Coleção pessoal de Valdirdomiciano
A gente precisa encarar a religião como um caminho livre sem obstáculo, e não como um obstáculo no caminho.
Certo discípulo chegou ao seu mestre com uma grande dúvida:
-Mestre, qual o sentido da felicidade?
O ancião, percebendo o que se passava na cabeça do seu interlocutor, não hesitou em lhe fazer outro questionamento:
- Quantos sentidos nós temos?
- Cinco sentidos - respndeu-lhe o rapaz.
E, olhando firme para aquele moço com um brilho cheio de expectativas nos olhos, o velho sábio não se intimidou em lançar um certo enigma nas entrelinhas de sua resposta:
- Então, precisamos de mais um sentido para compreendermos a tal felicidade.
No oriente médio, um turista brasileiro encontra um velhinho caminhando pelas areias do deserto, e questiona-o:
- Se o senhor conhecesse o nosso pais, não ficaria aqui nem um minuto. No Brasil há muito verde, muita coisa bonita, e aqui é somente essa imensidão de deserto.
O ancião não gostou das palavras do seu interlocutor:
- Qual é a cabeça que coça mais, a do cabeludo ou a do careca?
O turista se apressou na sua resposta:
- Acho que a do cabeludo.
E o velhinho sorrindo, justificou o motivo de sua indagação:
- Então? A nossa terra pode parecer estéril na aparência, mas no seu bojo há muito petróleo. No entanto, um território que se mostra próspero na aparência vive cheio de problemas. Outra diferença entre o deserto e uma terra coberta de arbustos, é que aqui aprendemos a valorizar uma palmeira como se ela fosse uma imensa floresta. Diferentemente de vocês brasileiros que aprenderam a valorizar a Amazônia como se ela fosse uma palmeira.
O forasteiro ainda quis contra-argumentar e falar também dos problemas milenares daqueles povos do oriente com a disputa de território, mas achou melhor ficar calado para não receber uma lição ainda maior.
O empresário e o seu empregado
O operário chegou ao seu patrão e perguntou-lhe:
- Meu patrão, com todo respeito, gostaria de lhe fazer uma pergunta: eu sou uma pessoa bonita, as mulheres me olham bastante, mas nunca recebo um convite dos amigos e nem de ninguém para participar de algo interessante. No entanto, percebo que o senhor é cheio de convites. Será que eu tenho algum defeito?
- Seu defeito é a falta de dinheiro. - Respondeu-lhe o seu chefe.
A nossa liberdade de expressão tem o dever de prender as palavras soltas e soltar as palavras presas.
A riqueza de um país está na força de sua cultura, na beleza de sua gente, e na sabedoria de seus líderes.
O Uso do "Que"
O uso do “que” até parece uma confusão
Em muitos casos para começar, ele é INTERJEIÇÃO
“O quê! Você ainda não está pronto, João?
E o “que” de PREPOSIÇÃO?
Quando liga dois verbos em uma locução?
“Tenho que sair agora, Carlão”.
Tendo o verbo ter como o auxiliar da função?
Além de também ser ADVÉRBIO, quando equivale a “quão”?
“Que lindas flores, Manelão!”
Só que ainda tem o “que” de CONJUNÇÃO que equivale a “isto”
Quando não há substantivo anterior na oração:
“Notei que não ia...”. Notei isto: não ia não”.
Mas o “que” também pode ser dispensável em alguma ocasião
Quando serve, apenas, com PARTÍCULA DE REALCE a nossa comunicação.
“Quase QUE não cheguei na estação".
Pois é, mas a função do “que” não pára nesse crivo
Pois também como pronome assume o lugar de SUBSTANTIVO
Quando equivale a um quê de alguma coisa e antecede o artigo
Ou outro determinativo: “Ele tem certo QUÊ de intensivo”.
Em outros casos é PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO, quando acompanha o substantivo:
“Que linda! ”, “que paraíso!”
Ou PRONOME INDEFINIDO SUBSTANTIVO: “que aconteceu comigo?”
Ainda em outros casos é PRONOME RELATIVO, quando o “que” equivale a
“O qual”, "os quais", "a qual", "as quais", só não aos "quãos",
Sem nenhum prejuízo à constextualização.
