Coleção pessoal de _DNoNe-
Fumaça cobre o rosto, a máscara a dor,
No silêncio ardente, pulsa o sangue, o terror.
O ar pesado guarda o eco do temor,
Cada suspiro anuncia meu próprio horror.
A única rosa que te dei
não era flor, nem pétala, nem promessa —
era um espelho no meio do deserto,
um ponto luminoso na curva do nada,
o sinal de um certo querer que nem sempre se vê.
O gosto amargo permanece —
não na boca, mas no intervalo entre notas,
como se o silêncio fosse uma corda esticada demais.
Você era a borracha sobre calendários apagados,
apagando aquilo que nunca se soube desenhar.
O vento passou como uma lembrança
sobre o vidro frio dos dias alinhados,
um alfabeto de gestos que não se traduziu,
peças de um quebra‑cabeça que cabiam apenas
na caixa onde guardamos histórias incompletas.
Havia tanta corrente nas mãos —
um rio secreto subindo pelas margens do possível,
margens que se recusavam a ser caminhos.
O medo era ponte que avançava sobre espelhos,
cada passo dissolvendo areia invisível no ar.
Queimamos cartas que nunca se dobraram,
rasgamos páginas impregnadas de ausência,
apagamos sinais no calor das chamas —
gestos como pássaros que não voam,
ecoando um nome sem nunca pronunciá‑lo.
Agora restam os espaços vazios,
o ciclo fechado como livro antigo
que guarda apenas marcas de dedos na capa.
As linhas se tornaram fósseis de silêncio,
um suspiro seco que fica entre as notas
quando a canção já acabou.
E mesmo assim, no fundo do escuro,
a memória sussurra como vento em sala vazia,
um brilho que não ilumina nada,
um fogo que dobra as margens do possível,
um querer que recusa morrer —
não como chama, mas como reflexo de chama
sobre vidro que nunca virou cinza.
A respiração guarda vestígios de horizontes,
contornos de sombras que dançam sem corpo,
o olhar busca o que nunca foi alcançado,
o silêncio pesa como chão movediço,
cada lembrança uma ponte que não leva a lugar algum.
Não me procure, porque o que resta
é uma fome que não se cansa,
uma sede que não se dissolve em lágrimas,
um olhar que sempre busca o inalcançável,
um eco que insiste mesmo no silêncio.
Este é o ponto final do nosso nunca mais —
um fim absoluto, cruel, profundo,
mas mesmo assim, eu sempre vou querer mais.
#=#=#=#=#-_-_ INFINITÚRBIO -_-_#=#=#=#=#
Um sussurro que é tempestade,
uma linha entre o céu e o abismo,
onde o instante se alonga até o infinito
e cada batida do coração é um universo em expansão.
No silêncio, explode o mundo:
cores que nunca existiram,
palavras que queimam e acalmam,
um fio de eternidade que atravessa o peito.
É tudo e nada,
o canto que não termina,
o fogo que não consome,
o sonho que é real,
o verso que transcende o próprio papel.
"A Casa do Meu Coração"
Sou tão apaixonado por você
Que faço o que nunca fiz,
Usando o sangue que meu coração bombeia
Como tinta para cada letra escrita,
Para cada palavra que ouso dizer.
Pela primeira vez, não escrevo com melancolia,
Mas com amor, puro e inteiro,
Sem dor, sem medo.
Você me mostrou que o céu mais lindo
Não está nas estrelas da noite,
No brilho de um dia ensolarado,
No outono vermelho,
Ou no inverno branco,
Nem mesmo na primavera florida.
O céu mais lindo é qualquer paisagem,
Desde que você esteja ao meu lado.
Por isso, eu te agradeço.
Achei que sabia o que era amar,
Mas com você, estou aprendendo.
Quero que veja,
Que a cada batida do meu coração
Carrega você em cada canto,
Em cada tijolo,
Em cada batida.
E sempre estará aberta,
Para te abrigar.
Dois colares, metade cada um,
como nós, inteiros no encontro,
partidos apenas para caber
nessa dança de encaixes e sonhos.
