Coleção pessoal de Emylyaf

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⁠Qual preço de uma vida questionada? Segurei firme minhas dores para continuar, mesmo sem razão, e ao decorrer da minha curta existência, perdi o propósito. Mirei em focar no que me tirava a ideia negativa sobre meus dias tenebrosos, com a ansiedade a tomar todo tempo atmosférico de mim, sonhava com o prado e o calor sutil percorrendo meu rosto, nos campos nirvana, pensar no que me confortaria, me desviaria de toda pungência do meu ser, calibrando com ilusões, creio que foi o que me sustentou tanto tempo, pois não há esperança em mim, mas o imaginário me ampara.

⁠Em todas as nuvens que já passei, a que mais me alcançou se nomeava letargia, e se findava a mim como uma corda firme e magnética, nada vaporosa, apenas incompressível a uma resposta á procurar razão, e mesmo que eu sonhasse com a liberdade, ela não me soltava, e a cada minuto naquela altura e dentro desta nuvem, meu ar era escasso e minha visão se encurtava, já não via beleza, já não via sentido, e aos poucos aceitei como parte de mim, mesmo sabendo que a qualquer momento ela me mataria, não tive culpa de chegar a este cenário umbratico, mas todas as circunstâncias durante o trajeto, trouxeram-na a mim, e assim, ficou até instalar-se em mim completamente, como um parasita que me tirou a calmaria e subsistência, nada mais parece me alcançar, estou convencida que meu tempo é breve, mas ainda posso imaginar a arte e a música dentro de mim, é o que me mantem resistente, mesmo que momentaneamente.

Me encontrei num barco ao relento, percebi aos poucos os murmúrios da noite me encontrarem, enquanto sentia meu corpo imóvel e mesmo assim seguia o movimento das águas, levanto-me e me vejo a mar aberto, envolto de luzes que apenas a natureza me achava, segurei firme entre as bordas, e vi criaturas florescentes compactadas ao mar, tão sereno quanto meu estado, o sonho que refletia minha profunda alma almejamdo paz, e aquele lugar, era eu.

⁠São simultâneas nossos reles aflições, quando espírito pesa, a mente e o corpo decai, o santuário somatótipo se torna uma cela amontoada de caos e medo, carregada de vastos anseios, como um jardim de espinhos e campos de galhos cortantes, uma floresta intérmina e escura. Sabe escutar seu eterno ? O núcleo de um ser desalentado e sufocado, sente o chão tremer ? O íntimo que a todo tempo pede amparo, sente o caos da elucubração mortal ? Que não para e pensa e pensa e pensa… em sua totalidade vive pela magia do próprio suplício, e engasga com a toxidade das venturas, corroído e aparado por picos de sortilégios. Consegue sentir ? (.)

⁠É um vácuo de ideias e caos que prorrompe a barreira do pensamento, é perpétuo o momento que se estingue a sensação de se estar pleno, respiramos palavras e sentimentos, guardamos artes de lucidez e imaginações, escutamos Mozart para vivenciar o eterno, excluímos filmes para conservar os livros, e mergulhamos um nos outros pra abrigarmo-nos…

⁠Contraditórios os seres humanos, em cada passo que dão em suas vidas são vãos de duplicidade e anseios, acomodados em seus juízos caóticos, e presos em seus espíritos extraviados, degladeiam com suas mentes diariamente,onde o mundo é um palco no qual a carnificina perpétua até a derrota. E essa sociedade competitiva em que a embustice se assola desde a alvorada da cioforia, ao passo que ainda inocentemente não idealizam essa praga que concerne a humanidade, é um ciclo vicioso e sem salvação.

⁠Às vezes sento no meu espaço olhando para o céu, e milhares de perguntas me surgem, mesmo assim eu paro, e admiro essa arte natural que me permite por alguns minutos sentir-me significativa, é uma bobagem, contudo, coisas pequenas é que estimo, mas infelizmente são coisas breves, visando que minha mente e alma está corrompida, os sentimentos bons são tão breves que parecem flashs, mesmo assim ainda me permito sonhar com a imensidão do universo e seu convite, me atrai, poder participar de sua grandeza, pois sinto que na terra de nada valho e não tenho propósito, mas... gostaria de ser uma estrela pra guia os sinuosos, ou transitar entre os astros, fragmentos e planetas como um viajante, poder me sentir plena e pertencente a algum lugar.

⁠Vivemos numa sociedade amnésica, pessoas e pessoas vivem a vida como imaculados, principalmente dentro da Internet, e até na vida real usam máscaras pra coexistir e suportar o maçante cotidiano que vivem. Se pararmos pra pensar, a perfeição ela é correspondente ou caçada, assim como a felicidade, ou você mente pra si e pra o mundo que é perfeito e feliz, ou você busca incansavelmente essa ilusão pra ostentar, e quando percebe que não tem, inveja as falsas conquistas alheias nas redes sociais, assim, você segue dois rumos lógicos, ou sofre e pensa ser um merda incapaz, ou finge perfeição e felicidade para os outros também. Que mundo louco, não?

