Coleção pessoal de janicelio
Perguntaram-me de que forma eu vejo as coisas.
Eu vejo as coisas com a fome de quem tem fome.
Com a dor de quem tem dor.
Com a tristeza que quem perde alguém.
Com a indignação de quem é humilhado.
Eu vejo as coisas com a inocência estampada no olho da criança cuja merenda é roubada.
Com a revolta do pequeno que fica impotente diante da covardia sofrida.
Com a agressão de covardes que se unem para provar valentia.
Eu vejo as coisas como elas acontecem nas ruas, nos lares, nas mesas nos hospitais.
Eu vejo as coisas como elas realmente são e não como o poeta apaixonado quer que seja.
Eu vejo as coisas sem utopia, com clareza, sem disfarce, sem fumaça, a olho nu.
As coisas são como as coisas são.
PALAVRAS, NÓS A DECORAMOS.
Quando lemos, nós o fazemos por termos decorado as palavras e é por isso que se aparece alguma palavra nova, a gente engasga e tem dificuldade em le-la.
Injustiças com os outros me doi mais que as que fazem comigo. é como ver um animal amarrado sem poder se defender e ter que morrer pela brutalidade alheia.
A chuva que cai e molha o meu corpo, não molha minha alma, mas o som que ela produz acalanta meu corpo e a minha alma e então eu sigo por ela, que molha e acalanta.
Sempre ouvi dizer que cabeça vazia é oficina do diabo, mas ao mesmo tempo sempre acreditei, que como tudo, isso é uma opção, pois eu acho não ha momento melhor pra eu ficar em paz e falar com Deus que nos momentos em que estou só e sem nada pra pensar.
