Coleção pessoal de jose_fernando_vicente_martins

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O ego é dotado de um poder, de uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos vontade.

Quem não sabe nada tem de acreditar em tudo.

Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo o que existe. Acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes.

Amar talvez seja isso...
Descobrir o que o outro fala mesmo quando ele não diz.

Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo.

A vida, para os desconfiados e os temerosos, não é vida, mas uma morte constante.

O que censuro aos jornais é fazer-nos prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, ao passo que nós lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais.

Existe uma certa grandeza em repetir todos os dias a mesma coisa. O homem só vive de detalhes e as manias têm uma força enorme: são elas que nos sustentam.

A monogamia é como estar obrigado a comer batatas fritas todos os dias.

Se você empregasse seu tempo em estudar, pensar e planejar todos os dias poderia desenvolver e usar o poder que talvez mudasse todo o curso do seu destino.

Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.

Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.

Escrevi uma vez que era um cético que só acreditava no que pudesse tocar: não acreditava na Luiza Brunet, por exemplo. Cruzei com a Luiza Brunet num dos camarotes deste Carnaval. Ela me cobrou a frase, e disse que eu podia tocá-la para me convencer da sua existência. Toquei-a. Não me convenci. Não pode existir mulher tão bonita e tão simpática ao mesmo tempo. Vou precisar de mais provas.

Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.

Era um sujeito realmente distraído: na hora de dormir, beijou o relógio, deu corda no gato e enxotou a mulher pela janela.

Era um menino tão mau que só se tornou radiologista para ver a caveira dos outros.

E, sim, era verdade que eles não se conheciam muito bem, mas diante do pouco tempo que haviam estado juntos, ele havia descoberto o suficiente para saber que poderia amá-la para sempre.

Eu passava muito bem sem Deus e, se utilizava o seu nome, era para designar um vazio que tinha, a meus olhos, o clarão da plenitude.

Eu era muito jovem para ter um carro, então transava com as moças no banco de trás de minha bicicleta.

Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira.