Coleção pessoal de jose_luiz_branco_1

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A lei seca da arte é esta: 'Ne quid nimis', nada além do necessário. Tudo o que é supérfluo, tudo aquilo que podemos suprimir sem alterar a essência é contrário à existência da beleza."

A vida é um drama porque a vida, individual ou colectiva, pessoal ou histórica, é a única entidade do universo cuja substância é o perigo. Compõe-se de peripécias. É, rigorosamente falando, drama.
Nós não nos demos a vida, mas esta nos é dada; encontramo-nos nela sem saber como nem por quê; mas do fato de que ela nos é dada resulta que temos de fazê-la nós mesmos, cada um a sua.

Entre querer ser e pensar que já se é, vai a distância entre o sublime e o ridículo.

Minha vida me é dada, mas não me dada feita.

Eu sou eu e minhas circunstâncias.

É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução.

Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar.

O jovem não precisa de razões para viver; precisa só de pretextos.

O importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, a larga experiência vital decantada por milênios, gota a gota.

Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado.

⁠Não há afrodisíaco como a inocência.

⁠A desinformação vem da profusão da informação, de seu encantamento, de sua repetição em círculos, que cria um campo de percepção vazio, um espaço como que desintegrado por uma bomba de nêutrons, ou por uma bomba que absorve todo oxigênio em volta.

Existe algo mais forte do que a morte; a lembrança dos ausentes na memória dos vivos.

Basta que um único ser nos falte para que tudo pareça vazio.

Temos que aprender a oferecer nossa ausência àqueles que não entenderam a importância da nossa presença.

Ele alegrou os outros e nunca teve alegria.

“Somente a partir da perspectiva da morte se pode então produzir alguma compreensão da vida. A morte é uma espécie de grande pedagoga.”

“Amar a humanidade é, de todas as formas de amor, a mais estúpida. Porque o sujeito ama a humanidade, mas na verdade não ama nenhum ser humano especificamente. Jesus Cristo nunca amou a humanidade, amava os seres humanos.”

Não julgues as coisas ausentes como presentes; mas entre as coisas presentes pondera as de mais preço e imagina com quanto ardor as buscarias se não as tivesses à mão.

A amizade é um pacto, uma convenção. Dois seres se comprometem tacitamente a nunca pôr à luz o que cada um no fundo pensa do outro. Um tipo de aliança fundada em arranjos. Quando um deles assinala em público os defeitos do outro, o pacto está devassado, a aliança rompida. Nenhum amizade dura se uma das partes se nega a jogar o jogo. Em suma, nenhuma amizade atura uma dose exagerada de franqueza.