Coleção pessoal de jofariash

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Onde estava


Procuro-me
Na rua,
Calçadas,
Estradas.
Ecoa o nada!
Fragmentos fui,
Memórias sou.

Chapéu de abas largas

Na sombra densa da amoreira,
as folhas brilham ao sol;
amoras verdes,
amoras maduras,
amoras doces..
Há doce onde moras?

Aquietar-me


Há mar;
Finito...
suas ondas, sem parar.
São meus pensamentos
que só se aquietam
quando adormeço.

Silêncio em sinfonia


Sua voz vem do coração,
das palavras que saem dos seus olhos, braços e mãos.
E, no universo onde tudo é desigual,
Miguel transforma silêncio em amor.

O que florece
De flor em flores,
Sob o sol de um janeiro ardente
Rega,
Florescem,
Silêncio
Ecoa todos os sonhos.

Poema para Miguel


Aromas marinhos,
o ar do mar,
Miguel Marinho.
No som das ondas
sentidos despertos...
Nos convida a viver o pleno
Miguel Lemos.

Céu azul

manto que envolve o mundo
sou letras
soletra-me

Folhas
balançam ao vento
Nesse azul do céu
que sussurra em
pensamentos

A silhueta da Garça preta
Ela bailar no ar
Seu canto é um murmúrio
Um encanto que a natureza soube criar.

Aqui, o porque é tempo


Onde houver porquês
nos entardeceres,
haverão amanheceres.
Onde houver esperança,
haverá possibilidade!
A possibilidade é estarmos vivos.
E isso, por si só, já é imenso.

⁠"A arte me corre pelas veias,
tatuada na pele é amor."

⁠Seraphina era apaixonada por mapas, culturas e lugares distantes.
Desde pequena, gostava de geografia.
Seraphina dedicada estudante, sempre buscava aprender sobre as maravilhas do nosso planeta. Seus olhos ficavam brilhantes ao falar sobre paisagens e climas que existiam pelo mundo.
Seraphina foi cursar a faculdade em uma cidade vizinha ao seu estado, arrastando também, sua irmã Sephora,.
Seraphina formou-se professora, graduada em geografia. Casou-se e teve Celeste, sua única filha, hoje motivo de orgulho.
Com o passar dos anos, Seraphina se tornou uma respeitada professora, por seu comprometimento com a educação. Seus alunos não apenas aprendiam sobre mapas e coordenadas, mas também descobriam o valor de respeitar e cuidar do nosso planeta.
Sephora, também graduou-se, mas não optou ser docente. Preferiu
continuar em seu trabalho, secretariando uma instituição de ensino, ora então graduada, alçou uma melhor posição. Sephora casou-se, tornou-se mãe de Cândido e Romeu, mas esta é outra história...
E assim, Seraphina vem deixando ensinamentos por aí!

⁠Imagine se mamãe tivesse nascido nos idos de1990, época em que a tecnologia começava a se integrar à vida cotidiana das pessoas. Hoje, ela certamente estaria atuando na área de cibersegurança, protegendo informações e garantindo a segurança digital.
Desde pequena, me sentia envolvida pelos ditos populares repetidos por mamãe. Ela costumava dizer: "É preciso desconfiar até do vento e, não confiar, de olhos fechados, nos sapatos que calçamos sem antes verifica-los". Essas palavras ecoam até hoje..
Mamãe era uma mulher intuitiva e precavida.
Sua sabedoria vinha de experiências reais e de lições aprendidas no convívio com outras pessoas.
Hoje, estamos imersos em um mundo virtual repleto de ameaças e vulnerabilidades, onde a cautela é fundamental. Em meio a tantos desafios digitais, os ensinamentos de mamãe sobre desconfiança e prudência, ganham ainda mais relevância.

⁠No amanhecer frio, quando tudo parece adormecido e silencioso, o sol traz consigo a promessa de um dia cheio de possibilidades.

Tua beleza
Misteriosa
Teus ciclos
Tua dança
Movimenta-me
É noite
Ilumina-me

⁠Quintina nunca chamou Benvinda de tia.
A diferença de idade entre elas era de apenas cinco anos, mas isso não as impedia de ter uma conexão especial. Benvinda era a caçula de seis filhos, e Valência, sua irmã mais velha, era mãe de Quintina. Quintina adorava ouvir as histórias que a tia contava, sempre repletas de aventuras e ensinamentos.
A cada visita, elas se divertiam juntas, criando memórias que ficariam para sempre em seus corações.

Quintina admirava Benvinda pelos ditos populares, sabedoria e paciência. Sentia-se confortável em compartilhar seus segredos e sonhos com a tia, que sempre a ouvia atentamente, sem julgamentos. À medida que o tempo passava, Benvinda se tornava não apenas uma mentora para Quintina, mas também sua confidente e amiga. Elas compartilhavam risadas, conselhos e momentos especiais que fortaleciam ainda mais o vínculo que as unia. Contavam uma com a outra em todas as situações.

E assim, Benvinda e Quintina seguiram cada qual com sua jornada, aproveitando cada momento precioso e construindo laços inquebráveis que perdurariam para sempre. Em certo momento, Quintina casou-se e teve como dama de honra sua prima Betina, filha de Benvinda.

E o tempo passou...

Chegou a hora de descer do trem, o trem da vida... Assim como Benvinda outrora desceu do trem, Quintina também chegou em sua última estação...

⁠Amanheceres
⁠A luz do amanhecer já não fazia diferença para Olga, se não fosse o velho despertador de corda, presente de Camilo, (irmão mais velho). Olga vive entre crenças e caridades realizadas e na companhia do seu fiel escudeiro, o cãozinho Pipoca.
Nunca, nem um dia era igual ao outro.
Enquanto o apito da chaleira não avisa a fervura da água, Olga liga o rádio: as notícias não param...
O telefone toca (..trim...trim...trim..)...
Olga caminha até a sala para atendê-lo: "Alô?, Alô?: Quem fala?"
Do outro lado a voz rouca tesponde: sabe quem fala? Ao mesmo tempo responde, é Ava sua sobrinha. Alegrias, saudades expostas, assuntos em dia.

⁠e se flores..
...porque flores

⁠Ontem
não fiz
Ontem
não quis
Ontem
esqueci
Ontem
passou

⁠Espero o café passar,
Espero o café passando,
Eu esperando...
Eu e o café passado!