Coleção pessoal de danmelga

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Por trás de toda frase há uma reflexão indigesta.

Não existe isso de 'nunca vi você rindo'. Se você não viu, ou temos desavenças, ou apenas não achei nada engraçado enquanto estive contigo.

Preste bem atenção nas pessoas que você rejeita e nas que acolhe para sua vida. É muito fácil rejeitá-las depois de as acolher, mas é muito difícil acolhe-las depois de as rejeitar.

O Sono e o Tempo: em suas dimensões...

O sono coexiste em duas dimensões: existe no desejo corporal de descanso e no tédio da abnegação. O primordial é o congênito, é a necessidade natural do indivíduo. Porém, o secundário é um estado de consciência. Deparando-se em determinada ocorrência na escola, diversas vezes você já há de ter dito que adormeceria ao chegar em casa, em virtude da circunstância de supostamente estar com muito sono. Pois bem, é extremamente faltoso declamar coisas provocadas por sensações momentâneas ou sentimentos extremos. Palavras ditas por intermédio destas coisas somente ostentam que, no caso, o sono era unicamente uma saída para o tédio, e não realmente uma necessidade corporal do instante. Devido a isso, que ao sair da escola e chegar a casa, o sono (muitas vezes) simplesmente desaparece. Isto ocorre justamente em consequência do desaparecimento do tédio. Assim igualmente, se equivale aos demais casos em que (o tédio) implica-se em consequências homogêneas. Em contingência de estarmos impossibilitados de dormir, ou por o lugar ser inapropriado, ou por não ser lícito; qualquer distração envolvente fará com que, ou o sono diminua, ou "adormeça".
O tempo, da mesma maneira, funciona deste modo, e também em correlação ao tédio. Algo que minha mente jamais irá engolir e digerir são o fato de, por exemplo, sessenta minutos quaisquer do dia durar menos ou mais que outros sessenta minutos ANÁLOGOS. Ou ainda, sessenta minutos durar menos que trinta. Como eu já disse outrora, não é novidade para ninguém dizer que o tédio "desacelera" o tempo, e o entretenimento, o oposto. Enfim, tenho uma perspectiva no que concerne a isto, perspectiva esta que supõe que instantes deste entretenimento são como se estivéssemos dormindo, mas não somente dormindo, e sim dormindo confortavelmente; e momentos tediosos, consequentemente, como se estivéssemos dormindo desconfortavelmente. Não é à toa que uma noite bem dormida passa rapidamente, e uma noite mal dormida, vagarosamente. Noite mal dormida nesse contexto (e, talvez, em outros) seria aquela na qual acordamos em diversos momentos, naturalmente. Mas agora reflitam: não há alguma correspondência assustadora? Desde que tenho consciência de ser eu, este é um assunto que muito me inquieta, e estou ciente de que não é um assunto proveitoso (mas talvez possa ser), mas é indiscutível que é um assunto muito interessante. O tempo existe tal como é, mas são mínimos os momentos, em nossas mentes, em que este apresenta tal exatidão. A única forma de este apresentar-se idêntico em todos os seus momentos é permanecer olhando para o relógio. Este é o real tempo do tempo. Porém, seria no mínimo muito tedioso, e ninguém jamais teria vocação e vontade para isto. O tempo é real em sua essência, mas nossas mentes o fazem oscilar de acordo com nossas sensações e sentimentos.

O objetivo de vida do meu 'eu' presente será sempre ser superior ao meu 'eu' passado e sempre inferior ao meu 'eu' futuro. Dispor do mínimo de idealização de um 'eu' futuro soberano já nos torna superior. Mantendo nossos princípios apenas aprimorando-os. No futuro alcançaremos o que no passado era inalcançável. Ascenderemos à utopia da evolução. Praticando a caridade de uma totalidade de formas. Mas jamais presumindo que grandes transformações nos sucedem de um dia para o outro, ainda que seja possível...

Nunca desperdice seus momentos de tristeza e raiva, canalize-os para abrir sua mente e desabafar na escrita.

Não vá pro fundo, mas vá profundo.

As pessoas pensam que após fazerem algo de errado, um simples pedido de desculpas conserta tudo. Existe o tempo de se fazer o erro, mas também existe o tempo do erro ser consertado, ser amenizado e ser esquecido. Dê tempo ao tempo, aproveite para refletir sobre o que fez, e não para reclamar por consequências de seus próprios atos. Todo erro é perdoável? Sim, mas quase nenhum é esquecido...

Às vezes, uma pessoa se mostrará muito amiga sua, mas mais por falta de oportunidade de ser uma pessoa ruim do que por ter um caráter bom.

Há mais de dois mil anos atrás, Buda já pregava o desapego ao material, mas hoje, infelizmente, pessoas medíocres ainda são reféns de seus bens.

Dói muito mais perder uma pessoa para a vida do que para a morte.

Pedir desculpas não vai fazer com que você se humilhe em situação alguma. Só vai te elevar e você ainda irá mostrar aos outros a sua humildade de reconhecer os próprios erros. Sem essa de orgulho, livre-se do peso morto que você carrega. Não significa que você não errou mesmo quando não teve sentimento de culpa. Com certeza, é muito mais fácil jogar a culpa pra cima dos outros, mas isso só exalta ainda mais a sua mediocridade e a sua inferioridade. Sua convicção nem sempre estará certa, se arrepender é o mínimo, e correr atrás do prejuízo é o ideal.

Não sabe beber, mas bebe. Fica audacioso e inconsequente. Fala e faz tudo o que pensa, sente e tem vontade. Depois, se desculpa (ou não) alegando ter sido culpa da bebida. Nessas horas que a fuga da responsabilidade é exorbitante...

Não existem conselhos bons ou ruins. Existem conselhos, tudo que estiver fora dessa realidade, não é. Pois um conselho ruim não é de fato um conselho, e sim uma tentativa prévia de desviá-lo de tal caminho.

Não tenha medo de desferir as palavras que quiser contra mim. Não tenha receio, não tenha pena, não sinta-se culpado em machucar. Afinal, aprende mais quem sofre mais e quem sabe canalizar melhor esse sofrimento para melhorar a si mesmo.

A razão traz consigo sentimentos ruins, como o ciúme, a inveja e o ódio.

Um psicólogo deve ter sensibilidade o suficiente para acolher os problemas alheios; mas precisa ser forte interiormente para impedi-los de abalarem sua própria paz e conforto.

Utilize sua consciência com ciência.

O aprendizado advém do sofrimento e do erro. Pois na felicidade e na uniformidade estamos acomodados; e na tristeza e no desvio, incomodados.

A melhor lembrança de uma pessoa são os momentos que ela proporciona.