Coleção pessoal de JoniBaltar

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Tenho contribuído perseverantemente para que a vida devolva-me os caminhos: saber esperar.

Segurar a tua mão pelos soalhos do mundo: sempre que o mundo não acabe.

As regras do amor são para cumprir; as do ódio para descumprirem.

Abominavelmente humanos traficam humanos: deuses e diabos temem-nos.

O poder despótico é um temporal, sedento por trovejar e desvalorizar a importância humana.

Beijos e atalhos outonais: compreendemos que pertencemos ao mundo.

Se a paz mundial demora muito a chegar, corre o risco de não encontrar cá ninguém.

Palavrões são locuções contidas e impulsivas de recurso: cordialidade à flor da pele.

Para as pessoas o dinheiro é um sentimento; para os humanos é apenas um substantivo comum.

Amizade de cão: morde a solidão.

É tempo de acordar, de saber viver, num momento a que chamamos Vida. É necessário emergirmos do vazio e do egoísmo e afundarmo-nos na nossa alma, para vislumbrarmos a Luz que nos ilumina sem espelhos. É hora de acertarmos o relógio da partilha Humana. Vamos viver com sabor a União, numa entrega incondicional de todos os Seres.

Existem animais irracionais que conseguem ser mais racionais que a consciente irracionalidade humana.

Existem hemisférios de verdades em proclamação: na universalidade das palavras. Viajam para nutrir egos em subnutrição, sorvem o pouco que resta das almas que se perderam no vazio da escuridão. Pestanejam sob o brilho de uma luz ofuscada por falsos méritos, que sabem, e conhecem, a fragilidade do Ser humano; as vitórias nunca se iniciam sem batalhas; a verdade só pode existir depois da dúvida, a inverdade é esquiva a todas as dúvidas.

O Outono é uma obra de arte realizada com as tintas da poesia.

Quando estou acompanhado por um poente fico mais perto de mim.

Quanto maior o tamanho da simplicidade, maior o tamanho da felicidade.

Torna asseado o futuro antes de o vestires.

Indecorosamente ainda permanece incurável a insensibilidade humana.

Caminhos, caminhadas e caminhantes: a única forma de comparecer ao Mundo.

A existência quando partilhada: alcança-se permanentemente a conjugação do Amor.