Coleção pessoal de bonecadepano
Levamos muito tempo para perceber que estar de olhos bem abertos não é o mesmo que enxergar as coisas como elas realmente são. 'Ver' vai muito além de simplesmente só olhar.
O problema está em nossos olhos que - sempre enganados - tendem a focar-se naquilo que não passa de ilusão, enquanto o que é verdadeiro e possivelmente mais encantador, passa despercebido.
Não sei o que foi que engoli desta vez pra causar tamanha indigestão. Talvez, as minhas próprias palavras.
Eu me queria de volta mesmo que fosse doer, mesmo que fosse fazer pensar que na verdade eu poderia ser todas as coisas do mundo. Queria de volta poder chorar, mesmo que não parasse nunca mais, mesmo que não fizesse parar de doer ou que virasse escudo, contra todas as coisas do mundo que me roubam todos os dias, pra eu ser aquilo que não sou, sem poder escolher.
Quero um relógio quebrado, pra bagunçar as horas e entrar em sintonia com meu coração bagunçado, pra então fazer sentido, pra eu não fazer mais nada no tempo errado.
Volta pra casa, arruma sua cama que ta com aquele cheiro de gente doente que não levanta faz tempo. Joga fora aquele bilhete guardado na agenda, joga fora a maldita teimosia e abre a janela pra respirar.
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Sabe o que eu queria agora, meu bem...
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo desegano
Mas, a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida.
Na convivência, o tempo não importa.
Se for um minuto, uma hora, uma vida.
O que importa é o que ficou deste minuto,
desta hora, desta vida.
Lembra que o que importa
é tudo que semeares colherás.
Por isso, marca a tua passagem,
deixa algo de ti,
do teu minuto,
da tua hora,
do teu dia,
da tua vida.
"A paz não se aproxima daquele que a quer, mas daquele que também a produz. Não se pode ter tranquilidade na sua vida se você causa tumulto na vida de outra pessoa. O mesmo vale para o amor, o perdão e o respeito. Se você espera ter coisas boas em sua vida, precisa praticá-las com verdade."
