Coleção pessoal de DeBrunoParaCarla
Eu não pedi pra te amar…
quando vi, já estava acontecendo em silêncio, ocupando espaços que nem eu conhecia. Você não chegou fazendo barulho, mas ficou de um jeito que nada mais conseguiu sair. E desde então, tudo em mim te reconhece, mesmo quando você não está. Não é um amor que se explica,
nem que se controla ou se mede.
É desses que simplesmente existem…
e mudam tudo, sem pedir permissão.
E se um dia me perguntarem por que você,
eu não vou saber responder.
Só vou sentir de novo porque amar você não foi escolha… foi destino.
DeBrunoParaCarla
É um amor que não se pede,
não se implora, não se força.
Ou acontece por inteiro…
ou nunca foi de verdade.
DeBrunoParaCarla
Amor que não se mede…
porque não cabe em números,
nem em promessas, nem em tempo.
Só existe
DeBrunoParaCarla
Desconexo, imprevisível, quase sem forma…
mas carregado de amor.
Um desejo que queima fácil,
e uma vontade estranha de cuidar.
DeBrunoParaCarla
Amor e desejo se alinham
como se sempre tivessem sido um só.
Sem forma, sem regra, sem explicação…
só essa ligação que não se desfaz.
DeBrunoParaCarla
Às vezes, tudo que resta
é reconhecer que não dá pra carregar sozinho. E talvez uma visita ao CAPS
seja menos sobre fraqueza… e mais sobre consciência.
DeBrunoParaCarla
Tem gente que lê sem sentir,
faz sem pensar, só por fazer.
Mas nem tudo pode ser tratado assim…
porque até o que é ignorado merece consciência
DeBrunoParaCarla
Não é sobre ler o que foi escrito,
pra alguns é só fazer por fazer como todos fazem. Mas lidar com o que é vivo exige mais que isso, exige escrúpulo… mesmo diante do desprezo.
DeBrunoParaCarla
Amei de um jeito tão intenso
que pensei reconhecer você em qualquer forma. E mesmo que tenha sido só um instante, foi um momento puro demais pra não ser real.
DeBrunoParaCarla
Plantas impostoras crescem onde você esteve,
tentando ocupar o que era só seu.
Prometem trazer de volta o que perdi em você…
mas nada floresce igual.
DeBrunoParaCarla
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Plantas impostoras não substituem,
só ocupam o espaço deixado.
E no silêncio do que cresce,
a gente percebe o que nunca voltou.
DeBrunoParaCarla
Verdes, vivas, aparentemente certas…
mas tem algo errado nelas.
Como se a vida que carregam
não fosse realmente delas.
DeBrunoParaCarla
Itaipuaçu virou silêncio,
um nome que ninguém termina.
Como se falar fosse trazer de volta
o que já se perdeu.
DeBrunoParaCarla
Agora tudo é som demais,
até o que não devia ser ouvido.
E no meio disso tudo,
você desaparece de si.
DeBrunoParaCarla
Agora escuta demais,
coisas que não deveriam entrar.
E cada palavra errada
vai ocupando mais espaço.
DeBrunoParaCarla
Quando a vela apagou,
não foi só a chama que sumiu.
Foi tudo que dependia dela,
inclusive o pouco de clareza
DeBrunoParaCarla
As bocas falam sem parar,
mesmo quando deveriam calar.
E no excesso de vozes,
a verdade se perde fácil
DeBrunoParaCarla
Itaipuaçu virou só nome,
um lugar que existe, mas não chama.
Como certas memórias,
que a gente evita revisitar.
DeBrunoParaCarla
As vozes chegam antes do pensamento,
confundem, misturam, distorcem.
E quando você tenta entender,
já não sabe mais o que é seu.
DeBrunoParaCarla
A vela se apagou quando a luz acabou,
como se uma dependesse da outra.
E no escuro que ficou depois,
ninguém soube acender de novo.
DeBrunoParaCarla
