Coleção pessoal de julia_silva_33
O amor me leva às águas profundas
e, ao mesmo tempo, às terras secas.
Me leva para o escuro,
me leva para a luz,
me leva para onde
você me conduz.
A vida é curta demais para não querer viver,
triste demais para entender,
rápida demais para esperar,
e rara demais para ser desperdiçada.
O amor é bom de viver,
difícil de entender,
largo demais para abraçar,
profundo demais para sobreviver,
único demais para morrer,
lindo demais para se perder.
O amor é como um oceano:
quando achamos que o dominamos,
ele nos apresenta uma parte
que nunca conhecemos.
O passado é um museu empoeirado,
onde nada existe além do que já foi.
Sabemos disso,
mas, como bons amantes e hipócritas,
sempre retornamos
ao início do fim.
Caminhamos por corredores antigos,
dançamos com memórias,
brincamos com dores e conquistas
como se ainda fossem nossas.
Tentamos entender
em que curva da vida
nossas escolhas mudaram de rumo,
em que sala ficou o que perdemos.
E assim, presos às lembranças,
às vezes esquecemos
que a vida não mora no ontem,
mas respira — silenciosa —
no agora.
O ciclo da Lua(Vida):
A Lua nos confirma: tudo é fase.
O que dói passa, o que brilha muda,
o que vai não volta igual.
A vida não insiste — ela reinicia.
O semáforo da Vida:
“A vida é como um semáforo. O sinal vermelho é o passado: aquele lugar onde ficamos estacionados, somos obrigados a parar e, muitas vezes, acabamos voltando para ele. Já o sinal verde é a direção, o futuro que devemos seguir.”
Reflexão: O Céu e a Vida
"Às vezes paro para prestar atenção no céu e tudo aponta para uma única conclusão: a vida funciona como o firmamento. Uma hora é noite (escuro), outra hora é dia (claro). Uma hora a lua está cheia, em outra, minguante. A vida é exatamente assim.
Às vezes, o caminho parece claro e sabemos exatamente por onde andar; mas, em outros momentos, tudo parece escurecer, e as indecisões nos impedem de avançar. Há dias em que estamos cheios de sonhos e planos, e outros em que nos sentimos vazios, sem saber o que fazer."
