Coleção pessoal de isaqueramon

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Quem rotula quem tem esquizofrenia como "louco" ou "perigoso" desconhece a realidade e prefere a ignorância do preconceito ao acolhimento da empatia.

Cansados de ter o peito rasgado, os bons fecham as janelas da alma para não verem a tempestade do desprezo lá fora.

Deixamos a luz apagar, e no escuro da nossa própria ignorância, passamos a tropeçar e a ferir uns aos outros sem qualquer piedade.

É doloroso ver que a empatia virou um luxo raro, enquanto a maldade se tornou o hábito banal de todos os dias.

Feriram a bondade até que ela pedisse silêncio, e agora o mundo se assusta com a frieza que ele próprio cultivou.

A verdadeira solidão da nossa era é sentir demais em meio a uma multidão que decidiu não sentir mais nada.

Desaprendemos a olhar nos olhos e passamos a enxergar alvos onde antes existiam irmãos.

O pranto de quem é bom ecoa no vácuo de um mundo que esqueceu o som da própria consciência.

É uma dor sem fim ver o bem ser encurralado, vendo a dor alheia virar espetáculo para uma era sem alma.

O respeito morreu sufocado pelo egoísmo, e hoje choramos as ruínas de uma humanidade que preferiu a guerra de egos ao abraço fraterno.

A luz de quem é puro incomoda as trevas dos que já se entregaram ao mal, e é por isso que tentam apagar a bondade a todo custo.

Viramos feras vestidas de gente, destruindo a mão que nos estende socorro e pisando na esperança de quem só queria fazer o bem.

É devastador ver a inocência e a generosidade serem tratadas como alvos fáceis por corações que já se corromperam por inteiro.

O choro dos bons ressoa na escuridão de uma sociedade que perdeu o rumo e se orgulha da própria brutalidade.

Vemos o amor ao próximo ser massacrado todos os dias por uma multidão que trocou o coração por uma pedra.

Roubaram a inocência do mundo e deixaram no lugar a frieza de corações que já não sabem o que é sentir paz.

A bondade chora em silêncio ao ver que a gratidão virou cinzas no fogo da crueldade humana.

Destruíram a ponte do amor ao próximo e agora todos olham para o abismo, sem perceber que estão caindo sozinhos.

É de uma tristeza profunda ver que o respeito virou lembrança, e que o bem hoje precisa pedir licença para existir.

A maior ferida da nossa era é ver pessoas de luz sendo forçadas a se recolher porque o mundo se apaixonou pela própria escuridão.