Coleção pessoal de douglas_figueiredo

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Para a virtude da discrição, ou de modo geral qualquer virtude, aparecer em seu fulgor, é necessário que faltemos à sua prática.

A educação para o sofrimento evitaria senti-lo com relação a casos que não o merecem.

Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.

As obras-primas devem ter sido geradas por acaso; a produção voluntária não vai além da mediocridade.

Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante.

Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.

Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição.

Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.

Os homens são como as moedas; devemos tomá-los pelo seu valor, seja qual for o seu cunho.

Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.

Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes.

Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.

Quem gosta de escrever cartas para os jornais não deve ter namorada.

Os homens distinguem-se pelo que fazem; as mulheres, pelo que levam os homens a fazer.

O homem vangloria-se de ter imitado o voo das aves com uma complicação técnica que elas dispensam.

O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam.

Há homens e mulheres que fazem do casamento uma oportunidade de adultério.

Há campeões de tudo, inclusive de perda de campeonatos.

Cada nova geração de computadores desmoraliza as antecedentes e seus criadores.