Coleção pessoal de eduardo_leite_3

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Dou ouvidos ao que desalinha o mundo,
e deixo um verso
decidir se vira riso ou lágrima.
Escrevo no improviso
bilhetes de poesia
que escorrem por frestas,
até cair nas mãos certas.
Às vezes me embaralho
e viro silêncio.
Faço do texto um abrigo,
e entre uma frase e outra
sussurro uma oração,
pedindo clareza para o coração
que insiste em cantar.
E mesmo torto,
mesmo simples,
sigo rabiscando.

Há uma linha tênue entre perseverar e teimar, entre delicadeza e simplicidade, entre doar e ofertar.
Quando soltamos a teimosia, o caminho abre; quando agimos com delicadeza, a mente descansa.
Doando amor, ofertamos acolhimento e compaixão por onde passamos.
Que hoje seja um recomeço leve e verdadeiro.

Desisti da urgência.
Agora eu ando no meu ritmo, atento ao chão e ao que eu sinto.
Não corro atrás de um “lá” — meu ponto de chegada sempre foi aqui.
Eu sigo e, ao mesmo tempo, sou o caminho.

Eu aceitaria o frio, para que você tivesse o fogo.
Carregaria a tua bagagem mais pesada,
só para ver você caminhar sem pressa.
Pois a minha maior sorte
não é tirar algo de você,
mas ver o que floresce quando nada te impede.


Eduardo Leite