Coleção pessoal de GilNunes
O que você está pensando agora? Os pensamentos são partes daquilo que somos, daquilo que fomos, daquilo que seremos, daquilo que queremos, se é que pensamos.
O gosto do amor que sentimos pelas pessoas é bem diferente do gosto da comida, do gosto da bebida, do gosto da aquisição de algum bem, do gosto da estada num certo lugar. O gosto do amor é único e inconfundível.
É evidente que escolhas devem ser feitas., porque em dada situação, o ser humano há de escolher a beleza, a formosura, o encanto ou o pão, a alimentação, aquilo que traga essencialmente a sobrevivência, a fartura, o bem-estar, a segurança física-material-financeira
Entre uma e outra situação (escolha), existem muitas controvérsias., mas o que se deve levar em consideração, penso eu, é que depende de pessoa para pessoa., e cada uma sabe onde o calo aperta.
Tem gente que não se preocupa com a beleza, com aquilo que alimenta a alma, o sentimento, o pensamento., e portanto, prefere alimentar o estômago, comer bem, viajar, viver uma vida boa em detrimento de saciar sonho, paixão, amor, plenitude de espírito, de ser, de dar, de receber.
De um lado, há quem diga que, quem muito prefere pão e não beleza, tem predisposição para ser tacanho, mão fechada., enquanto que, quem prefere beleza; amor e uma cabana, predisposto está a compartilhar, a dividir, a dar e receber, a trocar, a se envolver de modo que, de maneira natural, brotam-se infindas riquezas, não só da alma ou do espirito, mas também, materiais e financeiras.
Por outro lado, tem quem prefere passar uma vida inteira renunciando ao belo, ao formoso, ao pleno, por ser muito mais importante a segurança, o sustento, o pão que alimenta o corpo e não a alma e o espírito.
Independentemente da escolha que A ou B faça ou não, a liberdade de poder optar pela escolha ou não, acredito que seja o bem maior, visto que somos exatamente aquilo que proporcionamos pelas escolhas que fazemos ou não, vez que, mesmo quando não escolhemos, ainda assim, a escolha foi feita.
Alguns estudiosos ensinam que quem tem preferência pelo pão, pelo sustento físico, pela segurança quanto ao bem-estar, mais acertadamente trata-se do ser que não tem muita fé, é cético, precisa ver pronto para acreditar, para estar bem consigo e com os outros à sua volta., enquanto que, quem prefere a beleza, o belo, a formosura, é o tipo que não gosta de coisa pronta, tem garra, acredita que lutando, tudo se consegue nesta vida., até mesmo, além do belo, do formoso, da beleza, consegue o pão, o sustento físico, a segurança, o bem-estar., mas, com uma grande diferença, acabará tendo tudo; o material-físico-financeiro, o que tanto sonhava, o que sentia, o que esperava, o que acreditava, porque, com o belo, com a beleza, com a formosura, resolveu não pegar nada pronto com o feio, por isso, conseguira forças para ser mais, para alcançar mais e ser realmente feliz com a felicidade completa disponibilizada para todo e qualquer ser humano que entenda essa questão entre a beleza (essência da vida) e o pão (praticidade básica de se viver).
Aproveito para deixar isto para que reflita - Dinheiro pode comprar Sentimento? Fidelidade? Pensamento? Integridade Devotada? Paixão? Amor? Verdadeiro Respeito e Consideração? Satisfação da Alma e Espiritual? Ou a busca pelo que é nobre e belo proporcionará tudo isso, ainda que, para aquele dado momento, a escassez material-financeira seja a comandante da situação?
Eu conversava com alguém que dizia - Minha preferência tem sido o nobre, o belo, a beleza, a formosura, o resto vem sendo acrescentado dia a dia, mês a mês, ano a ano., e isso é bom.
A Europa, por vários séculos, apresentou-se como palco de diversas guerras, principalmente em relação às duas Grandes Guerras Mundiais que foram iniciadas na Europa, inclusive.
Muitos já sabem que a Zona Europeia é uma Zona de conflito e que a unificação da Europa surgiu para que aqueles povos pudessem esquecer suas rivalidades devido às perdas provocadas pela última Grande Guerra Mundial.
E, unificação tem a ver com cooperação entre aqueles Estados, e este foi o objetivo inicial da cúpula do Conselho da União Europeia, mas de maneira que trouxesse benefício aos seus povos, e como se vê, não foi exatamente o que aconteceu.
Com isso, observou-se que muitos Estados foram deixados para trás, sim, preteridos por não possuírem condições financeiras para bancar o ideal de cooperativismo dotado pela Alemanha que possui maneira completamente diferente de pensar e de interagir entre os demais Estados, entendendo ela, que seu jeito é o mais indicado para o bem comum da Zona do Euro, não se importando, portanto, com sacrifícios que outros Estados devem fazer, mesmo sem terem as devidas condições mínimas para continuarem no ritmo acelerado e austero do convencionado pelo Conselho da União Europeia.
É óbvio, contudo, que o imperialismo se mantem de modo mascarado., ou seja, quem tem menos faz mais para quem tem mais., e isso, pode beirar à escravidão, o que, os europeus abominam, mais ainda, se forem eles mesmos os protagonistas dessa possível interatividade medonha e mais que equivocada para este tempo de globalização.
Observemos pois, o que ocorre com a Grécia, ela está completamente falida e se não derem condições para que ela se levante, as perdas deverão aumentar mais e mais. Pelo que vejo, excluir a Grécia da Zona do Euro não é a solução. Este sim, é o momento de demonstração do verdadeiro cooperativismo entre os Estados-Membros.
A Alemanha é o Estado que menos tem a perder., também, com seu jeito britânico na forma de interagir ponto a ponto, e, cedendo sempre o mínimo possível, mãe da austeridade, dependendo mais de recursos próprios do que daquilo que possa vir da Zona do Euro, não poderia ser diferente.
A França, segundo Estado-Membro em capacidade e força, agora, com François Hollande eleito presidente, poderá levar o espírito da crise da Zona do Euro para outro foco completamente diferente do atual nas mentes dos governantes de cada Estado.
No mínimo, o que se pode deduzir com tudo que vem acontecendo na Europa, é que o povo não está satisfeito. O alemão diz que Angela Merkel não deve ceder em hipótese alguma, o espanhol continua insatisfeito mesmo depois das eleições, o francês mostrou sua insatisfação na última eleição, o grego quase perdeu as esperanças, sem contar aquele que tem pouca expressão e por este motivo quase não aparece na mídia internacional, mas que, igualmente amarga, medo, frustração e incompreensão daquilo que fora acordado entre os Estados-Membros, que antes (quando do lançamento do Euro), era festa, mas hoje, caos completo.