Cada curva, uma promessa;
cada contorno, um segredo.
O metal guarda o calor das mãos,
mas é no peito que o coração vive.
Quando juntos, não são só pingentes,
são mapas de um mesmo destino,
traçados em linhas invisíveis
que só o amor sabe seguir.
E, se um dia a distância vier,
que os colares sejam a ponte,
lembrando que o coração completo
sempre pulsa em nós, mesmo distante.
A primeira rosa que te dei,
não era só flor, era céu no papel,
um pedaço de mim dobrado em pétalas,
um suspiro que o vento não levou.
Vermelha, como o fogo do instante,
te entreguei mais que cor,
entreguei uma verdade frágil,
que pulsava no silêncio entre nós.
A cada espinho, um medo vencido,
a cada curva, um desejo guardado.
Na rosa havia histórias inteiras
que só o teu sorriso sabia ler.
Ela não murcha na lembrança,
nem perde perfume no tempo.
A primeira rosa que te dei
ainda floresce no jardim do que somos.
Eu fumo por que a vida me sufoca,
E o fogo que arde, me acalma a alma.
Cheiro de pecado, cheiro de tabaco,
Máscaras para esconder minha dor profunda.
Fumo para esquecer, para me perder,
No fogo que consome, minha alma cansada.
O pecado é o preço, o tabaco é o vício,
Minha escolha, minha cruz, minha sombra.
Em cada tragada, sinto meu fim,
O pecado me consome, o tabaco me mata.
Mas ainda assim, eu não paro,
Porque naquela fumaça, eu encontro um refúgio.
Um refúgio temporário, uma ilusão,
Que me deixa esquecer, por um instante,
A dor, a tristeza, a solidão,
E o vazio que me consome.
Mas quando o fogo se apaga,
E a fumaça se dissipa,
Eu me vejo novamente,
Sozinho, com meu pecado.
Minha princesa, doce presença divina,
Olhos heterocrômicos, brilho celestial.
Seu sorriso, um raio de sol radiante,
Ilumina meu mundo, acalma meu coração.
Cada olhar alheio, um ciúme que arde,
Cada palavra, um roubo de sua atenção.
Mas sei que seu coração bate por mim,
E isso me faz sentir vivo, amado.
Sua beleza, uma obra de arte sublime,
Sua essência, um perfume que me envolve.
Você é minha paz, minha alegria,
Minha razão de viver, minha eterna paixão.
Quando a ansiedade me consumia,
Você esteve ao meu lado, forte e serena.
Cuidou de mim com amor e carinho,
E me mostrou que não estava sozinho.
Agradeço por cada abraço,
Por cada palavra de conforto e apoio.
Você é minha rocha, meu porto seguro,
Minha princesa, minha rainha, meu amor eterno.
Fumo que sobes, espetáculo divino,
Um vício antigo, um prazer passageiro.
Entre voltas de fumaça, eu me perco,
E por um instante, esqueço.
Mas, será que faz bem, essa paixão?
Ou é apenas ilusão?
Meu corpo clama por ar puro,
Mas minha alma pede um pouco mais.
Nas profundezas do meu ser,
Uma voz sussurra: "Pare!"
Mas a outra responde: "Sigo!"
E o ciclo continua.
Fumo, meu amigo e inimigo,
Meu prazer e meu castigo.
Um paradoxo que eu não entendo,
Um vício que eu não abandono
Sob o sol de Ipanema, onde a brisa enlaça,
Uma garota de encanto, a praia a enfeitiçar.
Ela passa, grácil e rara como a maré,
Trazendo saudade, uma dança no ar a pairar.
Quando bate aquela saudade profunda,
Notas de nostalgia ecoam na onda.
Memórias dançam, entrelaçam o olhar,
Na melodia do passado, a vida a relembrar.
Calmô é a canção, sereno é o mar,
Sob o céu aberto, a alma quer flutuar.
Ritmo que embala, no compasso da maré,
Nossos corações dançam, se deixam envolver.
E só sei dançar com você, a melodia declara,
No palco da vida, nossa dança rara.
