Coleção pessoal de JanainaDomingos
Quando te amei...
Amava ver a forma que me via em você
Amava ver que havia um pouco de mim em você
Amava sentir orgulho de quem seríamos juntos
Meu amor era genuíno
Era doce
Queria te dar o céu
A lua
Mostrar como eram lindas as cores das estrelas
Mas...
Descobri no seu lado sombrio que eu não me via mais ali
Descobri nas mentiras que não havia nada de mim ali
Descobri que não seria bom nosso futuro baseado em um amor unilateral.
Quero seu gosto, seu cheiro, mas não posso mais ser sua.
Meu corpo te pede, mas minha alma grita por socorro
Meu coração sente falta, mas minha mente me guia.
Um dia te amei
Mas te deixo ir
Parei de ver meu reflexo em você.
Odeio amar você
Odeio olhar e imaginar tudo com você
Odeio te sentir em cada gesto que faço
Odeio saber que você também sente o mesmo
Odeio que te quero, mas preciso me posicionar
Odeio saber que não me escolheu para vivermos nossa intensidade
Odeio ter esse sentimento que te ama e te mata todos os dias
Odeio olhar para as fotos e ter saudade do que não vivemos
Odeio saber que ia ser bom ter você
Odeio ficar imaginando você na minha casa, ou eu na sua é isso nunca ter acontecido
Odeio saber que queria ter filhos com você
Odeio ter que apagar da memória nossa vida no sítio de paz
Odeio ter prazer em você, pensando em te odiar, amando.
Em toda história da humanidade, o mundo sempre acabou para que outro mundo nascesse. E quem vive, já não sabe quando seu mundo acaba, meu amor!
Poderia te mostrar o caminho da felicidade, mas não confiou na força do meu vento, na primeira tempestade me deixou ir com ela.
Eu não deveria te cobrar, não deveria te mostrar como me amar. Sim sou labirinto onde poucos conseguiram desvendar, apenas entrar e se perder.
Eu me sinto despedaçada em mil pedaços fragmentados de tristeza e solidão, com cheiro de rosas e dama da noite ao dormir, acordo pensando se não seria melhor ser o último perfume a sentir.
Nunca tão distante que não possa te abraçar
Nunca tão breve que não possa te esperar
Nunca tão infeliz querendo amar
A forma silenciosa e fria que me arrepia a alma, me desvendando aos poucos, tirando de mim quem sou.
Tão intenso, tão frágil, tão obstinado e maleável, assim como as estações, que no tempo certo passam e não se escondem, são o que são.
Não queria que só tivesse passado por mim, desejo todas suas estações, todas as variáveis loucuras confiadas somente a nós, nosso segredo.
Não acredito, não posso acreditar que uma parte do meu quintal se esvaziou, meu netuno tive que abandonar, ainda bem que ainda me resta a noite o céu, enfim algo para relembrar em meu quintal.
Podem me roubar tudo, mas não minha essência, minhas raízes já falam por mim, ardem em minhas veias, cada grito calado, de meus ancestrais, me ensinaram que do lado de fora posso ser quem todos querem, mas por dentro a guerreira ainda grita. E isso, ninguém me tira!
