Coleção pessoal de DECKCRUZ
TUDO É IGUAL
É,
a vida se repete num ciclo vicioso
a história se repete
o sonho, as palavras... os erros e os medos
é tudo igual.
O sol é o mesmo
mas eu estou mais velha
com o fôlego mais curto, a mente mais doente
E eu corro,
corro para alcançar o sol,
mas
ele está se pondo...
pra nascer atrás de mim novamente.
Cada ano fica mais curto e
meus planos frustrados preenchem
meia pagina de linhas rabiscadas.
E agora já nem é o medo que me tira o sono
nem tanto a solidão,
mas a derrota...
a insegurança e
um pouco de decepção.
Ele me venceu mais uma vez
estou perdendo as forças e,
por mais que algo dentro de mim insiste ainda em tentar
meu corpo já não aguenta,
eu estou cansada de tudo isso e
meu espírito implora,
mas eu resisto em entregar
pra sofrer mais um pouco
perder mais uma batalha
na medíocre esperança de mudar a história.
Escrito em 15/06/2009
E se o depois da vida for apenas a continuação do que já sentimos aqui, mas sem pressa, sem medo e sem despedidas? Talvez o amor ao próximo seja a única coisa que atravessa tudo — como uma força invisível que nos conecta, mesmo quando não entendemos o porquê.
Há quem diga que o “cupido” nos une como uma magia silenciosa, aproximando caminhos que nunca se cruzariam. Mas, como toda magia, às vezes ela se desfaz… e o que sobra não é vazio, mas aprendizado.
Talvez, na eternidade, o amor deixe de ser paixão e se transforme em algo mais puro — uma amizade leve, sem expectativas, sem perdas. E se tudo isso for uma grande ilusão bonita? Um roteiro invisível que nos guia, colocando pessoas certas em momentos certos.
Nem todas permanecem. Mas nenhuma vem por acaso. Cada encontro deixa uma marca silenciosa que, de alguma forma, nos transforma para sempre.
Tem gente que carrega a saudade no peito todos os dias…
Mas não pode atravessar a distância.
E tem gente que até pode ir, pode ligar, pode estar perto…
Mas escolhe não fazer.
Como Lykaios, espírito ancestral dos lobos, não temo ser visto como predador — pois quem conhece sua própria natureza não se esconde do olhar dos outros, apenas caminha firme entre a sombra e a luz.
“O ponto final mais feliz da vida não é o fim da história, mas o início da eternidade que começa quando a vida passageira se transforma em vida eterna.”
“A pessoa vingativa encontra conforto no sofrimento alheio; não se arrepende, não busca evoluir, e incapaz de sair do próprio fundo do poço, prefere puxar os outros para a escuridão onde escolheu permanecer.”
Conexões da alma 🤍
Eu posso te amar
sem te prender nas minhas mãos.
Posso te querer perto,
mas ainda assim sorrir
se a tua alegria vier de outro abraço,
de outra voz,
de outro caminho que não cruza o meu.
Porque amar, do meu jeito,
não é possuir —
é desejar que floresça,
mesmo que o jardim não seja o meu.
Eu me sinto em paz
sabendo que quem eu quero bem
está bem.
Mesmo que eu não seja
o motivo do teu riso,
sou sincera no desejo
de que ele exista.
Viemos sozinhos ao mundo,
e por mais que as conexões aqueçam a alma,
nem todo mundo permanece.
Alguns são estação,
outros são ponte,
outros são só vento que passa —
mas todos deixam marcas.
E cada marca é história.
Cada despedida, um capítulo.
Cada presença, ainda que breve,
é prova de que viver
é colecionar passagens
e aprender a amar
sem perder a leveza de deixar ir.
Livre pra amar sem medo,
mas sábia pra escolher quem fica.
Meu coração é casa…
só entra quem sabe cuidar.
Cada pessoa conhece uma versão diferente de nós — porque não somos espelho fixo, somos resposta:
para os pacíficos, oferecemos calma;
para os que são meio arco-íris e meia tempestade, viramos céu nublado ou sol aberto;
e diante de trovões e sombras, revelamos uma agitação urgente, aquela pressa intensa de resolver tudo mesmo sem calma.
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.
“Enquanto a mente dança entre distrações, o coração descansa das próprias tempestades — porque às vezes, são os pequenos desvios que nos salvam do peso de pensar demais.”
Evoluir no Mundo 🌍
Evoluir no mundo é entender que viemos sozinhos, mas não viemos para viver isolados. É aceitar que a jornada é individual, porém o aprendizado é coletivo. Crescemos quando aprendemos a ter empatia, a amar o próximo como a nós mesmos, mesmo quando isso exige maturidade, silêncio e renúncia.
Evoluir também é se submeter, às vezes, a lugares que não queremos estar — mas que precisamos. Porque há motivos maiores por trás de cada fase. Muitas vezes, o “motivo maior” vem disfarçado de responsabilidade, de desafio, de peso. E é justamente nesse peso que a vida nos ensina, nos molda e nos fortalece.
Aprendemos que ajudar alguém não é garantia de retribuição. E tudo bem. Porque quando a ajuda nasce do coração, ela não é uma venda esperando retorno — é uma semente plantada na consciência. Quem faz esperando receber ainda está negociando; quem faz por amor já está evoluindo.
O mundo é nossa casa temporária. Estamos aqui para aprender, para nos tornar seres humanos melhores — não melhores que os outros, mas melhores do que fomos ontem. A evolução verdadeira não é competição, é superação interna. É cair, entender, ajustar e continuar.
Tudo é passageiro. Nossa hora de partir é um mistério que não nos pertence. Por isso, evoluir é agora. Não daqui a muitos anos, não quando “der tempo”, não quando tudo estiver perfeito. É no presente que a transformação acontece.
Quem faz planejamento é arquiteto. E o nosso Arquiteto é Deus. Só Ele enxerga a planta completa da nossa história. A nós cabe confiar, aprender com cada etapa da construção e evoluir enquanto o projeto da vida continua sendo desenhado.
Amar também é disfarçar que está tudo bem, seguir em frente sorrindo… só porque você acha que a outra pessoa está feliz sem você — enquanto, talvez, ela esteja fazendo exatamente o mesmo, acreditando que você já aprendeu a viver sem ela.