Compassos alinhados, corações a vibrar,
Juntos seguimos, no ritmo de amar e sonhar.
Garota de Ipanema, saudade a abraçar,
Entre danças e versos, a memória a ecoar.
Quando a música toca, nossa história se refaz,
Em cada acorde, um eterno compasso de paz.
A primeira e única rosa que eu te dei, singela e pura,
Guardava em suas pétalas um sentimento sem censura,
Era um gesto tímido, um símbolo de carinho,
Uma promessa de afeto, um laço que eu delineio.
Mas o tempo passou, e hoje eu percebo,
Que deveria ter dado mais rosas, como um enredo,
Cada pétala seria um pedaço do que eu sinto,
Um amor profundo, verdadeiro, sem nenhum tinto.
A primeira rosa, um começo, uma faísca a arder,
Mas a única rosa que te dei, agora me faz sofrer,
Porque vejo que deveria ter cultivado essa chama,
Com gestos pequenos, mas cheios de quem ama.
A única rosa que te dei, como um verso inacabado,
É uma lembrança das chances que eu não tive ao seu lado,
Me arrependo de não ter dado mais, de não ter ousado,
De não ter regado esse amor, como um jardineiro apaixonado.
Mas mesmo com apenas uma rosa, espero que sintas,
A intensidade das emoções, os momentos que ainda são tintas,
E se pudesse voltar atrás, te daria um jardim inteiro,
Um campo de rosas, onde nosso amor seria o primeiro.
A primeira e única rosa, agora é um símbolo de aprendizado,
Um lembrete de que o amor precisa ser demonstrado,
Que as palavras e gestos pequenos podem crescer,
E que é preciso regar o afeto para ele florescer.
Nas margens do tempo, um coração solitário,
Guarda uma paixão eterna, fiel e necessário,
Um sentimento que perdura, mesmo na solidão,
Um laço inquebrável, um doce e triste canção.
No silêncio das noites, as memórias ecoam,
Uma história de paixão que apenas o vento entoa,
Um sorriso, um olhar, gestos que ainda persistem,
No palco vazio, essa paixão insiste e persiste.
Uma luz que brilha mesmo na escuridão,
Como uma estrela solitária em vasta esplanada,
Sentir sem ser sentido, uma jornada sem fim,
Um coração que queima, mesmo que não haja mais ninguém.
Essa paixão é um jardim secreto, intocado,
Florescem sentimentos, mas sem serem mostrados,
Uma fonte inesgotável de desejo e devoção,
Mesmo que o mundo não saiba, nem escute a canção.
É uma eterna paixão solitária, como um farol a guiar,
No oceano do tempo, nas ondas a navegar,
Essa paixão é uma chama, eterna e solitária,
Um tesouro escondido, uma história solitária.
Em uma jornada de encanto e coragem,
Conheci alguém e embarquei na viagem,
Juntas, exploramos mundos e sonhos sem par,
Cada momento, uma memória a se eternizar.
Contemplamos nossas almas, duas estrelas no céu,
Cada uma com sua luz, seu próprio papel,
Caminhamos lado a lado, mas sempre conscientes,
De que somos seres únicos, com sonhos e mente.
A aventura nos uniu, mas também nos mostrou,
Que somos livres, indivíduos que seguem seu curso,
E assim, um dia, o ponto de espera chegou,
Você continuou, eu fiquei, e o mundo ficou diverso.
A estrada da vida é feita de encontros e despedidas,
Cada um com seu destino, suas próprias vidas,
Você partiu, em busca de novas histórias,
Enquanto eu permaneci, contemplando memórias.
A saudade é um vento que sopra suavemente,
Lembranças da aventura, da jornada que foi quente,
Mas entendo que as estações mudam, e os ventos também,
Cada um segue seu rumo, como o rio que não para além.
E assim, nesta parada, espero pelo próximo embarque,
Por outro ser que queira, comigo, traçar um trecho,
Na estrada da vida, onde cada encontro é uma chama,
E cada despedida, parte de uma história que se inflama.
