Coleção pessoal de elibarros

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Uma porta
Uma janela
Uma fresta
Um buraco
Uma nesga
Onde entre luz
Onde sopre vento
Onde ouça o mar
Onde haja vida
Que se apresente
E seja presente.
Não ausente
Dissidente
Expoente
vida simples
Sem pretensão
Nem retenção
Simples vida
Vida boa
vida de passarinho
que canta sem ter porque.
Que vive sem saber pra que.
Cumpre o que tem que fazer.
Simples assim, lindo assim.
Vida de passarinho.
Onde suas paredes são as árvores
E seu teto é o azul do céu.

Eliane Correia
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"Acordei e a ouvi cantando.
Sensação boa era essa.
Cheiro de casa, de mãe, pai e filhos.
A melhor impressão que um filho pode ter
Ouvir o canto de mãe.
Olhá-la nos olhos e ver neles mais que lágrimas.
Ver paz. Ver cuidado, Ver amor. Ver vida.
Minha mãe cuidou de mim, mas não de si.
No dia que encontrei seus olhos tão tristes.
Eu também me descuidei".

Eliane Correia

Gostava de ouvir Vivaldi
Era como olhar o mar
Sua constância
Seu ir e vir.
Calmaria, agitação
Sempre compassado
Constante nas inconstâncias
Qual as cordas do violino
Acariciadas pelo arco
Ao sabor do artista passa da
Calmaria à agitação
Sem perder a suavidade,
A beleza, o esplendor.
A beleza da sua música ou do mar
Não a deixava alegre ou triste
Só em paz!

Eliane Correia
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Foi incapaz de existir, de habitar, de sentir.
Teve necessidade de olhar, de enxergar, de voltar.
Sentiu medo de atrair, de gostar, de ficar.
Revoltou-se em obedecer, proteger, confiar.
Volúpia do querer, prazer, amar.
Sentimentos,emoções, comoções, o que são?
Para que servem?
Confundir? Esclarecer? Enlouquecer?
Te tornar humano?
Não conseguiu entender.
Esses mesmos sentimentos tornam os
Humanos tão desumanos.
Não serviam para ela, e para você?
Quer saber? Vai lá, paga pra ver!

Eliane Correia
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Seres inanimados
Parados, sem vida
E o que tem vida?
O que os anima?
E quando desanima?
O que ou quem os reanima?
E se não voltar?
Que nome se dará?
Objeto? Inanimado?
Ou desanimado?
E se assim ficar? O que será?
Ser sem vida?
Sem sangue?
Sem fluxo?
Sem nada?
Não existir é melhor
Que viver e resistir
Á tudo, à todos, à si e a Ti.

Eliane Correia

Tenho uma pressa que surge lentamente
Pressa onde a vida surgiu novamente.
A minha, a sua, a nossa vida
Vida que quer viver plenamente.
Um dia eu quis. Hoje não quero mais morrer.
Quero crescer, florescer, renascer.
Em mim e em Você.

Eliane Correia
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Bicho homem
"Homem mata homem
Destrói a natureza
Desgraça a mulher.
Homem que esquece de Deus
Ignora seu passado
Brinca com seu futuro.
Acaba com sonhos de quem lhe
Cruze o caminho.
Seja esse, homem, mulher,
Criança ou bicho.
O bicho homem é mais selvagem
Que o mais selvagem dos bichos.
Porque aquele tem consciência
Tem inteligência.
Age com crueldade, por pura maldade".

Eliane Correia
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" O caminho.
Para se chegar
Há que se passar
pelos caminhos.
Caminhos diversos
Caminhos tortos
Caminhos certos.
Caminha seus caminhos
E eles certamente te levarão
Ao Caminho"

Eliane Correia
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"escrever é desagarrar
Afrouxar as amarras.
Os pensamentos saltam
Como fossem estrelas
Despencando do céu da sua mente
Para o chão do papel".

Eliane Correia
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"E um dia, ela virou criança.
assim como ele havia sido.
Criança linda, boneca na mão,
Sorriso nos lábios.
Dissipou-se a tristeza dos olhos.
ficou a ternura dos que não guardam
mais as lembranças.
quem sabe só as doces?
Ternura dos que não sabem mais nada.
E nem querem saber.
Só desejava dormir, comer, olhar, abraçar
e beijar os que amava e ser feliz assim.
Era só o que importava agora,
Seus queridos, sua gatinha, seus lençóis.
Seus temores haviam cessado.
Não havia espaço, tampouco tempo.
Lembranças ruins se apagaram.
As boas só lampejavam em sua linda
cabecinha de menina.
Agora levada, como nunca pôde ter sido'.

Eliane Correia

Tenho andado devagar, perdi a pressa.
senti de repente que o tempo anda comigo
não corre na minha frente.
Também não preciso correr atrás dele.
Posso caminhar lentamente ao seu lado.
Olhar os que passam, lembrar os que foram
Despedir-me dos que vão.
Assim,calmamente...
E assim, vou andando meu caminho
Com tempo de olhar a paisagem
Dar um adeus a criança que passa
Dar a mão ao velhinho de andar vacilante
Tomar um sorvete de tarde, andar descalço
viver minha vida com a simplicidade
Daqueles que perderam a pressa.

Eliane Correia
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