Coleção pessoal de Kleberabdul

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As crianças amam o mundo sem medo,
confiam sem reservas,
e enxergam beleza até no que o tempo esqueceu.


Elas não precisam entender o amor,
elas o são.


Na pureza dos gestos,
na risada sem motivo,
na amizade que nasce num olhar.


Ah, se o mundo tivesse o coração de uma criança,
o amor seria simples,
e a vida, um eterno brincar.

A sociedade aplaude a reputação de muitos homens sem perceber o custo desse aplauso.
Por trás de cada nome “respeitado”, pode existir uma mulher exausta de gritar em silêncio.
O silêncio feminino, tantas vezes confundido com resignação, é na verdade um grito contido, e a história ainda deve muito a essas vozes abafadas.

Se a história do mundo tivesse sido contada por mulheres, talvez não houvesse tantas guerras, nem tanta sede de poder disfarçada de glória.
Porque a mulher conhece o valor da vida, ela gera, nutre e defende.
Enquanto muitos ergueram impérios sobre o sangue, ela ergueu mundos sobre o amor.
Se a voz feminina tivesse sido ouvida desde o início, talvez a humanidade tivesse aprendido que força não é dominar, mas cuidar; e que justiça não é punir, mas compreender.
O mundo seria menos um campo de batalha e mais um lar, firme, justo e humano.

Tenho observado algo que poderia, inclusive, se tornar objeto de estudo: a crescente irritação de muitos homens diante da autonomia e da liberdade das mulheres. Em conversas cotidianas e nas redes sociais, percebe-se um movimento de retrocesso comportamental, quase uma ressurreição da misoginia dos séculos passados.


Homens voltam a repetir que as leis “beneficiam demais” as mulheres, que elas “são o problema dos relacionamentos” e até que “provocam” as próprias violências. Alguns chegam a justificar o feminicídio e a apoiar discursos que reforçam o controle masculino sobre elas. É como se, diante do avanço feminino, parte dos homens reagisse com medo e ressentimento, um verdadeiro backlash (retaliação) contra a igualdade e contra a equidade.

A atração mental é muito mais forte que a física, porque o corpo cansa, mas a mente desperta, desafia e fascina sem cessar.

As pessoas verdadeiras em nossas vidas são aquelas que não precisam dizer uma palavra se quer para demonstrar o quanto se importam conosco, já o resto, são apenas hologramas.

Nem todo afastamento é perda, às vezes é apenas direção.
Deus sabe o que faz.

Deus nos ensina que a dignidade também está em saber a hora de ficar em silêncio, de se afastar e de seguir em paz, sem perder a essência e sem abrir mão da fé.

O bom de sermos enganados é que a ingenuidade se desfaz e a sabedoria nasce.

Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.

O silêncio é a primeira língua da alma; nele repousam segredos e verdades que as palavras jamais alcançam. Senhor, dê-me a sabedoria suficiente para que no momento certo eu possa usar a minha primeira lingua.

Deus, na inexorável grandeza de sua providência, descortina-nos a senda sagrada, pois sabe que só os próprios pés humanos, guiados pela luz interior, têm o poder sublime de desvelar os mistérios ocultos do percurso divino.

Deus nos descortina a senda, ciente de que somente nossos próprios passos têm o poder de desvelar seu mistério.

O processo de cura se tece no tempo, que decide o que será eterno e o que apenas passará.

A vida é como uma locomotiva: nem todos os passageiros seguem até o mesmo destino. Alguns descem no meio do caminho sem se despedir, outros nem percebem o ponto exato onde você decide parar.

A vida é como uma locomotiva: cada um segue seu percurso. Alguns passageiros descem sem aviso, outros mal percebem a estação onde você escolhe parar. Mas cada encontro, por breve que seja, deixa sua marca na viagem.

O tempo se arrasta quando se espera; e no deserto, ele parece ainda mais lento, como se a eternidade coubesse em cada instante

O tempo se alonga quando se espera; no deserto, ele se veste de silêncio e se derrama como uma eternidade em cada grão de areia.

O tempo é relativo: na espera, arrasta-se; no deserto, revela sua face infinita, lembrando que a eternidade não é ausência de fim, mas excesso de instantes.

A única coisa que faço é ficar imaginando o momento da minha partida. E não adianta, não consigo escutar mais nada a não ser o tic tac, tic tac do meu tempo que está se esvaindo aos poucos...