Coleção pessoal de ElenirCruz

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Amor não se implora
O cansaço venceu
Desafeto seu
Desapego meu...

Aos conhecidos, entregamos o que eles querem ouvir; aos amigos, o que eles precisam saber. Se para uns o ego basta, para os outros a sinceridade é o que sustenta o laço.

Novos contatos florescem no que antes era medo,
Descubro que a vida não guarda segredo:
Perder quem não soma é, enfim, se encontrar,
Pois quem nunca foi seu, não há como deixar.

A gente espera de quem está perto,
Mas o deserto ensina a caminhar.
A decepção é o rito de passagem:
O medo de perder se apaga
Quando percebemos que ninguém se perde
Se nunca pertenceu ao nosso lugar.

Esperamos o mundo de quem caminha ao nosso lado,
Por quem doamos o tempo, o zelo e o cuidado.
Mas se o retorno é vazio, o sentimento esfria.
​A decepção, então, vira bússola e guia,
Abrindo caminhos que antes não se percebia.

O grupo não apaga o brilho individual; ele serve de holofote para que você chegue mais longe.

“Não sou da folia, sou da poesia.”
Não sou da folia, mas
gosto do riso solto na esquina,
do confete que dança no vento
e da música que abraça de longe.
Fico na calma do meu canto,
vendo a cidade virar cor.
Não pulo, não bebo, não grito —
mas deixo o coração sambar
bem baixinho por dentro.

​Mãos cerradas que nada ofertam,
Coração mudo que não sabe agraciar.
Vive o lamento de quem se sente só,
Mas esquece que o amor é via de par.
​Exige o brilho, o mimo, o cuidado,
Faz-se vítima do próprio deserto.
Quer ser banquete em solo sagrado,
Sendo apenas um abismo aberto.

Coração de cofre, mas expectativa de herdeira. O amor não é caridade para sustentar quem só sabe receber e nunca tem nada a oferecer.

Especialista em cobrar o que não sabe dar e em esperar presentes de mãos que ela mesma fez questão de deixar vazias. O vitimismo é um palco pequeno demais para tanto ego.

Quer banquete de quem sempre recebeu migalhas? A conta não fecha. O afeto é uma via de mão dupla, não um pedágio onde você só recolhe o que os outros pagam.

Quer o brilho do sol, mas se recusa a ser luz. Triste destino o de quem espera colheita farta em terra que nunca se deu ao trabalho de plantar.

Amo seu jeito de não ser do meu jeito.
É no contraste do seu riso com meu silêncio
que a gente se encontra e se refaz.

Mãe
Ela é pão na mesa e o teto no temporal. Há quem chame de cansaço, ela chama de entrega.
Sua armadura é feita de preces e paciência.
Mãe: é um exército de um só coração.

Mulher
Ela carrega tempestades no olhar e calmaria no sorriso.
É feita de aço revestido por pétalas, dobrando-se ao vento sem quebrar.
Suas cicatrizes são mapas de guerras vencidas em silêncio.

​Deixou a chave sobre a mesa
e o silêncio sobre a cama.
No bilhete, apenas um adeus
escrito com a pressa
de quem já não tinha
mais nada a dizer.

​A chave gira e rompe
o silêncio do seu bilhete.
Ruído que engana:
não é quem chega,
é a partida que ecoa.

Tem dias que odeio o que mais amo...
Eu!

Reclamou, chorou, gritou: Quanta ingratidão! Até alguém te estender a mão e o guiar para o caminho do sucesso.
Agora, protagonista, poderia ser o que estende a mão...
Na vitória, seleciona memórias.
É mais fácil ser o ingrato da história.

Cheiro de café
O pão quente na mesa
Felicidade