Coleção pessoal de evelyn_nascimento_2

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⁠Cor e luz, ação e movimento, tudo é arte.

⁠A cada não que você me dá, você mata um pouquinho o amor que está no meu coração

⁠Eu sinto uma solidão profunda quando percebo que eu não te tenho...

⁠Como você quer ser recebido? Já não sei mais...se te quero

⁠Desejo, saudade, amor e paixão tudo se misturam quando eu te vejo e o que falta eu te ter pra sempre?

⁠Eu sonho contigo todas as noites, nós somos felizes nesse anonimato

⁠Já tentei de tudo, pra provar que eu te amo

⁠Como cartas antigas assim eu rabisco a dor de não poder te amar

⁠Eu espero você chegar.., é porque tenho a esperança de um dia ouvir você me dizer que me ama

⁠Eu sei, sei que não me amas, eu sinto o frio, o gelo e o aperto da sua ausência no meu coração.

O que me adianta você voltar? Se quando voltas, não voltas pra mim!?

Como a chuva nos dias cinzentos,assim são os meus dias sem você, solitários e frios⁠

⁠Crônica: O Mapa dos Textos Inacabados


Existe uma tirania da página completa. A exigência de que o pensamento seja redondo, a frase, lapidada, a ideia, finalizada e assinada com um ponto inquestionável. Mas a vida, convenhamos, não é feita de tratados; é feita de sussurros interrompidos, de notas de rodapé que nunca chegaram ao livro e de rascunhos rasgados.
Aqui reside o poder dos pequenos textos inacabados e eficazes, intrépidos e vorazes que falam sobre você.
Eles são a nossa verdade mais bruta, a confissão não autorizada pelo censor interno. Pense nas listas de supermercado rabiscadas, que revelam não apenas a fome, mas a pressa, a desorganização charmosa, a prioridade daquele dia. Pense nas mensagens de texto digitadas e apagadas, aqueles dez segundos de fúria ou de amor inarticulado, que morreram no limbo digital, mas que continham a essência do que a sua alma gritava.
Esses fragmentos são eficazes porque ignoram a burocracia do bom-tom. Eles não têm tempo para introdução, desenvolvimento e conclusão. Vão direto ao ponto nevrálgico: o desejo, a dúvida, o pico de alegria. Um haicai mental que, por sua incompletude, nos força a preencher as lacunas, convidando-nos à intimidade.
São intrépidos porque ousam ser feios. Ousam ser mal escritos, gramaticalmente incorretos, ou até mesmo incompreensíveis para qualquer um que não seja o seu criador. Eles quebram a regra de que a arte deve ser perfeita. São a prova de que a vida é um borrão maravilhoso, e não uma aquarela de precisão cirúrgica.
E são vorazes. Devoram a máscara social. Enquanto o seu currículo, sua biografia e seus posts cuidadosamente filtrados buscam construir a imagem de quem você gostaria de ser, o texto inacabado revela quem você é. Ele carrega o cheiro da ansiedade que o fez acordar às três da manhã e o arrepio do insight que durou apenas um instante.
O Ser Humano, afinal, é um projeto inacabado. Somos a eterna promessa, nunca a realização total. E é por isso que esses pequenos textos, que não pedem licença e não esperam aplausos, são os mapas mais honestos. Eles são os vestígios da sua mente em estado de fluxo, a prova de que a maior poesia está no que não foi dito por inteiro.
Portanto, olhe para os seus fragmentos. Eles não são falhas. São o seu diário mais íntimo, a crônica mais verdadeira de quem você ousou ser, mesmo que por apenas um instante e meia linha. A incompletude é a sua assinatura mais autêntica.
Esta incompletude é também um ato de resistência contra o "culto do impecável". Vivemos na era da curadoria da vida, onde tudo deve ser filtrado, editado e exibido como uma peça de museu. O fragmento, no entanto, recusa o palco; ele reside na margem do caderno, no verso do guardanapo manchado, na nota de voz que é cortada pelo barulho de um carro. Esse é o seu território sagrado: o não-lugar da performance.
Nesses nichos de verdade, a clareza chega como um raio, intrépida, e se esvai antes que possamos vesti-la com palavras adequadas. O texto inacabado é o registro exato desse instante fugaz de lucidez, antes que a razão o domestique. Ele é um pacto consigo mesmo: a promessa de uma ideia que talvez nunca se concretize, mas que foi, no seu nascimento, absolutamente vital. É o seu código secreto, a sua língua franca com o seu próprio inconsciente. E é justamente por serem inacabados que eles permanecem vivos. Se estivessem completos, seriam memória; como fragmentos, são eternas possibilidades. Somos todos, no fundo, a soma voraz desses pequenos textos à espera de um final que, poeticamente, nunca chegará.
E é nessa espera, nessa promessa suspensa, que encontramos a liberdade mais pura. O texto completo é um corpo fechado; ele não pode mais mudar, não pode mais se contradizer. Sua verdade é finita. Já o fragmento, o pequeno texto voraz, mantém todas as suas portas e janelas abertas. Ele carrega consigo o peso do "ainda não", a energia do "e se". Essa incompletude nos obriga a voltar, a tentar de novo, a continuar o diálogo com a página, com a vida. No fundo, a crônica da nossa existência é apenas uma coleção de começos brilhantes e meios confusos. E o maior ato de autoconhecimento é amar esse caos, reconhecendo que a única forma de o Ser Humano não se tornar um objeto de museu, frio e intocável, é permanecer, para sempre, um rascunho apaixonado.
O nosso legado, quando partirmos, não será a obra terminada que deixamos sobre a mesa, mas sim a pilha de papéis a meio. Não é o livro publicado, mas a anotação na margem que revela a dúvida mais íntima do autor. O que fala verdadeiramente sobre nós é o conjunto de pontos de interrogação que não conseguimos resolver, as ideias que foram grandes demais para caber numa única frase. São esses fragmentos de pensamento, carregados de vida não vivida e intenção pura, que se tornam convites para quem vier depois. São a nossa maneira de dizer: "Continue, a história não é minha, mas nossa". E assim, nesse mapa voraz e intrépido de textos inacabados, encontramos a nossa mais profunda e mais humana imortalidade: a de sermos possibilidade até ao último suspiro.

Sorria e o mundo se abrirá, mostrando que a alegria é a força mais poderosa

Escuta o vento e entende que cada escolha é uma ponte entre o que somos e o que podemos ser.⁠

Segue seu caminho com coragem silenciosa, conquistando o impossível com determinação.⁠

Dance com a luz da manhã, e transforme cada instante em poesia viva.

⁠Manifesto do Abandono
1. Não! Você 🫵🏽 não me ama!
2. Não! Por isso nada meu é importante pra você!
3. Não! Não sou sua prioridade!
4. Não às suas desculpas! -"o celular me atrapalha"- pra explicar sua demora pra responder
5. Não! Não serei mais útil pra você!
6. Não serei mais presença!
7. Não a sua autosuficiência! - você sabe que precisa de mim!
8. Não! Eu não sou uma cilada se é isso que você pensa!
9. Não precisas mais me ignorar! Basta!
10. Não ao lugar que não me cabe! Quero paz, leveza, e amor profundo! Intensidade, verdade e cumplicidade!

Nossas imperfeições é que nos tornam únicos ⁠

A simplicidade mantém a mente leve.