Coleção pessoal de joaomichel
Hoje o dia amanheceu assim, cheio de cores, umidade, flores e saudades. O sol se erguia lentamente no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados e rosados, como se quisesse aquecer não apenas a terra, mas também os corações que, como o meu, permaneciam frios e nostálgicos. Acordei lembrando meus amores, minhas paixões presas num passado distante, como espectros que produzem lágrimas. As lembranças dançavam em minha mente, figuras etéreas que se moviam entre os raios de luz que entravam pela janela. Senti o perfume das flores que enfeitavam o jardim e, por um instante, a brisa suave trouxe de volta os sorrisos de quem já se foi.
As lembranças são doces, a saudade é uma dor boa, um aperto, uma lágrima que insiste em não rolar. O tempo já passou, mas minha alma ficou encalhada algures, perdida em um mar de recordações. Lembro-me de tardes ensolaradas, risadas compartilhadas e promessas sussurradas ao vento. Cada momento vivido se tornava um tesouro, mas também uma âncora que me prendia ao passado. Num tempo em que o sol da manhã trazia sorrisos e alegria de viver, a vida parecia mais simples, mais leve. Os problemas eram pequenos diante da imensidão do amor que sentia, um amor que pulsava forte e iluminava cada canto da minha existência. Mas, como todas as coisas boas, esse tempo também passou, deixando apenas o eco de sua presença.
Vou te amar para sempre... como prometi um dia, só não sabia que essa promessa era por demais pesada e eu agora sou escravo desta dor de te amar e não te ver. Cada dia é um lembrete da ausência, um lembrete de que o amor, embora eterno, pode ser cruel. A falta que você faz é um vazio que não consigo preencher, um espaço que ecoa sua risada, seu olhar. Não te encontrar e, às vezes, nem lembrar de você é um paradoxo angustiante. Às vezes, a memória se apaga, e a dor se torna insuportável. Outras vezes, cada detalhe volta com força, como se o tempo não tivesse passado, e eu me vejo novamente preso àqueles momentos, como se ainda estivéssemos juntos, como se a distância não existisse.
E assim, neste dia colorido, continuo a viver entre sombras e luzes, entre a saudade e a esperança, sabendo que, embora você não esteja aqui, meu amor por você é a única certeza que me resta.
Queria engastar o teu nome, mas não numa tatuagem que uma simples morte apaga. Queria sim era engastá-lo em minh'alma e levá-lo comigo até ao infinito, para comigo se perder no tempo, ainda que fosse somente o teu nome. Os nossos tempos são diferentes, as nossas culturas, mas o sentimento não respeita convenções inventadas, é insurreto, mal criado e ousado, não respeita essas coisas da idade, nem tão pouco os males da vaidade, o sentimento só respeita o sentir e nem adianta tentar corrompê-lo, dizer que não é certo ou direito, romper as barreiras do tempo para chegar, finalmente, no agora onde tudo é eterno, onde tudo é verdadeiro. Só aqui no agora é que podemos escolher entre viver no passado ou no futuro, entre a realidade evidenciada pelo passado ou pelo sonho idealizado no futuro. O caminho que escolho é o do meio, que numa fusão alquímica transforma tudo o que vivemos, tudo o que sonhamos viver em quase nada, um 'quase nada eterno' chamado agora. E nessa fagulha de tempo se misturar com esta dança da vida e rodopiar pelo infinito, levitar sem que nada possa separar aquilo que jamais esteve junto ou juntar aquilo que jamais se separou, Amor é o nome da estrada que liga o passado com o futuro, ainda que na portagem do agora, a moeda seja um leve roçar na dor
Quero te dar chuva de flores pela manhã. E quando quiseres, podes vir colher sorrisos direto do quintal da minha alma.
O especialista é um homem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e por fim acaba sabendo tudo sobre nada.
Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam.
Quando o homem ama a mulher, fala muito com ela, e sobre ela; quando deixa de a amar, fala com ela sobre ele.
Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.
Se você quiser muito, muito mesmo, algo, deixe ir. Se voltar para você é porque é seu para sempre. Se não voltar, é porque nunca foi seu.
Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.
A sorte do amor que teve
Um dia você conhece alguém e se dedica imensamente a essa pessoa...
Você entrega-se à ela com toda alma e coração.
Na verdade, desde então não existe um único pensamento seu em que esta pessoa não apareça.
Você à ama sobremaneira, e chega mesmo a esquecer de si, para cuidar unicamente dela,
até que um belo dia teu mundo desaba e você percebe
cruelmente
que o sentimento que você nutria era só seu,
que não havia nada além daquele teu imenso amor por ela.
Neste dia, não te desaponte, não entristeça.
Olhe para os céus e agradeça por ter conhecido a sublime dádiva do amor,
mesmo que apenas você tenha realmente amado.
E por ter sido real e verdadeiro o teu amor
inspire-se, e cante para sempre os momentos felizes
da sorte do amor que teve...
- Então de que vale procurar? - perguntou ela.
- Não procuramos. Aceitamos, e então a vida passa a ser muito mais intensa e mais brilhante, porque entendemos que cada passo nosso, em todos os muitos da vida, tem um significado maior do que nós mesmos. Entendemos que, em algum lugar do tempo e do espaço, esta pergunta está respondida. Entendemos que existe um motivo para estarmos aqui, e isso basta.
"Mergulhamos da Noite Escura com fé, cumprimos o que os antigos alquimistas chamavam de Lenda Pessoal, e nos entregamos por inteiro a cada instante, sabendo que sempre existe uma Mão que nos guia: cabe a nós aceitá-la ou não.
(Brida)
Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós e a infestar todo o ambiente em que vivemos. O que queríamos evitar no combate, a decepção e a derrota, passa a ser o único legado de nossa covardia.
As coisas importantes sempre ficam, o que vai embora são as coisas que julgávamos importantes, mas são inúteis. (em O Zahir)
