Coleção pessoal de JULIOAUKAY

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A minha obediência é inconsciente de mim mesmo;

Visto-me com a loucura suave, mas intensa
Para me ouvir em silêncio;

Para entender o meu silêncio, leia os meus olhos;

Aventuro-me a todo tempo, dentro de mim;

Espio-me para saber, sei que dessa forma eu busco me entender;
As minhas expectativas são como a dança da cadeira
Esperando a música parar para conseguir um lugar;

Poupe-se e não desgaste o seu próprio coração;

Os olhos descrevem o que o silêncio cala;

Apesar do entendimento que adquiro dia após dia
Eu ainda não entendo o erro de pensar;

Não me contento estar nos remotos de mim mesmo
Busco desvendar-me em meus próprios mistérios;

Eu tenho pena de quem faz o mal
Pois o sentimento de “Pena”
Só é dado a quem não merece nada;

Nas minhas pretensões
Não quero ser eu mesmo a vida toda;

O meu cotidiano é a falta das minhas exceções;

A minha irrealidade, não há responsabilidade
E nem precisa ter tanta infantilidade;

Foi imposto que eu sou eu mesmo
Porém com a minha evolução
Deixarei de ser o mesmo;

O meu coração calou-se ao interpretar o silêncio de outro coração;

Aceite interruptamente os meus sentimentos
E continuadamente retribua-os;

Porque me reduzem ao essencial?
Se consigo exceder o exagero?

Não pense que a minha infantilidade tem haver com inocência
Pois ainda posso surpreender e muito;

Tenho certeza de que a minha infantilidade tem lá suas vantagens;

A inocência me atrai, mas as atitudes me conquistam.