Coleção pessoal de jonaskakaroto
Isso gerou em mim grandes afastamentos, Foi a única forma de haver descobrimentos. Você escondeu de mim tantos sentimentos, E eu lutei pra alcançar seus pensamentos.
Não queria suas máscaras e ornamentos, Eu queria sua alma desnuda, até seus ferimentos. Eu poderia suportar sua dor e regulamentos, Mas você fez brotar em mim tantos pressentimentos.
Queria que você fosse mais do que encantamentos, Queria não ser apenas um dos seus experimentos. Vivemos juntos tantos momentos, Isso não foi capaz de evitar lamentos.
Queria ver a nudez dos seus sentimentos, Queria você inteira, até seus pensamentos. Queria despir você de medos e tormentos, Queria viver contigo todos os momentos. Por trás das máscaras escondes tormentos, Mas eu só queria seus olhos e sentimentos.
Queria você inteira, até seus pensamentos. Queria que você não fugisse dos meus argumentos, Fugindo, causou-me tantos sofrimentos.
Um abraço a alcançar,
Um abraço a desejar.
Uma flor eu busquei estudar,
Minha única forma de respirar.
Fazendo assim despertar
A mais pura forma de amar.
Você não soube me amar,
Você não soube me guardar.
Perdeu por não querer me abraçar,
Deixou eu com os braços vazio a te chamar.
Abraçar a flor me fez lembrar,
De quando eu quis te amar.
Hoje ao me abraçar sem te desejar,
Me faz ver o quão difícil é te tocar,
Eu não busco mais nem teu olhar.
Quem inventou o abraçar
Sabia muito bem o que era amar.
Encostar um coração ao buscar,
O outro coração a se declarar.
Um abraço a alcançar,
Um abraço a desejar.
Uma flor eu busquei chamar,
Para minha única forma de amar.
Um ser inventou ao acordar,
Inventou uma forma de falar.
Essa forma se faz declarar,
Dois corações, ao se abraçar,
Vão para sempre se amar.
Você me atraiu até você, Fez-me crer que ia me querer. Disse sentir amor quando eu me afastava, Enquanto de mim você duvidava.
Pensou que eu te esnobava, então, Abriu pra mim teu coração: “Sinto tanto por ti querido, Mas não expresso amor proibido.”
Baixei minhas armas por amor, Falei de mim, mostrei minha dor. Você sorriu, tão desprendida. Pensei que eras minha flor querida.
Acreditei na tua paixão, Mas aí só morava solidão. Fugia quando eu me aproximava, E o meu amor você negava.
Pensei: “Talvez tenha outro alguém, Alguém que a faz se sentir tão bem.” Perguntei — e riu de mim, Pisou no meu jardim.
Baixei minhas armas por amor, Falei de mim, mostrei minha dor. Você sorriu, tão desprendida. Pensei que eras minha flor querida.
Zombou dizendo, sem piedade: “O que te importa a minha amizade? Sim, tenho amigos, e daí? Por que isso te dói assim?” Você não é nada meu! Pensas que sou algo seu?
Deixou meu ciúme num porão, Gelado, preso, sem perdão. Fez nascer amor em mim, Pra depois me deixar enfim.
Nas entrelinhas me ensinou, Que amor em ti jamais brotou. “Sou livre, faço o que quiser, Não fico presa a um qualquer.”
Baixei minhas armas por amor, Falei de mim, mostrei minha dor. Você sorriu, tão desprendida. Pensei que eras minha flor querida.
Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.
Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.
Precisava de plateia, não de vínculo.
Na fileira central, havia um homem. Ele não era mais o protagonista que um dia ela iludiu. Era só o espectador. Alguém que um dia acreditou que aquele palco cairia, que as luzes apagariam, que o cenário daria lugar à verdade. Mas a atriz não descia.
Nunca descia. Continuava em cena, mudando de figurino, de entonação, de personagem… mas sempre no mesmo palco
Ele sentava-se ali, imóvel, cada vez mais desperto. Observava os truques, os efeitos de fumaça, os sorrisos falsos e as lágrimas controladas. Ele conhecia o roteiro agora.
Sabia quando ela sorria só pra ver se ele sorria de volta. Sabia quando ela sumia, só pra medir se sua ausência provocava incêndio. Sabia que até a fraqueza dela era encenada com força.
Mas então surgia a pergunta inevitável: vale a pena assistir a esse teatro?
Esperar que alguém largue o personagem, jogue fora o script e desça, finalmente, para sentar ao lado e dizer: “agora sou eu, de verdade”?
