Coleção pessoal de fabio_cabral_da_silva

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O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina é o primeiro e mais importante degrau para se chegar ao conhecimento.

A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos.

O homem é livre tanto para conhecer o que quiser como para agir da forma que quiser, mas Deus através da sua providência conhece também o futuro das ações humanas. Essas duas ideias parecem contraditórias, mas para Maimônides elas são conciliáveis, como essa conciliação acontece é que nós não sabemos.

(Página 2).

Seja perplexo.

O ato de criação foi um ato livre e não um ato necessário, dessa forma o mundo poderia ser diferente do que é, mas ele é assim por causa de uma escolha livre feita por Deus. Se o mundo pode ser diferente é porque ele não é absolutamente necessário, e se ele não é necessário, não é eterno.

É melhor inocentar mil culpados do que matar um só inocente.

Não existe outro meio de conhecer Deus que não seja através de suas obras, são elas que indicam a sua existência.

A perfeição espiritual do homem consiste em se tornar um ser inteligente, que conheça sobretudo a sua capacidade de aprender.

Um jogador perde sempre. Perde dinheiro, dignidade e tempo. E se vence tece em torno de si uma teia de aranha.

Para Maimônides a alma é essencialmente única, mas tem em si cinco faculdades: A força vital; os sentidos; a imaginação; as paixões e vontades; e a razão que nos dá liberdade de compreensão. A razão é a faculdade que diferencia o homem e o faz ser o que é, as outras são compartilhadas também pelos animais.

O risco de uma decisão errada é preferível ao terror da indecisão.

Quando os intelectos contemplam a essência de Deus, sua apreensão torna-se incapacidade.

A conversa secreta é um encontro direto entre Deus e a alma, abstraída de todas as restrições materiais.

A alma é distinta do corpo.

A mulher é um homem imperfeito.

Todas as religiões são criação humana equivalentes e por conveniência pessoal e pelas circunstâncias escolhemos uma.

Conhecimento, estupidez, riqueza e pobreza não podem ser escondidas por muito tempo.

Nada é supérfluo na natureza.

Recolhe-te em ti mesmo e observa. E se achas que ainda não és belo, faze o que faz o criador de uma estátua que deve ser bela. Ele corta aqui e ali, alisa acolá, torna uma linha mais leve, uma outra mais pura, até que na estátua surge um belo rosto. Faze o mesmo: corta o excesso, endireita o que está torto, leva luz ao que está sombrio, trabalha para fazer com que tudo resplandeça em beleza, e não cesses de cinzelar a tua estátua até que ela desprenda sobre ti o divino esplendor da virtude, até que vejas a bondade final estabelecida com firmeza no santuário sem mácula.

Para Plotino (204-270 ac), mesmo o mal tem a sua razão de ser, pois sendo ele inevitável, significa que ele é necessário. Ele atribui ao mal também uma função ética, ele vê no mal uma espécie de expiação por uma culpa original.