⁠É exaustivo a espera... esse oco conduzida a alma, lares de temporais infindáveis. Deliro em sonhos cósmicos, abasteço-me de ideia lunáticas, tornando meu mundo fantástico... mas ao acordar, a penumbra da realidade retoma minha vida. Toda a ambitude de meu ser destruido e desacreditado corroe as paredes dos me sentidos, e aos poucos perco a razão. Ponho-me aos ombros do universo, envolve-me com tua eterna gama de serenidade, deixe-me adormecer, se torne meu abrigo, minha casa, pois tenho a necessidade deste amplexo constante, e por fim, meu espírito sossegara em teus braços.

⁠como numa sinfonia que precisa ser constantemente ouvida e apreciada, pois a arte é absorvida através da sensação de somar e participar.

⁠Eu me li e reli várias vezes, questionei, refleti e me mastiguei, engoli palavras, engoli dores, engoli pensamentos, solucei lembranças e chorei mágoas, respirei desilusões e contrai angústias, adoeci cronicamente, me refiz por fora, me reservei por dentro, dificultei, lutei, resisti, intensidade minha, legítimo verso, sou eu minha obra, meu universo, corpo, mente em espírito, absorvo-me como visto, descendo da arte, é o que soma a minha natureza.

⁠Cogitei hoje cedo ao acordar, a cerca dos meus lares mais privativos; complexos e profundos, reprofundei ainda mais, então tive a sensação de percorrer vários vestibulos cromados que refletiam-me como poeira, lembranças e clarões, então reuni em mim minha grandeza, pra não ruir e findar-me ao acaso, e cair no mesmo despenhadeiro do autodesprezo.

⁠Mísera Alma combalida que reconhece os danos da vida, desapossa do que lhe é essência, e perdes a cor da vida pra te afogares no negro completamente opaco, o pouco que experimentastes por tanto tempo e perpassou, te ausentou a bondade pra te sobrares o pior. Desprezam-te a virtude, desaprenciam tua particularidade. Torna tua complexidade nula, dar-te ei a espada e que teu coração seja teu escudo, teu brasão tuas cicatrizes e tua força o pesar.

⁠Migalhas de prantos, que molham-me o rosto e imerge meu coração, dizima minha ternura e sobrecarrega minha mente, rompem-me sentimentos e criam-se milhares de ansiedades. - me deprime o avinagrado desadormecer pra vida - mergulhei e boiei, nadei no infinito mar de desilusões e angústia do meu ser, pra aliviar meu anseio de me perder e sumir de mim mesma.

⁠Soube apreciar o enverdecer da floresta, sua calmaria em constante mudez, e seus galhos alvoroçados que por nada mal emitiam som - para meu eu lírico, deixo o que mais emite sentido - o Sol da meia noite que nunca á de se pôr, pra mim tem valia de grandes sons melódicos, minha alma sintoniza com o mar e céu, que juntos formam a mais clara pintura natural que reassoa em meus ouvidos, e me trás um sabor doce e quase eterno em um momento.

⁠É quase ressonante sua alma debilitada, que revés sua vida, pormenor sua ossaria pútrida sob a terra traiçoeira do cemitério, diante de sua existência epíloga; acabada, e dizia sua lápide esquecida, aqui jaz sua expectação.

⁠Apetece o olhar sereno do céu mais escarlate, em sua festa trovejante sob mosaicos na colina - vens ver tua majestosa abrigada, que também está a festejar sem tua companhia - sereno é o olhar sim, deste olimpo fantasma, que te cobre de sentimentos e de deslisura, pois bonito mesmo é a verdade que se esconde atrás das respectivas chuvas e neblina lugubre.

⁠Uma vida Solitária e Angustiada, Cujo o mundo tirou seu brilho, escrevendo pra amenizar essa dor e vazio e assim suportar seu universo caótico e deglutir a seco essa humanidade completamente desalinhada.

⁠Nebulosa onda mental, intrafegável ao caminhar, sem horizontes, sem ar. Volúvel e instável, meu ser, cai em seu próprio precipício desmedido e incompreendido. Insípido e doloroso, resiste e persiste, sem volta, sem ida, perambular em seu universo, tremenda perda, nesse ensejo, retrocede, vai longe, e então, funde-se ao acaso, ao todo, em sua própria consciência.

⁠Subjugue teu próprio espírito para assim dominar tua mente, para assim reprimir a matéria ínfima, nesta parcela conseguir alcançar a si mesma através de sua própria dimensão existencial, visando sua força e importância.