Coleção pessoal de eltoncunha13

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O risco ignorado hoje é o desastre justificado amanhã.

O desastre vence quando o risco deixa de incomodar.

O fracasso não está na falta de alerta, mas na convivência prolongada com o risco, que transforma o excepcional em rotina e o desastre em destino.

Como nos contos das tragédias gregas, o Desastre não ocorre pela ignorância do risco, mas pela adaptação silenciosa a ele.

Quando o poder público se acostuma ao risco, a sociedade paga com tragédias anunciadas.

Quando o patrimônio histórico e cultural de uma nação é tão precioso quanto seu PIB, protegemos e preservamos a nossa própria essência.

Prevenção não é campanha, é uma ação diária, sem a lembrança e a prática constante, a preparação vira retórica e o desastre vira rotina.

Buscamos luz no amanhã, mas a resposta irônica e amarga sempre esteve no passado.

“A esperança concede força ao fraco, transforma o covarde em herói,
sublima o egoísmo por amor,
converte o medo em convicção,
os sonhos em propósito e o
individualismo em fraternidade.”

⁠A proatividade é um pré-requisito inegociável na Defesa Civil, sobretudo na Gestão de Riscos.
Se essa habilidade ainda não faz parte do seu repertório profissional, há duas possibilidades: Você está falhando gravemente ou a Defesa Civil não é o lugar certo para você.

Sem o conhecimento das decisões políticas, econômicas e sociais do passado, torna-se inviável buscar soluções plausíveis e sustentáveis para os desafios do presente.

Quando a comunidade se prepara, os desastres não são uma opção.

⁠Avaliar a eficácia de uma Defesa Civil apenas pelas ações corretivas e perpetuar a lógica da resposta tardia do Estado é elogiar o bombeiro e ignorar o incendiário: sua verdadeira medida de desempenho está no que consegue evitar ou minimizar não no que tenta remediar depois do Desastre consumado.

Assim como o poder e a oportunidade, a escolha na Omissão desnuda a verdadeira natureza humana. Ela não distingue raça, nacionalidade, religião, cultura, educação, ideologia, partido político ou qualquer outro status quo, é universal e silenciosa. Em algum ponto de nossas breves existências, todos já fomos cúmplices por Omissão. E quase sempre, essa escolha de nada fazer serve apenas para corroer, em silêncio, o que ainda resta de nossa Humanidade.

⁠Uma nação democrática e forte se edifica com coragem e determinação, jamais pela conivência com a covardia.

⁠A educação e o conhecimento representam a maior ameaça para aqueles que instrumentalizam o poder público democrático em benefício de interesses corporativos e financeiros.

⁠Iludimo-nos ao acreditar que detemos o poder por meio da escolha, contudo, ou nos adaptamos, ou sucumbiremos à extinção, vítimas de nossa própria soberba.

⁠A tolerância ao mal faz daqueles que a toleram cúmplices deste mal.

Uma Defesa Civil que exclui a participação ativa da comunidade, das organizações públicas, das ONGs e do setor empresarial na elaboração e operacionalização de um plano de contingência para os desastres não está cumprindo sua função essencial; está, na verdade, distanciando-se de seu propósito fundamental e negligenciando seus princípios básicos em Proteção e Defesa Civil.

⁠A sua tragédia nos Desastres não pode ser atribuída meramente à natureza, mas é, em grande medida, resultado de omissões históricas e negligências sistemáticas que perpetuam vulnerabilidades e injustiças.