Até lá, permaneço, com as lembranças a me guiar,
A contemplar as individualidades, a aprender, a amar,
Na esperança de que o próximo passageiro que chegar,
Será um novo capítulo, um encontro a me iluminar.
No aceno das palavras, nesse encontro virtual,
Sinto a sinceridade, uma promessa casual,
Nossas trajetórias se cruzaram um dia antes,
E agora, nesta jornada, retomamos instantes.
Se um dia as estrelas nos unirem de novo,
E a vida nos levar por um mesmo corredor,
Será um prazer retomar essa aventura,
Com a esperança renovada e a alma mais madura.
Mas o tempo é um mestre, o destino um guia,
E nossos passos seguem, não se podem adiar,
Se o futuro nos reservar esse reencontro,
Será como um presente, um elo mais forte.
Por enquanto, saiba que a lembrança se mantém,
Dos momentos compartilhados, do que sentimos além,
Enquanto cada um prossegue seu próprio caminhar,
A vida nos surpreende, sem cessar, sem parar.
Assim, aguardo o que o tempo trará à nossa história,
Seja qual for a jornada, a trama, a memória,
Agradeço por este momento, por este olhar,
E deixo a porta aberta, para quando quiser voltar.
No instante em que nossos olhares se encontraram,
Um sentimento raro e profundo se despertou,
Eudaimonia, como um raio de luz, me tocou,
A felicidade genuína, em meu peito, se instalou.
Teu sorriso era um reflexo do sol da manhã,
E naquela conexão, o coração acelerou, a mente acalmou,
Eudaimonia, sussurrou o vento, um encanto me envolveu,
Um estado de graça, um momento que nunca se apagou.
A alegria transbordava como um rio em cheia,
Eudaimonia fluiu como uma melodia serena,
Cada palavra trocada, um tesouro, uma joia rara,
Naquela primeira vez, a vida ganhou nova cena.
Eudaimonia, um sorriso verdadeiro no canto dos lábios,
Um sentimento de plenitude, como a dança das águas,
Na lembrança desse encontro, um brilho persiste,
A primeira vez que te vi, a Eudaimonia se fez morada.
Nas noites profundas e pensativas,
O coração emaranhado de emoções vivas,
Seguro uma carta, palavras que tremem,
Como folhas ao vento, são segredos que gemem.
A tinta, um reflexo do meu ser inquieto,
Traduz anseios, medos, um amor discreto,
Nas entrelinhas da página branca como o luar,
Revelo meu ser, sem saber onde vou chegar.
Mas o medo, esse companheiro sombrio,
Tece teias de incertezas, tece o vazio,
Ergo a carta nas mãos trêmulas de receio,
E sussurro ao silêncio: "Será que vele a pelejo?"
As estrelas cintilam, testemunhas das minhas dúvidas,
Enquanto a lua observa, serena, sem intrusas intenções furtivas,
É a noite a confidente das almas apaixonadas,
Dos que ousam entregar suas verdades desveladas.
Mas, oh, o temor que pulsa em cada verso traçado,
Como um eco na escuridão, um segredo guardado,
Entregar esta carta é como mergulhar no abismo,
E esperar que a resposta seja um doce alívio, não um cataclismo.
Que a aurora que se aproxima traga consigo a coragem,
Para soltar esta carta ao destino, sem mais miragem,
Pois a vida é curta, e o amor é uma chama a acender,
Na noite pensativa, é hora de deixar o coração florescer.
No eco das memórias, sinto o peso da culpa,
Como sombras na noite, escuridão que me envolve.
Eu fui o vento que soprou sua luz para longe,
Na dança errante do destino, errei, e hoje a congelo.
Teu brilho se apagou por minha mão inadvertida,
Minha estrela outrora radiante, agora escondida.
As lágrimas do arrependimento enchem meus olhos,
Por ter sido o motivo desse adeus tão doloroso.
Mas em cada noite, ergo um olhar cheio de saudade,
Buscando redenção, em tua luz, tranquilidade.
No espelho das estrelas, vejo teu reflexo distante,
E peço perdão ao universo por minha falha flagrante.
