Coleção pessoal de JaniceRocha

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Mãe é o lugar onde o amor de Deus resolveu morar para que a gente nunca se sentisse sozinho.

Se permita buscar companhia, sim… mas também se permita ficar com Deus, mesmo sem palavras, mesmo sem sentir nada. Às vezes, tudo o que Ele espera é que você permaneça.

Não dá pra cobrar acolhimento da igreja quando a gente nunca se permitiu viver e caminhar como igreja também.

Deus não é o autor das nossas dores, mas é Aquele que as conhece profundamente e, com amor, caminha conosco até que cada ferida encontre cura em Suas mãos.

Na dor da perda, alguns se revoltam, outros apenas choram… e Deus acolhe a todos com amor. Ele não é quem tira, é quem permanece, sustentando o coração que ainda aprende a viver sem quem partiu.

Há momentos em que não conseguimos orar com palavras, e ainda assim o céu entende tudo.

Nem toda pausa é castigo; algumas são cuidado disfarçado de interrupção.

Quando o corpo para, a alma começa a ouvir o que a pressa abafava.

Existem batalhas que se vencem descansando, não correndo.

Ser forte por muito tempo também cansa, mesmo quando ninguém percebe.

A vida, às vezes, nos para à força quando ignoramos o cansaço em silêncio.

Há dores que não chegam para destruir, chegam para revelar o quanto carregávamos peso demais sem perceber.

Não devemos punir o nosso futuro com o medo gerado pelas feridas do passado; a maldade alheia é um reflexo do outro, mas a nossa bondade é uma luz que nos pertence.

O nosso caminho continua, mesmo quando passageiros importantes decidem descer em outras estações; a alegria de viver não pode ser refém de quem decide partir.

Amar alguém não torna essa pessoa infalível; o erro é um traço humano que alcança até os nossos laços mais profundos, e aceitar isso é o primeiro passo para um convívio mais leve.

A bondade não deve diminuir por causa de quem nos feriu… ela é luz, e nasceu para permanecer acesa.

Fugir da dor não nos leva para longe… porque tudo o que somos sempre vai junto.

Até quem amamos pode nos ferir… e ainda assim, a vida nos ensina que é possível continuar.

Quando aprendemos como Jesus nos ama, deixamos de aceitar migalhas e passamos a reconhecer o nosso valor.

O silêncio que machuca nunca vem de Jesus…
o amor d’Ele é presença clara e constante.