Coleção pessoal de Dromedariono

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O Senhor oculta algumas coisas aos sábios, mas as revela aos pequeninos.

Há uma diferença entre viver e existir, a primeira você curte e regozija-se com a vida, já a segunda, você é um número ou uma mera e ridícula estatística.

Todos os seres são iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final.

Quem a tudo renuncia, tudo receberá.

Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam.

Para pregar a Paz, primeiro você deve ter a Paz dentro de você.

Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras.

Quando suspeitamos que alguém mente, devemos fazer-nos de crentes: ele então torna-se ousado, mente com mais intensidade e se entrega.

A flor respondeu: Bobo! Acha que abro minhas pétalas para que vejam? Não faço isso para os outros, é para mim mesma, porque gosto. Minha alegria consiste em ser e desabrochar.

Se a vida possuísse qualquer valor real e positivo, o tédio não existiria: a própria existência em si nos satisfaria, e não desejaríamos nada.

Raramente pensamos no que temos, mas sempre no que nos falta.

Muitos ricos sentem-se infelizes porque estão desprovidos de uma verdadeira formação espiritual, de conhecimentos e, portanto, de qualquer interesse objectivo que os possa capacitar a uma ocupação espiritual.

Quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente.

Nenhum homem jamais se sentiu perfeitamente feliz no presente; se acontecesse, isso o entorpeceria.

Sempre quis morrer rápido, pois quem viveu só a vida inteira saberá avaliar melhor esse tema solitário. Em vez de sumir em meio às tolices e bufonerias preparadas para os lastimáveis bípedes humanos, vou terminar feliz, consciente de estar voltando para onde vim (...) e de ter cumprido minha missão.

E é pela razão que chegamos à conclusão óbvia de que a morte é o fim da consciência e a destruição irreversível do eu.

O mundo está em má situação: os selvagens devoram-se uns aos outros, os civilizados enganam-se reciprocamente, e tudo isso é nomeado o curso do mundo.

Vá bater nos túmulos e perguntar aos mortos se querem ressuscitar: eles sacudirão a cabeça num movimento de recusa.

Cada pessoa vê em outra apenas o tanto que ela mesma é, ou seja, só pode concebê-la e compreendê-la conforme a medida da sua própria inteligência.