Coleção pessoal de K.Novartes

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Algumas amizades descambam para um relacionamento puramente sem graça.

Quisera que os livros não fossem melhor companhia que os homens.

Não escrevo por prazer,
é um refúgio... uma porta de escape.

A ninguém desejo a paz,
a paz nos diminui.

A força sem inteligência é como o movimento sem direção.

Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.

Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.

Mudai os tempos, os lugares, as opiniões e circunstâncias, e os grandes heróis se tornarão pequenos e insignificantes homens.

Amigos são o sinônimo de mesa farta e mente sã.
[E seja lá isso o que for, tem ser dentro do contexto deles, não do seu.]

Os poucos que se importaram, se importaram aos poucos, fazendo diferença nenhuma.

O galardão das boas obras é tê-las feito. Por isso, não pode haver melhor prêmio." - Sêneca

Nem mesmo a morte pode nos tornar passado. Sigo pensamentos de mestres que vieram antes mesmo de Cristo. Sigo o próprio Cristo de dois mil anos.

Que bobagem...
Alguns falam do passado como se fosse mesmo uma página que se pudesse virar. O passado é o baú aberto da memória. Os medos nele criados são nossos aliados e inimigos, os amores sempre - sempre serão lembrados. Os amigos, as histórias, os trabalhos, a infância, os erros, as conquistas, tudo - tudo que é passado é também presente, porque o passado talvez nem exista. Está tudo numa página só, até mesmo o porvir.

Se eu estiver fazendo algo que eu não acredite, se prepare para ver, uma obra abstrata.

Ela serviu-me um banquete de cidras, as mais amargas que já experimentei.

Se eu parar de sonhar, por favor... me enterrem!

Antes das uvas, passaram muitas cidras.

Poema 20

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

A Dança/ Soneto XVII

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Só me conhecem como paz, alguns familiares e amigos. Para todo o restante, sou desassossego.