Quero ver-te sorrindo por isso
E que seja importante

Sei que não seria um bom sonho
Gosto de ti mas me envergonho…
Se, um dia, tu me bem sonhar…
Se me bem sonhar…

Oque é o universo se não um único verso?
Se for isso não posso passar disso
Assumo comigo o compromisso
De escrever apenas um universo.

Peço-te desculpa
Isso não tira-me a culpa
Embora tenha me perdoado
Meu juízo é aguçado
Não mereço teu perdão
Eu te sinto ainda magoado
Gentil, como eu quero fugir!
Isso aperta meu coração.

Quanta coisa me envergonha
Não respiro sem pensar
Ela merece todo o ar
Não respiro e penso: disponha

Quanta coisa me entristece
Quero te ajudar, Formiga
Tento ser “a boa amiga”
Que tu me pensa ser
Como isso não me desce…

Quanta coisa me enfurece
Tanto ódio de mim mesma
Ódio, ódio duma resma
Que me descreve, me conhece.

Não direi palavras em vão
Dói-me quando não são entendidas
Como uma bela vista não vista
Meus sentimentos assim não serão.

Não direi palavras de amor
Gasto de coragem que não tenho
Tudo queima cá dentro
E ninguém sente meu calor

Meu Bem, se ouvires de mim
Arengas de meu querer
Não o despeje, por favor
Porque milagre é eu te dizer

Se, a ti, estiver me declarando
Me faça de parvo ou dengo
Mas me faça ser o centro
Porque agora escolhi estar corando.