Coleção pessoal de JULIOAUKAY

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Os olhos descrevem o que o silêncio cala;

Apesar do entendimento que adquiro dia após dia
Eu ainda não entendo o erro de pensar;

Não me contento estar nos remotos de mim mesmo
Busco desvendar-me em meus próprios mistérios;

Eu tenho pena de quem faz o mal
Pois o sentimento de “Pena”
Só é dado a quem não merece nada;

Nas minhas pretensões
Não quero ser eu mesmo a vida toda;

O meu cotidiano é a falta das minhas exceções;

A minha irrealidade, não há responsabilidade
E nem precisa ter tanta infantilidade;

Foi imposto que eu sou eu mesmo
Porém com a minha evolução
Deixarei de ser o mesmo;

O meu coração calou-se ao interpretar o silêncio de outro coração;

Aceite interruptamente os meus sentimentos
E continuadamente retribua-os;

Porque me reduzem ao essencial?
Se consigo exceder o exagero?

Não pense que a minha infantilidade tem haver com inocência
Pois ainda posso surpreender e muito;

Tenho certeza de que a minha infantilidade tem lá suas vantagens;

A inocência me atrai, mas as atitudes me conquistam.

Abandone suavemente o seu medo de escutar o seu próprio coração
E vista-se de coragem para viver do seu jeito, uma louca paixão;

Quero aprender a não mais me importar
Pois sei que sempre haverá dor ao amar;

Onde eu posso pôr o meu coração para não mais sofrer?

Se devo ser considerado, então que seja por consideração afetiva;

A minha imaginação é muito mais vasto que o próprio universo;
O ato de pensar no amor é a atitude de sentir a tal fato;

A minha vida é extremamente significativa ao meu próprio entendimento;