Coleção pessoal de frank37

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Nós nascemos assim, nisso: Nos hospitais que são tão caros, que são baratos para morrer; num país onde as cadeias estão cheias e os hospícios estão fechados; num lugar onde as massas elevam idiotas em heróis ricos.

Todos nós vamos morrer, que circo! Só isso deveria fazer com que amássemos uns aos outros, mas não faz.

As pessoas são interessantes no início. Aos poucos, porém, todos os defeitos e loucuradas botam as manguinhas de fora, é inevitável. Começo a significar cada vez menos pras pessoas, e elas pra mim.

O trabalho estava me dando nos nervos. Seis anos, e não tinha um centavo no banco. Era assim que pegavam a gente - só davam o bastante para a gente se manter vivo, mas nunca para acabar se escapando.

Que tempos difíceis eram aqueles: ter a vontade e a necessidade de viver, mas não a habilidade.

Eu estou velho quando a moda é ser jovem. Eu choro quando sorrir está na moda.

Sempre haverá alguma coisa para arruinar nossas vidas. Tudo depende do quê, ou de quem nos encontra antes... Nós estamos sempre maduros e prontos para sermos levados.

Eu gostava do lugar, tinha grandes árvores que davam sombra, e desde que algumas pessoas haviam me dito que eu era feio, sempre preferia a sombra ao sol, a escuridão à luz.

Se você está perdendo sua alma e você sabe disso, então você ainda tem uma alma a perder.

(...) Será que eu era a única pessoa que perdia tempo pensando nesse futuro sem perspectivas?

A maior parte do mundo estava doida. E a parte que não era doida era furiosa. E a parte que não era doida nem furiosa era apenas idiota.

Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua, e parece que aquilo foi escrito só pra você, é maravilhoso.

Não gostava de nada. Vai ver eu estava com medo. É isso: eu tinha medo. Eu queria ficar sozinho num quarto com a janela fechada. Fiquei curtindo essa ideia. Eu era um trambolho. Eu era um lunático.

Várias vezes pensei em desistir e morrer. Encontrei uma lata vemelha e verde, linda. "PERIGO", dizia na lata, "prejudicial ou fatal se ingerida". Eu era um covarde: pus a lata de volta no lugar.

Minha única ambição é não ser nada, me parece a coisa mais sensata.

Definição de bom bairro: lugar onde a gente não tem condições econômicas para morar.

Beleza não vale nada e depois não dura. Você nem sabe a sorte que tem de ser feio. Assim quando alguém simpatiza contigo, já sabe que é por outra razão.

Posso viver sem a grande maioria das pessoas. Elas não me completam, me esvaziam.

A vida me fode, não nos damos bem. Tenho que comê-la pelas beiradas, não tudo de uma vez só. É como engolir baldes de merda.

Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssimo em tudo.