Coleção pessoal de isaque_ramon_correia_claudio_2
Trocam o abraço sincero de quem está na luta diária pelo veneno de quem é famoso, maltrata e ainda faz questão de humilhar.
Correm atrás de quem arruma confusão e destrói a paz, rejeitando solenemente quem só quer o bem e luta para crescer junto.
É revoltante: bajulam quem tem fama e as humilha, mas pisam em quem é pequeno e tenta vencer com dignidade ao lado delas.
Preferem lamber a bota de quem é famoso e cospe nelas, virando as costas para o pequeno que rala para crescer com o coração limpo.
Financiam o próprio carrasco com dinheiro e carinho, enquanto viram as costas para quem realmente quer ajudar.
Pagam caro para serem humilhadas por sanguessugas que só querem o bolso delas cheio e o resto que se dane.
É trágico ver você implorar um pingo de atenção de quem te apaga, enquanto trata com indiferença quem faria de tudo para te manter acesa.
Você coleciona cicatrizes deixadas por quem te ignora, mas teme e afasta a única pessoa que daria o mundo para ver a sua pele sem marcas.
Você joga fora a flor de quem quer te ver crescer para carregar os espinhos de quem faz questão de ver você murchar.
Escolher quem te machuca não é falta de opção, é o medo profundo de descobrir que você merecia um amor que não doesse.
Você prefere a companhia de quem te diminui na primeira oportunidade do que suportar a responsabilidade de ser amada de verdade por quem te quer bem.
A dor da humilhação virou sua zona de conforto; trocar o carinho por uma bofetada constante tornou-se a sua pior e mais silenciosa prisão.
É doloroso assistir: você corre para o fogo cruzado de quem te fere e fecha a porta na cara de quem faria de tudo para te ver em paz.
Você se acostumou tanto a ser o alvo que, quando alguém te trata com decência, você acha que é armadilha e prefere voltar para o chicote de quem te usa.
Escolher quem te machuca é um modo silencioso de punir a si mesma, recusando o abraço de quem só quer te ver curada e feliz.
O carinho limpo assusta quem só sabe respirar a fumaça da humilhação; por isso, você corre de volta para o incêndio que te consome todos os dias.
Você veste as correntes que te prendem a quem te diminui e rejeita a chave da liberdade que alguém tenta te entregar com tanto carinho.
É um desperdício doloroso: dar o seu melhor para quem te apaga, enquanto afasta com raiva quem dedicaria a vida inteira para te ver sorrir em paz.
