Coleção pessoal de Jornaleiro

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Eu me sinto perdido mais um dia, sobre essas sensações confusas e discordantes. Em meu corpo há uma luta eterna entre o ódio e o amor, ódio a todos que me rejeitaram, e amor ao que poderíamos ter tido. Amizades profundas ou até mesmo amores intensos. Como calibrar esses lados e conseguir viver sem tamanha angústia em meu peito. Sinto-me tão ferido, certos momentos é difícil falar ou focar na realidade. Penso como posso me manter caminhando se a cada vez que há uma pedra eu a vejo e sinto ela, tocando tua forma, vejo seus entalhes, passo dias fitando-a. Não é só uma pedra, é uma antiga montanha, ela se forma tão grande e cheia de significados, como ver ela como uma simples pedra e pular sobre ela? Só de imaginar ter que dar um passo sobre tal pedra minhas pernas perdem a força. Não é uma pedra, ela é a pedra angular que sustenta o muro. E por alguma razão me tornei o muro que ela sustenta.

⁠Vi ela em um sonho esquisito, se o esquesito for uma forma de beleza e paz. Contei a ela historias que ja foram perdidas, ela sorriu e as ouviu, e disse palavras graciosas. Como posso esquecer esse sonho? Não imagino viver de outra forma.

⁠Eu não preciso, mas eu a desejo como se minha vida existisse por isso. Eu ja não a sinto, mas sua falta é tão profunda quanto o mar. Eu me entrego a ela, mas sou jogado de lado como um brinquedo. Busco conexão, mas a humana esta perdida.

⁠O que devo fazer? Perder me em uma maldita vida sem razão ou motivo, ou me entregar aos devaneios fugazes? A duvida é uma roleta russa, ela pode ter ou não a bala que tornara sua mente o caos do fim.

⁠Não me mate, apenas me ajude a fugir de todos.
Eu preciso de um lugar para esconder meu rosto.
Não chore, eu sou apenas uma aberração.

⁠Eu ja não vejo brilho, uma vida coberta na escuridão vazia. Caminho perdido por ela. Esbarrando em pessoas, esbarrando em bons momentos, mas acabo não os reconhecendo. Esta muito escuro e não posso lembrar de suas doces características.