Coleção pessoal de GleicieleOliveira
A Quarta-feira de Cinzas não é apenas o fim do carnaval, ela é um marco espiritual.
Enquanto o carnaval representa dias de excessos, estímulos intensos e permissividade, a Quarta-feira de Cinzas surge como um chamado ao recolhimento, à consciência é à reflexão sobre aquilo que fizemos, é sobre quem estamos nos tornando.
É o momento em que a alegria externa silencia, e a alma começa a falar.
A maioria dos seres humanos confundem Libertação com Libertinagem, pois existe uma linha muito tênue entre ser livre e viver sem limites.
Libertação é quando o espírito se torna mais leve, mais consciente, mais alinhado com o que edifica, é a liberdade que constrói, é escolher com maturidade.
Libertinagem, por outro lado, é a ausência de freios, é quando a busca pelo prazer ignora as consequências, é quando o corpo decide e o espírito paga. A libertação aproxima da luz. A libertinagem muitas vezes deixa marcas invisíveis.
Durante o carnaval, há uma intensa movimentação emocional e espiritual. Não apenas pela festa em si, mas pelo ambiente de excessos como, impulsos descontrolados, consumos exagerados, exposição do corpo, relações superficiais, e as piores decisões tomadas sem reflexão.
Uma verdadeira batalha espiritual, essa batalha, não é contra a alegria, porque alegria é um dom.
A batalha é contra aquilo que nos desconecta da nossa essência.
Muitas pessoas relatam, após o carnaval, sentimentos como, vazio, culpa, arrependimentos, uma sensação de peso interior.
Isso acontece porque o espírito foi exposto a experiências que não trouxeram crescimento, apenas estímulo momentâneo.
A simbologia das cinzas representa algo profundo: “Do pó vieste e ao pó retornarás.” Elas nos lembram da fragilidade humana, da finitude e da necessidade de vigilância interior, isso é um convite à humildade.
A Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma, tempo de arrependimento, jejum, disciplina, reconexão com Deus, restauração espiritual. É um chamado a verdadeira libertação.
O espírito humano responde às escolhas que fazemos. Quando vivemos na libertinagem, a consciência enfraquece, os limites se dissolvem, a sensibilidade espiritual diminui. Quando buscamos Libertação, nossa mente clareia, o coração se fortalece, o propósito se renova.
A liberdade real não é fazer tudo, é saber escolher o que não nos destrói.
Texto Gleiciele Oliveira.
Não se acomode.
Acomodar é o poder que precisamos para permanecermos além dos conflitos de personalidade ou natureza, somos capazes de nos ajustar da forma que a situação pede. Do mesmo modo como o oceano acomoda todos os rios que fluem em direção a ele, nós também deveríamos aceitar todas as pessoas. Deveríamos ser capazes de mudar relacionamentos e circunstâncias, através do poder dos nossos bons votos. Não devemos ser aquele que cria o conflito, deveríamos ser aquele que sutilmente acolhe, acalma e resolve. somos frutos do meio, porem não precisamos apodrecer junto a ninguem.
A águia que sobrevoa as montanhas vê o mundo com clareza, assim a sabedoria proporciona uma visão ampla da vida.
“Quando não escrevo, meu universo se reduz, sinto-me na prisão. Perco minha chama, minhas cores”.
— Anayde Beiriz
Assim sou eu... Necessito escrever!
O Jardim da Prosperidade
Como semear a terra, e colher bons frutos, sem ao menos intender o mínimo que seja para uma boa colheita? Você já se perguntou alguma vez na sua vida como algumas pessoas prosperam e você não? Porque algumas pessoas conseguem ir tão longe, conseguem tudo o que desejam, e você não.
Você deve está pensando; “Eu sou uma pessoa boa, nunca fiz o mal a ninguém, no entanto, as coisas não fluem para mim, a minha vida não anda.” Pois é, você não fez o mal, porém você não pratica o bem.
O que realmente você deveria analisar é: “eu já pratiquei o bem hoje”? O que você fez para semear o bem?
Para seu Jardim florir, semeei, plante, regue com a sua alma, sua bondade interior. Doe mais, vista alguém sem camisa, alimente alguém com fome, se livre de coisas quebradas na sua casa, e consequentemente, você abrirá espaço para coisas novas entrarem em sua casa, seja elas, roupas, utensílios, ou esperança, aquela que você achou que já tinha perdido. Pois é, à esperança sempre será a ponte entre você e a sua prosperidade, nunca perca a esperança, nunca perca sua fé, seja grato e seja generoso, mas não seja tolo, o tolo perde, e não semeia, o tolo afunda em sua própria lama. Seja bom, seja feliz no seu próprio jardim.
Texto: Gleiciele Oliveira
Metamorfose
Uma vez, eu li uma historinha que dizia assim;
Era uma vez, uma florzinha branca muito linda e meiga na beira de uma estrada movimentada, por ali passavam pessoas, carros, animais, vento, chuva, poeira, e muitas vezes lixos deixados por pessoas ou levado pelo vento ou correntezas de água da chuva, porém, essa flor se mantinha firme e florindo a cada tempestade.
Certa vez, uma jovem moça, passou por ela, e se deslumbrou com tamanha beleza a beira de uma estrada, então pensou em leva-la para casa e enfeitar sua janela, mas desistiu e disse para a florzinha, -Se é aqui onde você nasceu e cresceu tão linda, deve ser porque gostou desse lugar. Então a moça se despediu e seguiu seu caminho.
No outro dia passou por ali um senhor religioso, que ao ver a florzinha, elogiou as criações de Deus, -Como Deus é maravilhoso em tudo o que faz! Essa florzinha tão linda aqui sozinha nessa estrada se mantendo com tamanha beleza, em meio ao caos do homem, mesmo assim é protegida pelo criador. O senhor se despediu e seguiu em frente.
No mesmo dia ao cair da tarde, um homem amargurado e descontente com sua própria vida, passou por ali e resmungou, -Que flor estupida! Como escolheu o pior lugar para crescer, em meio a poeira, os carros, estrada feia e suja, não vai sobreviver, sua flor burra, seu lugar não é aqui. Ele chutou a flor e seguiu resmungando.
A florzinha depois de algumas horas se ergueu novamente, e voltou a ficar linda e feliz naquela beira de estrada.
Moral da história, não podemos agradar a todos, mudanças só são necessárias, se for para seu bem e o bem de quem está a sua volta, você não precisa mudar para agradar ninguém. Quem se incomoda com a sua beleza, sua vida, seu jeito de ser, saiba que o problema, não está em você, e sim na pessoa que não enxerga o porque de cada coisa em seu lugar, o motivo de você mudar não deve ser para agradar ninguém, pois quem você deve agradar é a Deus e fazer o bem sempre. Consequentemente, todos a sua volta se beneficiarão da sua alegria, bondade, generosidade, e a felicidade erradia para quem vive com sabedoria, simplicidade e devoção. Sua metamorfose deve vir para sua edificação e não para o orgulho.
Texto: Gleiciele Oliveira.
