Coleção pessoal de gih_schmidt
O diabo não é um ser.
É um estado da mente.
“Satanás” e “diabo” não são exatamente a mesma palavra
mas apontam para o mesmo movimento.
“Satanás” é o adversário.
O acusador interno.
A mente que julga, que aponta, que coloca contra.
“Diabolos” é aquilo que divide.
A voz que separa, distorce, cria conflito.
Não são entidades fora.
São movimentos dentro.
São formas da consciência fragmentada se manifestar.
Quando não há integração, surge a divisão.
Surge a acusação.
Surge o conflito.
E é isso que chamaram de diabo e satanás.
Lúcifer, o portador da luz, não é o mal em si.
É a luz que despertou… mas se perdeu em si mesma.
É a consciência que percebe o próprio poder
e, ao invés de integrar, se identifica.
Se exalta.
Se separa.
É quando a luz vira ego.
Quando o saber vira superioridade.
Quando a consciência esquece a totalidade.
Lúcifer é a luz sem integração.
E Cristo é o caminho completo.
Cristo representa a consciência integrada.
A luz que não nega a sombra.
Não luta contra ela.
Não foge.
Atravessa.
Inclui.
Integra.
Se Lúcifer é o despertar da luz sem consciência
Cristo é a luz que despertou, atravessou e se tornou inteira.
Aqui não existe divisão.
Não existe acusação.
Não existe ego no comando.
Existe presença.
Inteireza.
Consciência.
Cristo não vence Lúcifer.
Cristo resolve Lúcifer.
Porque aquilo que estava fragmentado
se torna inteiro.
O que chamaram de “queda”
é só a luz esquecendo de integrar.
E o que chamaram de “salvação”
é a luz lembrando quem é.
O diabo existe?
O diabo não existe como um ser.Ele vive como voz.
É a mente que acusa, que manipula, que distorce.É a parte que julga, que projeta, que se esconde na sombra.
Chamaram de diabo aquilo que não souberam integrar.
Porque é mais fácil apontar para fora do que sustentar o que existe dentro.
Mas a sombra não veio para ser negada.Ela pede consciência.
Quando você olha, reconhece e integra, algo muda.O conflito deixa de comandar.A escuridão deixa de dominar.
E o que sobra não é metade luz, metade sombra.O que sobra é lucidez.
É presença.É inteireza.
É a consciência que já não é governada pelo medo, nem pela culpa, nem pela divisão.
É isso que chamam de luz crística. Não como algo distante.Mas como um estado de ser.
Quando o “mal” deixa de ser inimigo e se torna parte a luz não precisa lutar para existir.
Ela simplesmente é.
“Aquilo que realmente importa não pode ser retido. Experiências passam, formas mudam e circunstâncias se transformam.”
- Trecho do livro Nada é seu, então por que você não consegue desapegar?
Nada é permanente.
Experiências vêm e vão.
Formas se transformam.
Circunstâncias mudam.
Tentar segurar tudo é lutar contra o próprio fluxo da vida.
O que realmente importa não se prende.
Se revela, se vivencia, se deixa ir.
Desapegar não é perder.
É perceber que a essência permanece, mesmo quando tudo ao redor se transforma.
No fim, não é sobre segurar.
É sobre estar presente no que acontece e deixar seguir.
“Relações que suportam limites suportam você. Relações que exigem sua anulação não suportam sua presença inteira.”
- Trecho do livro Se você sempre se adapta, em que momento você é você?
Nem toda relação sustenta quem você é de verdade. Algumas só funcionam enquanto você se ajusta, cede, se diminui.
Mas vínculos saudáveis não se fragilizam diante de limites. Eles se organizam.
Quando você precisa se anular para manter uma relação, o que está sendo sustentado não é conexão.
É dependência de um lugar que não comporta você inteiro.
Limite não afasta quem está disponível para relação. Afasta o que só existia enquanto você se adaptava.
No fim, não é sobre manter qualquer vínculo. É sobre estar onde a sua presença cabe por inteiro.
Existe um movimento que nem sempre é compreendido: antes de qualquer expansão, existe descida.
É no contato com a dualidade que algo se revela. Luz e sombra, acerto e erro, consciência e inconsciência.
Sem esse atravessamento, não há profundidade. Não há real transformação.
A queda não é desvio. É parte do caminho. Porque é justamente ao tocar o que está abaixo que se torna possível subir com verdade.