No firmamento vasto, onde o tempo flui sem fim,
Busco o perdão nas estrelas, um gesto de alívio enfim.
Minha culpa é um fardo que carrego, pesado e profundo,
Mas na imensidão cósmica, anseio encontrar um novo rumo.
A estrela que perdi, agora é uma lição gravada,
Um lembrete constante das escolhas que fiz erradas.
Através das noites escuras, busco redimir meu erro,
Com a esperança de um reencontro, ainda que seja um pensamento sincero.
Minha jornada de auto perdão é uma constelação de aprendizado,
Na escuridão da culpa, desejo ver um novo nascer estrelado.
E se um dia o universo permitir, que a estrela retorne ao meu olhar,
Eu a acolherei com humildade, renovado e disposto a recomeçar.
No firmamento da vida, anseio reencontrar,
Aquela estrela perdida, que não pude mais segurar.
Com determinação e esperança no coração,
Buscarei nos confins do cosmos, a reconciliação.
Erramos no passado, mas o tempo não é estático,
Posso lutar por um novo começo, mais prático.
Com passos cuidadosos, trilhando o caminho certo,
Pode ser que um dia recupere o brilho incerto.
No céu da minha alma, uma constelação de desejos,
Pede que a estrela que se foi retorne aos meus beijos.
Talvez um dia, em um giro cósmico de sorte,
Ela retorne aos meus olhos, como um forte suporte.
Enquanto o tempo passa e a busca persiste,
A lembrança dessa estrela em mim insiste.
Seja nos sonhos ou no olhar das estrelas que brilham,
Guardo a esperança de que, um dia, nossos destinos se unam.
``Antes mesmo de te conhecer, como posso assim desejar você?;
Nem coragem tenho de lhe encarar...Será que um dia conseguirei me declarar;
Ando sonhando acordado, tentando sempre te espreitar.. Quem sabe? capturar;
Cada sorriso encantado, maçãs em teu rosto, combinando com teus castanhos dourados;
Ancorado ao meu mundo, sem conseguir me mover, como dizer ao próximo que agora quero você;
Realmente enganado, pelo teu cabelo escuro me sinto tão indagado;
Onde passas com essa cara fechada, escondendo um sorriso tão amigável;
Linda de uma maneira singular, por mais que se passe de séria, com esse sorriso que desmente o olhar;
Incrível a forma que me fez te admirar... Um sorriso simples foi capaz de me derrubar;
Não posso acreditar que tenho medo de me aproximar... Talvez eu não esteja à altura de seu olhar;
Antes mesmo de te cumprimentar... eu quero lhe beijar.´´
Poesia ao Anjo
E ela estava disposta para mim;
Tão linda e bela como veio ao mundo;
Se aproximou com um caminhar ``vagarante´´ e ameaçador;
Seu olhar era sereno, calmo e tranquilizante;
Por um certo momento me senti anestesiado, não pude me mover, nem deveria;
Era um momento de se observar e admirar aquela bela obra prima que estava diante de mim, seu corpo era outra arte, Da Vinci se reviraria no túmulo se soubesse a perfeição que não pintou;
As palavras dela soavam como poesia aos meus ouvidos, como falava, como gemia, a forma singela que me olhava me surpreendia;
Não me dei conta que o tempo se passou e que já era dia;
Despertei de um sonho que eu jamais alcançaria;
Como pode um mero mortal como eu ter tido a honra de corromper aquele ser angelical?;
Como pode ser possível ter ido ao céu sem ter tirado os pés do chão?;
Guardarei essa indagação e essa recordação, de um dia ter em minhas mãos um anjo irrealmente surreal...
Um Natal..
Mas que triste natal;
Uma mesa normalmente cheia;
Hoje continua igual, mas ao mesmo tempo diferente...
Onde havia risos e brincadeiras, há agora saudades e lembranças..
Vivendo esse dia com um sorriso no rosto, segurando as lágrimas como possível...
Prometi não mais chorar, mas bisa... infelizmente não conseguirei cumprir essa promessa.. outra vez, por mais um ano.. chorarei pela saudades que sinto de ti..
