Coleção pessoal de JonataRodrigues
Não é bom dizer mentiras; mas quando a verdade puder trazer uma terrível ruína, então dizer o que não é bom também é perdoável.
É bom que as mulheres bonitas geralmente sejam estúpidas. Se também fossem inteligentes, seria uma injustiça.
Não é bom que toda a verdade revele tranquilamente a sua essência; e muitas vezes o silêncio é para o homem a melhor decisão.
Caminhar com bom tempo, numa terra bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objetivo agradável: eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada.
Um homem que lê muito nunca cita com precisão [...] A citação errada é o orgulho e o privilégio da pessoa culta.
A educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado.
Fim De Tarde.
Neste panorama encerrando deste lado, viagem de mais um dia brilhante.
Do outro lado iniciante: SOL.
O horizonte ao fim da tarde é um espetáculo, e nele eu me pertenço, e minha noite é de Paz, meu sono abençoado.
UM MENINO COM NOME DE ANJO
Todos os dias, no final da tarde, costumo passear com meu cachorrinho pelo quarteirão aqui perto de casa. Mesmo sendo pelo mesmo lugar e quase sempre encontrando as mesmas pessoas que nos cumprimentam de forma alegre e simpática, cada dia é especial e diferente. Numa dessas andanças eu descobri o menininho com nome de anjo. Está sempre acompanhado de sua mãe. Lindo e dono de toda meiguice, encanto e pureza que só as crianças têm. Ele me vê de longe e já vai falando: - você viu o avião que acabou de passar ? Passou muito rápido, nem tive tempo de tirar uma foto. Ele gosta de avião e quer ser piloto. Aí mostra no celular várias fotos de aviões que são seus brinquedos. Conversa um pouquinho e vou passando. Na tarde seguinte lá está ele mais uma vez. Olha pro meu cachorro e diz: - Eu tenho uma gata e tenho um cachorro também. Ah, e uma bicicleta! Essa ele ganhou do Papai Noel. Falou-me que estava aprendendo a andar nela sem as rodinhas de suporte. Outra tarde me contou que já havia aprendido, apesar de ter caído. Mas o que me chamou mesmo a atenção foram as bolhinhas de sabão. Nessa tarde eu estava triste. Vinha no meu passeio mais refletindo do que passeando. Ele foi logo gritando: - Olha as bolhas de sabão! Eu olhei assim meio como quem não quer, aí ele percebeu e falou: - É pra olhar mesmo! - Olhe pra essa e me diga pra onde ela vai. Eu olhei a bolhinha e disse: Essa vai para o céu. Ele falou: - Para o céu não! Ela vai para as nuvens, para aquelas nuvens branquinhas alí. Foi aí que ergui os olhos e contemplei aquele céu azul, lindo e maravilhosa criação de Deus!. Ele ainda falou: - Olhe para aquela casa distante alí, que parece uma igreja! A bolhinha foi pra lá. (Essa casa a qual ele se refere é um prédio bem antigo). Passei minha meninice soltando bolhas de sabão e passei toda minha fase adulta dizendo que havia brincado tanto disso, mas foi na fase da maturidade e através de uma criança que pude perceber que as bolhinhas de sabão vão muito mais além, são como sonhos que ao serem sonhados saem de dentro de nós e tomam forma e ganham a imensidão. Esse menino não tem apenas o nome de anjo, ele é um anjo que traz cor, luz e faz desviar a tristeza das coisas temporárias direcionando o olhar e a vida para a simplicidade, que tem valor eterno.
