Coleção pessoal de Dreadwolf

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Me cobro intensidade, odeio o raso
Mas às vezes confundo paixão com cansaço
Quero tudo agora, depois nada faz sentido
Meu interesse morre quando é compreendido
Tem dias que sou preso num único assunto
Outros dias não sinto apego a conjunto
Minha mente corre em círculos veloz
Se entedia fácil, mas cobra de nós
Obceco pra fugir do vazio momentâneo
Quando passa, sobra o silêncio estranho
Talvez não seja vício, nem falta de direção
É só minha cabeça pedindo atenção
Eu não mudo de sonho, mudo o foco do olhar
Cada obsessão é um jeito de respirar
Se não dura pra sempre, tudo bem também
Algumas vêm só pra ensinar e vão além

Conheci os espinhos, não as rosas
Aprendi cedo que o belo também corta
Cada passo era farpa na sola
Enquanto prometiam jardim, me deram a porta
Cresci regando o que ninguém colhia
Mão calejada, pouca fantasia
Quando falavam de amor, eu via alerta
Porque todo afeto vinha com cerca
Não romantizo dor, só reconheço
Foi nela que eu aprendi o preço
Enquanto uns colhiam perfume e cor
Eu entendia o valor do suor
Espinho ensina mais que pétala
Te deixa atento, mente esperta
Quem só conhece flor se ilude
Quem sangra aprende atitude
Hoje se vejo rosa, eu desconfio
Beleza demais costuma esconder vazio
Mas se vier com verdade na mão
Eu planto com calma, sem pressa, no chão
Porque mesmo ferido eu sigo em pé
Espinho não mata quem aprende a fé
Não fé cega. Fé na própria visão
Conheci os espinhos… e isso me deu direção