No fim, não é sobre evitar a descida.
É sobre entender o que ela veio mostrar.
“Para que possamos despertar, precisamos primeiro conhecer a dualidade. É a descida que torna possível a ascensão.”
- Trecho do livro Além do Éden - Lilith e Eva em nós: a superação da ruptura original
“A oração, a meditação e o vazio fértil são caminhos antigos e profundamente humanos para acessar o silêncio interior e se conectar com algo maior do que nós. São práticas que transcendem religiões, culturas ou crenças específicas porque nascem da necessidade de se recolher, escutar e encontrar sentido.”
- do livro O centro é você: como se reencontrar no meio da confusão do mundo
Existe uma tendência em olhar para os pais apenas pelo que faltou ou pelo que doeu.
Mas há algo mais profundo atravessando esse vínculo.
Eles não são aleatórios na sua história.
São parte daquilo que te constitui, no que é visível e no que não é.
Muito do que você carrega não começou em você.
Mas continua através de você.
E reconhecer isso não é justificar, nem romantizar.
É compreender.
Porque, a partir dessa consciência, surge uma possibilidade diferente.
Não repetir, mas integrar.
Não negar, mas transformar.
No fim, não é sobre quem eles foram.
É sobre o que você faz com o que chegou até você.
Depois de toda ruptura, existe um momento menos visível, mas essencial.
A integração.
Não é mais sobre destruir, nem sobre romper.
É sobre reorganizar o que ficou.
Nem tudo se perde.
Mas nada volta a ser como antes.
Os fragmentos precisam encontrar um novo lugar.
Uma nova coerência.
E isso exige mais do que intensidade.
Exige maturidade para sustentar o que foi visto.
É quando luz e sombra deixam de competir.
E começam a coexistir.
No fim, integrar não é voltar ao que era.
É se tornar algo mais inteiro a partir do que foi atravessado.
“A integração é o momento de reconciliação. Foi-se o velho, foi destruído o que não servia, e agora é necessário reorganizar os fragmentos sobreviventes numa nova coerência. Integração exige maturidade, equilíbrio e paciência. É quando a luz e a sombra se unem, propósito e forma se harmonizam, e a alma materializa o que foi descoberto internamente.”
- do livro O tarô esquecido: despertando o verdadeiro propósito das cartas
“Quem confia sem ver, descobre que a fé é a ponte entre a dúvida e o milagre, entre a incerteza e a promessa cumprida.”
- Trecho do livro Antes de tudo, Deus: porque Ele é suficiente
“O colapso é a prova de que a alma está pronta para algo mais elevado.”
- Trecho do livro O apocalipse interior: a revelação da alma na linguagem do fim
“O mundo não precisa de mulheres iguais, mas de mulheres inteiras. E só podemos ser inteiras quando nos libertamos da ideia de que precisamos vencer umas às outras para merecer existir.”
- Trecho do livro O despertar da Deusa: as faces do Feminino Sagrado
“Cada escolha por ser autêntico é um passo na direção da inteireza.”
- do livro Fractais do Infinito
“Reconhecer que os pais são os transmissores das informações essenciais, tanto biológicas quanto energéticas (pela memória epigenética), nos permite compreender que eles não são frutos do acaso, mas portadores das lições que viemos integrar.”
- Trecho do livro O caminho de volta pra casa: um convite para compreender sua jornada, honrar sua linhagem e retornar ao sagrado que habita em você
O maior bloqueio criativo não é falta de técnica. É falta de permissão.
Permissão para errar, para fazer sem saber, para sair do controle. Permissão para não ser bom, pelo menos no começo.
Quando tudo precisa sair certo, nada começa.
A criatividade não nasce da cobrança.
Ela nasce do espaço. E, muitas vezes, criar não é sobre produzir algo incrível.
É sobre se mover, se expressar, se tirar do automático.
Você não precisa estar bem para criar.
Às vezes, é criando que algo em você se reorganiza.
No fim, não é sobre o resultado.
É sobre o que se libera enquanto você faz.
Tudo que acontece tem um propósito, mesmo quando não conseguimos enxergar de imediato.
Cada experiência, cada desafio, cada encontro ou perda, guia a alma de formas sutis.
Nada é por acaso. Nem os caminhos difíceis, nem os tropeços.
Tudo ocorre exatamente como deve ser.
O segredo está em perceber, acolher e aprender com o que surge.
