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Coleção pessoal de francis_jeff

Encontrados 8 pensamentos na coleção de francis_jeff

Canetas e lápis soltos
Papéis, cadernos, agendas
Tudo, tudo e mais um pouco
Tal pintura, triste cena
Cada instrumento meu
Sobre a mesa despojado
Não consigo escrever assim
Sem ti, sou um reles letrado.

Sou um peixe a se estranhar
Sou de letra, não de água
Não sou de rio, mas de página
Navego o mar das palavras,
Onde existir é viajar.

A vida é, verdadeiramente,
apenas um incômodo
em meio à paz na inexistência
e o descanso na morte.

Somos como as nuvens que navegam no mar do céu. Nos despedaçamos, nos unimos, nos tocamos. Dançamos, sacudimos, nos chocamos. Ficamos cheios de mágoas e depois choramos. Como os trovões gritamos e como os raios, ferimos. Como as tempestades, nos revoltamos. Passada a tormenta, nos entregamos a este azul infinito, indecifrável, irredutível, que é o oceano da vida. Somos empurrados pelo vento, o destino que não controlamos. Reféns do tempo nos desmanchamos. Para o nada, para o temido nada, simplesmente ao nada, retornamos.

Dói não ter a que recorrer,
Querer falar sem ter palavras,
Dói ver a se mesmo e perceber:
Tudo é uma queda e não temos asas.

Tudo que te disse, esquece,
Isso já não mais importa.
Quando quis te falar "eu te amo"
Parei diante da tua porta,
Impenetrável pra mim,
Inacessível agora.

Quando te vejo
Passo a ter em mente
A noção dessa dor
Que todo poeta sente
Que a tudo entristece
Que fere a alma da gente.

As tuas linhas magnéticas
Me capturam a todo instante.
O teu abraço, de amor imantado,
Atrai todo o ferro de meu sangue,
Todo o sangue de meu corpo,
E todo o corpo do meu ser.