Coleção pessoal de EddEmilio

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As religiões que chamamos de falsas já foram verdadeiras um dia.

Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem.

O silêncio que aceita o mérito como a coisa mais natural do mundo constitui o mais retumbante aplauso.

O prêmio por uma coisa bem-feita é tê-la feito.

É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas, do modo mais simples.

Que a importância esteja no teu olhar, não naquilo que olhas.

O relógio não conta nas horas felizes.

Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público.

Não é a riqueza nem a pompa, mas a tranquilidade e a ocupação que dão felicidade.

O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Imaginação, não a inteligência, é o que nos torna humanos.

Bondade é sobre o que você faz. Não sobre para quem você reza.

Se você não transformar sua vida em uma história, você vai acabar se tornando parte da história de alguém.

A presença daqueles que procuram a verdade é infinitamente preferível à presença dos que pensam que já a encontraram.

Eu prefiro ser um macaco subindo do que um anjo caindo.

A inteligência de uma criatura conhecida como multidão é a raiz quadrada do número de pessoas dentro dela.

Às vezes é melhor acender o lança chamas do que amaldiçoar a escuridão.

Humanos precisam de fantasia para serem humanos. Para serem o lugar onde o anjo caindo encontra o macaco ascendendo

A luz acha que viaja mais rápido que tudo, mas está errada. Não importa quão rápido a luz viaje, ela descobre que a escuridão sempre chega antes e está a sua espera.

É a vaidade e não o prazer que nos interessa

Qual a finalidade da avareza e da ambição, da busca de riqueza, poder e preeminência? Será para suprir as necessidades da natureza? O salário do mais pobre trabalhador pode supri-las. Vemos que esse salário lhe permite ter comida e roupas, o conforto de uma casa e de uma família. Se examinássemos a sua economia com rigor, constataríamos que ele gasta grande parte do que ganha com conveniências que podem ser consideradas supérfluas. [...] Qual é, então, a causa da nossa aversão à sua situação, e por que os que foram educados nas camadas mais elevadas consideram pior que a morte serem reduzidos a viver, mesmo sem trabalhar, compartilhando com ele a mesma comida simples, a habitar o mesmo tecto modesto e a vestir-se com os mesmos trajes humildes? Por acaso imaginam que têm um estômago superior ou que dormem melhor num palácio do que numa cabana? [... ] De onde, portanto, nasce a emulação que permeia todas as diferentes classes de homens, e quais são as vantagens que pretendemos com esse grande propósito da vida humana a que chamamos melhorar nossa condição? Ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia e afabilidade e ser visto com aprovação são todas as vantagens que se pode pretender obter com isso. É a vaidade, e não a tranquilidade ou o prazer, que nos interessa. Mas a vaidade sempre tem por base a convicção de sermos objecto de atenção e aprovação. O homem rico deleita-se com as suas riquezas por julgar que elas naturalmente lhe atraem a atenção do mundo e que os homens estão dispostos a acompanhá-lo em todas as agradáveis emoções que as vantagens da sua situação tão prontamente inspiram a ele. Quando tal pensamento lhe ocorre, o seu coração parece crescer e dilatar-se dentro do peito, e ele aprecia a sua riqueza mais por esse motivo do que por todas as outras vantagens que ela lhe traz.

(A Teoria dos Sentimentos Morais)