Coleção pessoal de JacqueLobo

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Esta tudo bem em deixar-se ser feliz. Porque você nunca saberá quão rápida essa felicidade irá durar.

Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.

A DESPEDIDA DO AMOR

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

'...Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? ...'

Fazes-me falta, estou ausente de mim própria.

O que temos visto por aí?

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros
e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam
sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os
novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era
resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber
carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de
um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que
vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada
"Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em
meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,plásticos, quase
etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que
verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo
pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou
muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca
mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à
dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser
estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out",
que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me
aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu
não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo
resto da vida".

Não, os muitos normais nunca me interessaram. Muito menos os pragmáticos, comuns ou habituais.
Aquele tipo que sempre faz o mesmo caminho, sempre sorri da mesma maneira e usam as mesmas palavras em determinadas situações. Aquele tipo chato, que sempre tem a resposta esperada, dá presentes somente em datas comemorativas, falam as mesmas palavras em aniversário, casamentos, chá de bebê... Não importa, cumprimentam sempre da mesma forma. Coisa mais chata é essa de levantar da cama sempre da mesma maneira, usar sempre a mesma combinação de peças ou determinada cor, por lhe cair como uma luva! E quem disse que eu quero luvas? Prefiro mostrar minha cor de esmalte nova e meus anéis.
Chega da preguiça dessa gente que tem sempre o mesmo humor, a mesma história e reza da mesma maneira todos os dias.

Livrai-me de todo (nor)mal, Amém!

Todo mundo querendo mel, mas produzindo fel.

" Nada poderia ser mais diferente de mim do que eu mesma."

E como não dizer que essa calmaria no peito são as mãos de Deus sobre a minha cabeça?

Ando meio confusa... Não gosto de meio termo, mas to meio chata, meio legal, meio saudosa, meio querendo viver tudo, meio espinho, meio flor.. Em meio a tantos meios, incendeio, odeio, quando preciso freio, sem ligar pro que é bonito ou feio, passeio, leio... Metade vazio também é metade cheio. Caminhando peço a proteção de Deus, creio. ;)

Se a dor está aliviando, o melhor que você tem a fazer é deixa - lá ir. Ah vai! Para de remoer a tristeza, de mexer no fundo do baú, de recordar, relembrar... Como o nome já diz, isso aí é ‘Ré’ e ré é andar pra trás, minha amiga! O caminho é 'in front of', pra frente e avante! Então esquece a ré, os re's, põe a 1ª e acelera.

Entre idas e vindas me resumo feliz. Entre altos e baixos me resumo equilibrada.

Não gosto desse povo que curte tudo, que abre os dentes pra todos, que ama o mundo, que é simpático demais com todos. Desconfio seriamente, que esses são os piores tipos! Se mal me conhece, não vem me chamando de ‘amigaaa’ não, por favor. Eu gosto é daquele tipo chato sabe?! Que sabe quem é Amigo, e só chama assim quem considera, que não força simpatia, não é cheio de beijo, abraço e sorriso, mas por trás, te defende, é por você.
Prefiro os antipáticos que os falsos.

A vida voa na sua cara, esbarra no seu rosto, suja sua vaidade, corrompe suas certezas, e você não pode fazer nada. A não ser lavar o rosto e começar tudo de novo.

É Tanta gente fazendo tipo, personagem, sendo o que não é, que dia do teatro deveria ser todo dia.

Seja o tipo de pessoa que, quando os pés tocam o chão a cada manhã, o diabo fala "Oh, droga, ela acordou!"

Acho esse negócio de ser intenso até bonito. Mas quando vale a pena! Esse negócio de efusividade demais, demonstração demais, a flor da pele demais, não cola, se não for a dois! O que adianta você ali linda, solicita, cheia de caraminholas, quando do lado de lá, não tem a tal da reciprocidade? E me refiro a tudo, amor, amizade, trabalho... Não dá, minhas caras! (e caros!)
Aí quando você percebe, sem querer (ou querendo), aos poucos a vida vai te podando. E isso não é ruim. O que seria das plantas, se não eliminássemos aqueles galhos que pra nada servem?!
Quando não se tem segurança do lado de lá, quando não se é mútuo, piso no freio mesmo, se preciso até puxo o de mão, dou um passo atrás, recuo, meia volta vou ver! Não desço, nem me jogo desgovernada. Prudência egoísta? Nada! Cuidado próprio!
Nessa de sofrer, ou fazer (podia dizer, pra ficar mais bonito, que nenhum vale à pena), mas sem falso moralismo, fico com a 2ª opção. Faço. E bonito!

Vulgaridade, palmas pra você! Nem o melhor cirurgião plástico conseguiria consertar o estrago que você faz numa linda mulher.

Sabe aquele namoro exagerado de status de facebook que adora ficar expondo que um 'ama' o outro? Então, dura menos que o gelo da minha vodka...